Diego Muguet
A esquerda está doida com a comparação do Flávio
Bolsonaro comparando o Lula a um Opala
O barulho nas redes sociais foi imediato, mas a verdade é que, quando a gente abre o capô dessa analogia, percebe que ela é muito mais pertinente do que os militantes gostariam de admitir. A irritação surge justamente porque a metáfora toca na ferida de um governo que tenta rodar em 2026 com uma mecânica ultrapassada.
O Opala, por mais que tenha seus entusiastas e sua importância histórica, é o símbolo perfeito de algo que já teve seu tempo. O grande problema de tentar governar o Brasil hoje com as ideias de décadas atrás é o mesmo de querer usar um seis cilindros como carro de uso diário: o custo de manutenção é proibitivo.
Estamos vendo um governo que gasta sem freio, mantendo uma máquina pública inchada e pesada, onde o contribuinte é obrigado a injetar litros e litros de impostos apenas para o motor não apagar na primeira subida.
Além
disso, a tecnologia política desse "modelo" ficou parada no tempo.
Tentar aplicar receitas econômicas dos anos 70 ou do início dos anos 2000 em um
cenário global tecnológico e dinâmico é como insistir no carburador enquanto o
resto do mundo já migrou para a injeção eletrônica e os motores elétricos. É um
governo que faz muito barulho, solta fumaça, mas tem uma inércia enorme para
ganhar velocidade e modernizar o país de fato.
No
fim das contas, a comparação dói porque é visual. O Brasil precisava de
agilidade, eficiência e baixo consumo, mas o que entregaram foi um projeto de
colecionador que custa caro, vive na oficina da articulação política e não tem
estabilidade para aguentar as curvas de uma economia moderna.
Texto: Diego Muguet, X, 12-2-2026,
16h50

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.
Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.
Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-