Vasco faz o dever de casa contra rival com time reserva e volta ao caminho das vitórias
Bruno Murito
O Vasco precisava vencer o Botafogo. Diante dos últimos três resultados do clube na temporada, a equipe de Fernando Diniz tinha a obrigação de superar um rival que chegava ao clássico já classificado e com time reserva. E foi o que o Vasco fez. Dominou a partida deste domingo do início ao fim e mereceu a vitória por 2 a 0.
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| Foto: Vitor Silva/Botafogo |
Enquanto o Botafogo foi a
campo com uma formação praticamente reserva, com apenas Barboza entre os
titulares, o Vasco entrou com força máxima. Também já classificado, o
resultado era importante para evitar um clássico contra o Fluminense nas
quartas de final e garantir o direito de decidir a próxima fase em casa.
Mais do que isso, porém, era
fundamental retomar o caminho das vitórias diante do torcedor vascaíno, que
enfrentou uma chuva intensa em São Januário para acompanhar o jogo.
A chuva foi um ingrediente
importante da partida, sobretudo no primeiro tempo. O Vasco naturalmente teria
mais posse de bola do que o Botafogo, que aposta em transições e jogadas
rápidas. O time de Diniz costuma se concentrar pelo lado esquerdo na construção
das jogadas, e isso acabou sendo prejudicado antes do intervalo. O lado em
frente ao setor social de São Januário era o mais castigado pelas poças de
água.
Mesmo assim, o Vasco mandou no jogo desde o início. Com a linha defensiva bem alta, a equipe pressionou a saída de bola do Botafogo e não deu espaço para o time de Anselmi jogar. A estratégia foi explorar a velocidade pelas pontas, nas costas dos alas alvinegros. Funcionou em alguns momentos com Piton e Andrés Gómez.
O cenário ficou ainda mais favorável quando Marquinhos, do Botafogo, foi expulso. A missão alvinegra de frear o ataque vascaíno se tornou mais difícil, e o Vasco seguiu acumulando volume pelas laterais. Assim surgiu o escanteio que originou o gol. Coutinho já havia levado perigo em cobranças anteriores. Dos pés do camisa 10 saiu o cruzamento que a defesa botafoguense não cortou. A bola sobrou para Brenner marcar, abrir o placar e espantar a zica após o jogo contra a Chapecoense.
O gol deu confiança ao
atacante. Depois das chances desperdiçadas na última quinta-feira, a ansiedade
em dar uma resposta era evidente. Após o 1 a 0, Brenner se soltou e foi
importante ao sofrer o pênalti, em boa movimentação dentro da área. A jogada
contou com ótimo passe por dentro de Coutinho e um belo toque de letra de
Andrés Gómez.
Coutinho converteu a
penalidade e deu tranquilidade para o Vasco confirmar a vitória em São
Januário. Léo Jardim só trabalhou em um chute de Kauan Toledo após o primeiro
gol. O goleiro também foi importante nas saídas da área para interceptar
lançamentos.
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| Foto: Matheus Lima/Vasco |
Retomar a confiança
O Vasco tende a melhorar muito
com a consolidação e o amadurecimento da dupla Thiago Mendes e Barros no meio
de campo. Mendes fez uma grande partida contra o Botafogo. Ele auxilia o time
na saída de bola e faz com que não seja necessário que Coutinho volte tanto
assim para armar a equipe.
Brenner também pode
potencializar o jogo do camisa 10. É verdade que não deixou boa impressão
contra a Chapecoense, mas, mesmo com os gols perdidos, mostrou uma movimentação
pouco vista no ataque do Vasco nos últimos anos. O jogador se encaixa em um
time que precisava de um centroavante mais móvel, diferente de um perfil fixo
como o de Vegetti.
As derrotas para Flamengo e
Mirassol e os empates contra Madureira e Chapecoense foram lenhas numa fogueira
que é a instabilidade do Vasco nos últimos anos. A pressão em Diniz por grande
parte da torcida tem uma herança da sequência de derrotas da reta final do
Brasileirão passado, mas também muito da ansiedade de um campeonato mais
tranquilo neste ano.
Mas é importante lembrar o
contexto do Vasco nestes últimos jogos. O clube perdeu Rayan e Vegetti,
responsáveis por 50% dos gols da última temporada, tem reforços que sequer
completaram cinco jogos pelo clube ainda. Brenner e Hinestroza são nomes de
potencial que ainda estão longe de seu nível físico e técnico ideal, além da
distância do entrosamento com a equipe.
A vitória sobre o Botafogo,
especialmente com gol de Brenner, ajuda a acalmar o ambiente. O Vasco avança às
quartas de final com a melhor defesa da Taça Guanabara, com apenas três gols
sofridos em seis jogos. É essa regularidade e segurança que o torcedor espera
ver ao longo da temporada.
A partida contra o Bahia, na
próxima quarta-feira, pelo Brasileirão, será um bom teste. Uma vitória diante
de um adversário forte, em São Januário, pode embalar o time em um momento de
chegada de reforços como Cuiabano e Spinelli, além da proximidade de jogos
decisivos no Estadual e compromissos importantes no Brasileiro.
Título e Texto: Bruno
Morito, Globo Esporte, 9-2-2026, 3h
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Notas dos jogadores do Vasco contra o Botafogo



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