sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

[Aparecido rasga o verbo] E a besta ressurgiu mais forte dos infernos

Aparecido Raimundo de Souza

EM MEIO A UM ENORME LIXÃO perto de um terreno abandonado e totalmente jogado aos vermes mais peçonhentos, escudados sob a sombra de uma árvore diferente das demais, vivia um vegetal lenhoso de compleição estrambólica que o povo das redondezas apelidara de “a árvore dos larápios”. Aos pés dela, jazia uma jovem besta chamada Fula da Garganta Profunda.

Essa desgraça de Fula da Garganta Profunda, segundo os moradores próximos, caíra de madura. Em face disso, separado de suas demais coirmãs, por uma ventania repentina, esse animal se encontrou sozinho. Se pilhou navegando em águas, terras e campos desconhecidos, embora quem a visse, ainda que de relance, diria que a infâmia parecia ter sob seus costados, a aparência de uma independência maligna “meio precoce”.

Muito tempo depois, veio à tona, que a tal aberração de fato, fora gerada de uma adversidade estranha. Por assim, se viu apelidada pela alcunha de “Fula da Garganta Profunda”. Como tal, vestida em sua casca cavalgadurada, a coisa se transformara num organismo eucarionte desses bem quadrados. Possuía, seu corpo raquítico, as mazelas de todas as imundícies. 

Em seu rosto chupado, reinavam um par de olhos funestos que lembrava perfeitamente os esbugalhos de um ladrão prestes a atacar. De longe a maldita observava em silêncio as criaturas ao seu entorno. De tanto observar, percebeu, de imediato, a fraqueza dos seres humanos, ou seja, dos bandos de infelizes que moravam próximo.

Assimilou num piscar de pálpebras, a agilidade de como eles lutavam para sobreviver a trancos e barrancos em vista do escasso que possuíam. Entendeu, a besta Mula, que para viver ali, teria que a cada dia matar um leão às expensas desses ingênuos. Afinal, uma casta de simplórios, imbecilizados e manés, não se fazia assim tão difícil de achar.

Enraizado de cu e bunda nesse propósito, Fula da Garganta Profunda sentia (apesar dos pesares) a falta do carinho murmurante de sua falecia mãe, a dona Besta-Fera. Lembrava, todavia, que precisava se criar, ser forte, indestrutível. Com o passar dos dias, criou vida e forma e se fez poderoso.

Fula da Garganta Profunda aos goles poucos, aprendeu a se alimentar roubando marmitas dos moradores de rua. E não ficou só nisso. Passou a usar a sua astúcia mais famigerada para proteger a sua pele dos que vinham em seu encalço lhe chamando de ladrão e vigarista. Conseguiu. Criou e deu vida ao PT, Partido dos Trapaceiros.

Com o PT a todo valor, descobriu, em paralelo, a alegria de viver como um nababo, sem trabalhar. Concluiu que era muito mais fácil e cômodo seguir chupando os ovos e os bagos das criaturas às custas dos sacrifícios alheios. Bastava se achegar de mansinho e passar a sua lábia de filho de quenga e não demoraria um bando considerado de bocas-abertas caria como “bucetas” deterioradas fugindo aos trambolhões de calcinhas menstruadas cheirando a sexo barato.

De restos, de sobras, de resíduos, faltava procurar um lugar tranquilo onde ninguém viesse perturbar a sua paz. A solidão, é claro, pesava em seu coração selvagem como um cancro maligno. Até que num belo dia, ao explorar um novo trecho chegou num prostíbulo conhecido como Brazzzília.

Fula da Garganta Profunda ouviu então um som familiar. Não outro, esse som, senão o chamado algazariante de alguns de seus amigos, ou melhor de “companheiros” que por lá viviam às expensas de uma nação de gentalhados ainda mais sofridos e depauperados que os boçais do oito de janeiro.

Com o coração transbordando de esperança, ele o facínora seguiu o som até encontrar uma súcia de filhos do demônio que o acolheu de volta com afeição e alegria. Fula da Garganta Profunda percebeu, igualmente que, embora a solidão fosse difícil, ela o havia ensinado a ser forte. Agora, reunido com a sua nova manada, de larápios de terninhos de grifes e sapatos importados inventou a picanha.

Bem acima da verdade, da justiça e das leis, o amaldiçoado besta, perdão, “Besto”, estava pronto para compartilhar as lições que aprendera e enfrentar juntos os desafios e as tramas do como “foder com força total e sem maiores melindres, a bunda de toda uma ralé conhecida como Zé Povinho”.

E assim, a pequena planta lenhosa de porte raquítico cresceu. Virou varapau. Fula da Garganta Profunda deixou de ser uma simples besta-fera abandonada. Encontrou o seu caminho de volta para a libertinagem depravada e velhaca. Renasceu das cinzas, não apenas como um membro da deslealdade e da imoralidade, mas igualmente como um ser superior e acima de tudo habilidoso em passar a perna e o pau em seus semelhantes.

Esse infame vive em nossos dias, repetindo, como um mascarado, um filho de “mãe-joana”. Um ladrão larápio faustoso que deu certo. Foi preso de mentirinha, tempos depois, se viu solto por leis, promotores e juízes comprados, mancomunados com advogados com os narizes voltados para enormes sacos de dinheiro surrupiado dos inocentes.

Hoje esse verme peçonhento conhecido como Fula da Garganta Profunda incrivelmente reina não mais como uma Besta. O fodão se transfigurou como um “Besto”. Governa a todo vapor não mais aos pés daquele vegetal lenhoso de compleição estrambótica. Se mudou de “mula e cuia” para o que hoje todos conhecem como a capital do capital do brazzzil.

O povo pisoteado e sofrido conhece onde essa desgraça de cidade, fica situada. Todos os tolos e parvos, os pascácios e mentecáptos, a veneram como Brasília. Mas o certo, é Braspilha. Para se chegar ao grande palácio do rei da cagada preta, só de lancha carros brindados, ou helicópteros com um bando de chacais com distintivos da polícia federal.

O povo, ou melhor posto, os vermes escrotos, os lumbricoides que só faltam soltar as pregas de seus rabos, para beijarem as mãos desse câncer incurável que parece ter o mundo inteiro ao alcance das suas patas de besta quadrada seguem como a justiça. Com uma “venda-birosca” nos olhos. E um bar no cu do traseiro.

Entretanto, ainda existe uma parte do popupacho, dos sem teto, dos que vivem com os olhos abertos, os que ainda pensam e distinguem o certo do errado. O Justo e o Perfeito. O resto, os sem pudores, os sem lisuras, cá entre nós: esses vegetam e se fodem. Esses não têm mãe e literalmente vivem sem pátria.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de São Paulo, Capital, 6-2-2026

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