
Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Paulo Briguet
1. Hoje acordei
terrivelmente sincero. Não há um escândalo no governo: o governo é o próprio
escândalo. O Caso Master, que tem ocupado as manchetes da mídia, não passa de
um sintoma da metástase institucional em que fomos mergulhados pelo Regime
PT-STF.
O banco de Vorcaro, com seu golpe de bilhões, representa apenas uma
pequena parte do que o governo está fazendo com o país. Trata-se de um assalto
permanente ao povo brasileiro para beneficiar uma elite política criminosa. E
querem saber uma coisa? Não vai dar em nada. Pelo simples motivo de que eles
controlam todos os meios de ação, investigação e punição. Assistiram ao filme
“Sindicato de Ladrões”? É um retrato do poder no Brasil atual.
2. Primeiro foi o Mensalão: compraram o Congresso. Depois, o Petrolão: saquearam a maior empresa brasileira e mergulharam o país na maior crise econômica da história. Enfim, veio a Descondenação: tiraram da cadeia o sujeito responsável pelos dois escândalos anteriores e o botaram na cadeira presidencial. O que vocês poderiam esperar de diferente? Picanha e cerveja? É claro que viria mais roubo. Os caras já engolem metade do que você ganha no assalto legalizado sob forma de impostos; roubar os velhinhos aposentados e usar o banco de um vigarista para lavar dinheiro e faturar alto em cima dos cidadãos comuns são coisas absolutamente previsíveis, eu diria até que inevitáveis. Os que fizeram o L queriam o quê? Ah, quem sabe os professores tenham ficado satisfeitos com o reajuste de 5,4% do piso salarial, que vai saltar de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 ― ou seja, eles continuarão pagando imposto de renda. Mas tudo bem: esquerdista ama imposto.
3. A palavra
escândalo vem do grego clássico skándalon, que quer dizer “armadilha” ou “pedra
de tropeço”. Em sentido bíblico, a expressão passou a designar tudo aquilo que
leva alguém a perder a fé em alguma coisa. Eu pergunto: alguém sinceramente
ainda acredita no governo PT-STF? O caso do Master não me escandaliza em
absoluto, porque eu jamais esperei que alguma coisa de bom pudesse vir dessa
gente. Embora, como já expliquei, não tenhamos um escândalo no sentido próprio
do termo, há que se dar algum nome ao mar de lama. Sugiro Supremão. É um digno
sucessor de seus irmãos Mensalão, Petrolão e Descondenação.
4. O paciente
Brasil não padece de uma falha bancária isolada. O Regime PT-STF é a patologia
oncológica que consome o organismo nacional. O Master configura-se como pústula
visível de um corpo infectado por um assalto permanente. Se, no passado, o
vírus se manifestava em cepas como Mensalão e Petrolão, a variante atual é mais
agressiva e institucionalizada. O roubo aos aposentados e a maior carga
tributária do mundo são os mecanismos de extração de energia do hospedeiro (o
povo) para sustentar a cleptocracia. Porque é disso que se trata, meus amigos.
Não há um roubo no governo; o governo é o roubo.
5. Divirto-me
bastante ao ver os militantes de redação (a maioria absoluta dos jornalistas
brasileiros) simulando espanto diante do roubo do Master. Até ontem, esses
caras estavam aplaudindo a destruição de coisas que valem muito mais que
dinheiro: a liberdade e a justiça. Aplaudiram o golpe eleitoral, aplaudiram a
volta do criminoso ao local do crime, aplaudiram a prisão e tortura de
inocentes, aplaudiram a maior farsa jurídica da história, aplaudiram a
instauração de uma tirania judiciária e agora estão escandalizados com a
corrupção dos supremos? Ah, a corrupção, que absurdo! Isso é alguma piada? O
presidente é o Lula ― não se façam de idiotas! E vocês são cúmplices disso,
coleguinhas. Ignoraram os ladrões de liberdade e agora “se assustam” com os
ladrões de dinheiro. Oh!
6. Em termos
literários, o Master é uma simples metonímia: a figura de linguagem em que a
parte representa o todo. Em termos médicos, é apenas um sintoma visível da
doença que tomou conta do organismo. Mas não adianta alimentar a ilusão de que
isso vai dar em alguma coisa: o Executivo, o Judiciário, o Legislativo, os
partidos políticos, as instituições públicas são todos comandados por
psicopatas ou seus serviçais pusilânimes. Talvez eles sacrifiquem algum figurão
(preferencialmente um adversário) para blindar o regime, mas talvez nem isso.
7. O Master é
apenas um sintoma da doença que tomou conta do organismo. A morte do Brasil foi
um crime de encomenda, no qual o STF forneceu a arma (o sigilo, a censura, a
perseguição), o PT forneceu o plano (o assalto contínuo) e o 8 de janeiro
forneceu o álibi para amordaçar as vítimas. O abismo não tem fundo porque é um
projeto de engenharia estatal. O mar de lama é, na verdade, o líquido amniótico
de uma autocracia revolucionária que pretende nunca mais sair do poder.
Eles só se esqueceram de combinar com Deus.
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Título e Texto: Paulo Briguet, Gazeta do Povo, 1-2-2026, 8h
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