Cristina Miranda
A segunda volta das eleições
presidenciais de 8 de fevereiro de 2026 ficará registrada como uma vitória
confortável de António José Seguro. Assim o decretaram os números. Assim o
celebrou o discurso oficial. Mas quem confundir este resultado com um momento
de reconciliação nacional ou de reforço democrático está, no mínimo, a
enganar-se – e, no máximo, a enganar o país.
O que aconteceu não foi uma
onda de apoio popular a um projeto político. Foi uma mobilização
defensiva do sistema. Uma vitória obtida mais pelo medo da alternativa do
que pela adesão ao vencedor. E isso muda tudo.
Seguro venceu onde o sistema
ainda respira com algum conforto: grandes centros urbanos, classes médias
estabilizadas, funcionários públicos, pensionistas urbanos, eleitores com maior
capital escolar. Não venceu porque prometeu futuro, mas porque simbolizou
continuidade. Este não é um julgamento moral. É um facto político.
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