Em uma canetada definitiva, o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, assinou o atestado de óbito da investigação que tirava o sono do ministro Dias Toffoli.
O processo AS 244 (Arguição de Suspeição), sob rigoroso sigilo, era o ponto de colisão entre a Polícia Federal e a cúpula do Judiciário.
A PF colocou sobre a mesa de Fachin um dossiê com mensagens e documentos que mostravam uma conexão direta entre negócios da família de Toffoli - incluindo um resort no Paraná - e o Grupo Master.
Pressionado pelas evidências, Toffoli já havia renunciado à relatoria do Caso Master, cedendo o lugar ao ministro André Mendonça. Parecia um recuo estratégico, mas o movimento de Fachin transformou a retirada em uma vitória total.
Ao decretar o arquivamento sumário e declarar a decisão transitada em julgado - sem margem para recursos de órgãos de controle como a PGR - Fachin não apenas encerrou o processo, ele blindou mais uma vez seus ministros.
A decisão protege completamente Toffoli do alcance da Polícia Federal e inviabiliza o uso das provas colhidas sobre o Grupo Master para fins de persecução penal.
Sem processo ativo, os indícios de transações imobiliárias e mensagens interceptadas perdem força, e qualquer tentativa de reabertura esbarra na coisa julgada.
O Caso Master continua, mas a investigação sobre quem deveria julgá-lo morreu - e com ela, qualquer esperança de que a Justiça alcance todos, inclusive os seus próprios membros.
Quanto tempo levará para arquivarem o Banco Master e devolverem tudo, como já vimos acontecer em outros escândalos?
Mais um capítulo de blindagem escancarada no topo do Judiciário.
— Carol De Toni (@CarolDeToni) February 22, 2026
O Presidente do STF, Luiz Edson Fachin, anulou e arquivou investigação da PF envolvendo o ministro Toffoli e o Grupo Master.
Um “acordo” entre ministros retirou Toffoli da relatoria, mas garantiu a blindagem… pic.twitter.com/4Tz89C2V8B
— Roger Bauer 🇧🇷🇺🇸 (@mcastralli) February 22, 2026

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