O desastre econômico do governo Lula e a ligação do Catar com grupos terroristas estão entre os destaques desta edição
Depois de virar o mundo de ponta-cabeça para atribuir ao país um falso protagonismo e a doutrina igualmente artificial do “Sul Global”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está perto de prestar outro tremendo desserviço ao Brasil. Pior: desta vez, os danos provocados podem ir muito além de constrangimentos ou do abastecimento da usina de memes da internet.
O presidente do instituto (e idealizador do mapa-múndi invertido), Marcio Pochmann, vem afastando servidores experientes e qualificados que discordam dos seus métodos e ideias e se recusam a submeter o trabalho técnico a diretrizes ideológicas. Ocorre que o IBGE, que ainda trabalha com base no retrato econômico de 2010, está prestes a concluir a revisão do PIB amparado nos dados de 2021. Como os números do instituto orientam a tomada de decisões que influenciam na vida do país, estatísticas eventualmente contaminadas não produzem ruído — produzem dano.
“Estatística é leitura que dá sono em muitos brasileiros, mas é essencial para tomadores de decisão”, argumenta Eugenio Esber. “Isso diz respeito não apenas a grandes empresas ou investidores”. O índice de inflação, por exemplo, regula contratos de aluguel. A medição de preços determina o consumo. Salários, juros e políticas públicas dependem desses números. Ao contrário de mapas surrealistas, que só provocam riso, estatísticas balizadas por linhas ideológicas podem produzir desastres econômicos.
O governo petista se encarrega de ampliar a hecatombe. “Se existisse uma Olimpíada da incoerência fiscal, o Brasil teria conquistado todas as medalhas nos últimos três anos de governo Lula”, afirma Carlo Cauti. “Arrecadação recorde? Ouro. Dívida pública fora de controle? Prata. Rombo superior a R$ 1 trilhão por ano? Bronze.” O país avança para uma crise fiscal profunda, capaz de comprometer até serviços públicos básicos. Cauti resume o comportamento do governo numa frase: “O Brasil arrecada como um país escandinavo, gasta como um país europeu e oferece serviços públicos de padrão africano”.
Em 2025, para convencer a população de que tudo vai bem, apesar de ir muito mal, Lula torrou em publicidade oficial mais de R$ 604 milhões do orçamento. Como mostra a reportagem de Anderson Scardoelli, grande parte desse dinheiro foi destinada a veículos de imprensa cuja audiência encolhe na mesma proporção em que cresce a dependência do dinheiro dos pagadores de impostos.
Outra fatia da bolada
subtraída aos contribuintes foi desperdiçada em eventos como a COP30, que
acabou beneficiando ainda mais os amigos do poder — como a oligarquia dos
Barbalho — do que o próprio Pará. É ali, por exemplo, que fica o Porto de
Miritituba, um dos principais corredores de escoamento da soja brasileira — e
mais um retrato da precariedade da infraestrutura: todos os anos, os caminhões
são imobilizados em congestionamentos colossais. “Diante do sucesso da produção
agrícola parada no porto e do fracasso da COP30 — com gastos sem licitação,
dancinhas da Janja e reclamações públicas de diplomatas estrangeiros — onde os
recursos deveriam ter sido investidos?”, pergunta Adalberto Piotto.
Políticas públicas também vêm fracassando numa área vital para os brasileiros: segurança. “O Estado tem agido de modo passivo diante do crime organizado”, afirma o deputado Mendonça Filho, relator da PEC da Segurança, em entrevista a Sarah Peres. O tema deve dominar a pauta do Congresso na retomada dos trabalhos legislativos e terá peso decisivo na disputa eleitoral.
Já no aquecimento para outubro, Lula compareceu à sessão de reabertura do STF — e não à do Congresso, ocorrida no mesmo dia — para declarar que “o Brasil é maior do que os golpistas”. Alexandre Garcia concorda: o país foi maior que o golpe dos anões do orçamento, maior que os golpistas do Mensalão, do Petrolão, dos idosos da Previdência. “Também será maior que os golpistas do Master, que estão sugando R$ 42 bilhões do FGC”, diz Garcia. “O Brasil é maior que os golpistas, porque resiste, embora dilapidado nos impostos suados dos brasileiros.”
Augusto Nunes destaca que, na primeira semana de trabalho do Supremo, em vez de apresentar alguma explicação para o contrato multimilionário que anexou sua mulher, Viviane Barci, ao escândalo do Banco Master, o ministro Alexandre de Moraes preferiu submeter à outra sessão de tortura a língua portuguesa, a Justiça e a verdade. E investiu contra as restrições legais impostas aos integrantes do Supremo Tribunal Federal.
No cenário internacional, José Fucs revela — na primeira de três reportagens — o lado obscuro do Catar, que inclui estreitas ligações com grupos terroristas. E convém destacar o alerta de Brendan O’Neill, da Spiked: omitir os judeus ao lembrar o Holocausto é sintoma de uma grave doença moral.
Boa leitura.
Branca Nunes, Diretora de Redação, 6-2-2026

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