Cyprian Ekwensi, Edições 70, Lisboa, 1979, 144 páginas.
As aventuras de uma família de pastores nômadas, da tribo dos Fulani, cujo chefe é atacado pelo malefício do sokugo – a doença que torna os homens errantes –, chegariam, só por si, para prender, do princípio ao fim, a atenção dos leitores.
Todavia, a leitura deste livro, na sua simplicidade de processos narrativos, necessita de ser feita de um modo especial, pois deve ter em conta toda a paisagem que serve de pano de fundo à ação: a Nigéria, com as suas etnias e costumes, a luta daqueles que, dedicando-se à criação de gado, palmilham distâncias enormes, montando e desmontando os seus acampamentos, na procura incessante de melhores pastagens para o gado, sua única fonte de recursos de subsistência.
Deixam atrás de si um rastro de queimadas e a esses locais voltarão, mais tarde, depois de as chuvas terem fertilizado a terra e ter nascido o capim novo. Ciclo que não pode ser interrompido e que, de certo modo, representa a própria vida do povo nômada.
Cyprian Ekwensi é um
escritor nigeriano de grande popularidade entre os leitores africanos de língua
inglesa.
Este seu livro representa uma atraente
narrativa centrada numa tribo nômada (os Fulani) que se desloca, quando o capim
é queimado, do norte para o sul da Nigéria.
👍👍👍👍
[Livros & Leituras] Valeurs Actuelles e The New American
Front Populaire – La revue de Michel Onfray
Merci BB
A religiosa
Sorte de Mulher

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