terça-feira, 22 de setembro de 2020

Chuva castiga o Rio e causa transtornos para os cariocas nesta terça-feira

Diversas regiões da cidade registraram alagamentos e bolsões d'água; trânsito segue lento nas principais vias da capital fluminense 

Altair Alves 

A forte chuva e os ventos que atingem diversas regiões do Rio de Janeiro desde as primeiras horas desta terça-feira (22/9), provocando estragos e gerando transtornos para os cariocas, fizeram a cidade entrar em estágio de atenção. Em muitos bairros há registros de bolsões d’água nas pistas, como na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, e na Praça da Bandeira, na Zona Norte. Na Avenida Brasil, uma das mais importantes via expressas da cidade, os motoristas também enfrentam problemas com o acúmulo de água na via.

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

De acordo com o Centro de Operações da prefeitura do Rio (COR), por conta do volume de água observado nas últimas 24h, sirenes na favela da Rocinha, na Zona Sul, foram acionadas para alertar os moradores do risco de deslizamentos. Segundo o sistema Alerta Rio, neste momento, o núcleo de chuva permanece estacionário no Maciço da Tijuca, mas começa a perder intensidade gradualmente. 

Ao longo desta terça-feira (22/9), ainda há previsão de chuva moderada a forte, com ventos que podem chegar a 60Km/h em pontos isolados. A Marinha informou que a ressaca no litoral do Rio vai permanecer, e as ondas podem chegar a três metros. Por isso, a recomendação é não entrar no mar. 

De acordo com o Centro de Operações, o estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam a cidade, afetando a rotina de parte da população. 

Recomendações

A prefeitura pede que a população evite o deslocamento entre a tarde de hoje e madrugada de amanhã, não vá pelas regiões mais atingidas pela chuva, evite áreas sujeitas a alagamentos e/ou deslizamentos e não force a passagem de veículos em áreas aparentemente alagadas. 

Em casos de ventos fortes e/ou chuvas com descargas elétricas, não se deve aproximar de árvores ou áreas descampadas. Nos pontos de alagamento, o melhor é não ter contato direto com postes ou equipamentos que possam estar energizados. O contato com a água de alagamentos também deve ser evitado porque a água pode estar contaminada e oferecer riscos à saúde. 

Se houver sinais de rachaduras, trincas ou abalo na estrutura das residências, o morador precisa acionar a Defesa Civil pelo número 199 e evitar permanecer em casa. Moradores de áreas de risco precisam ficar atentos aos alertas sonoros, porque o acionamento das sirenes indica perigo de deslizamento. 

As pessoas devem se deslocar para os pontos de apoio estabelecidos pela Defesa Civil Municipal. Os locais são informados pelo número 199. Em casos de emergência, ligue para os telefones 193 (Corpo de Bombeiros) e 199 (Defesa Civil).

Título e Texto: Altair Alves, Diário do Rio, 22-9-2020

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