quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Trump reafirma o excepcionalismo americano: o discurso que encurralou a esquerda

Leandro Ruschel

O primeiro discurso do Estado da União no segundo mandato de Donald Trump não foi apenas mais um evento protocolar. Foi uma demonstração de quase duas horas (recorde histórico) que reafirmou o Excepcionalismo Americano e, sobretudo, expôs o abismo entre a elite esquerdista e os valores fundamentais da nação.

Foto: Kenny Holston/EPA

Convém destacar, de saída, a manobra estratégica de Trump para encurralar a oposição. O momento mais devastador da noite veio quando o presidente lançou o desafio:

“O primeiro dever do governo americano é proteger os cidadãos americanos, não os ilegais. Se você concorda, levante-se e mostre.”

A imagem dos democratas hesitando, alguns literalmente grudados na cadeira diante de uma premissa tão elementar quanto a soberania nacional, será munição pesada para as campanhas republicanas nas midterms de novembro.

O Constrangimento da Esquerda Radical

O contraste foi implacável. Enquanto Trump apresentava heróis concretos, do nadador da Guarda Costeira que salvou centenas de vidas no Texas ao piloto centenário veterano de três guerras, figuras do chamado Squad (grupo mais extremista do Congresso), como Ilhan Omar e Rashida Tlaib, optaram pelo ruído vazio e pela retórica desconstrutiva.

O Ápice da Insensibilidade: O Caso de Charlotte

Talvez o momento mais visceral de distanciamento da realidade tenha ocorrido quando Trump apresentou a mãe de uma jovem ucraniana, brutalmente assassinada em Charlotte. O crime, cometido por um indivíduo que deveria estar preso, mas estava nas ruas devido às políticas esquerdistas de desencarceramento em massa, personificou a falha catastrófica da agenda “progressista” de segurança pública.

Enquanto o plenário rompeu em aplausos solidários à dor daquela mãe, os democratas permaneceram sentados. A recusa em se levantar para homenagear a vítima de um sistema que eles próprios ajudaram a flexibilizar foi mais um golpe na imagem do partido. Ao negarem o aplauso, os democratas não apenas ignoraram a tragédia humana; eles sinalizaram que a manutenção da ideologia do “desencarceramento” é mais importante do que prestar conforto a uma mãe que perdeu a filha para a reincidência criminosa facilitada pelo Estado.

Confronto Direto e o Tributo a Kirk

O ponto alto do confronto direto veio na troca com a deputada Ilhan Omar. Trump não recuou ao abordar a corrupção sistêmica que assola distritos democratas, citando especificamente Minnesota como o “exemplo mais impressionante de pilhagem” do dinheiro do contribuinte. O presidente expôs o que chamou de fraudes massivas de US$ 19 bilhões envolvendo programas estaduais e membros da comunidade somali, descrevendo-os como “piratas que saquearam Minnesota”.

Ao anunciar que o vice-presidente J.D. Vance liderará uma “Guerra contra a Fraude” para sanear o orçamento nacional, Trump virou-se diretamente para uma Omar visivelmente alterada e disparou: “You should be ashamed” (”Você deveria ter vergonha”). A cena sintetizou o contraste da noite: de um lado, um presidente protegendo o bolso do cidadão americano; do outro, uma deputada que, enquanto expunha descontrole aos berros, via sua própria base política ser exposta como um foco de mau uso de recursos federais e ilegalidades.

O tributo a Charlie Kirk, celebrado por suas convicções e sua trajetória de combate cultural, expôs não apenas a frieza democrata, mas também a violência política promovida pela esquerda contra conservadores, chegando ao ponto de assassinatos, como foi tentado contra o próprio Trump, mais de uma vez.

“Crazies”: A Provocação que Ninguém Soube Rebater

Outro momento revelador da noite foi quando Trump classificou os democratas como “crazies” por sua oposição ao banimento de cirurgias de redesignação sexual em menores. A escolha de palavras foi deliberadamente provocativa — e cirurgicamente eficaz. Ao enquadrar a questão nesses termos, Trump forçou a oposição a um dilema sem saída: ou aceita o rótulo em silêncio, ou se levanta para defender publicamente procedimentos cirúrgicos sem base científica que já mutilaram milhares de crianças e adolescentes.

O que a esquerda radical trata como questão de “direitos” e “identidade”, a América profunda enxerga como o que de fato é: a instrumentalização ideológica de menores vulneráveis com resultados médicos catastróficos e que estão ficando cada vez mais evidentes, com o crescimento da denúncia das vítimas. Trump sabe que este é um dos poucos temas em que até eleitores da esquerda moderada e independentes se alinham instintivamente com a direita.

Irã: A Linha Vermelha que Ninguém Ousa Cruzar

Na política externa, o momento de maior gravidade veio quando Trump abordou a ameaça nuclear iraniana. Após relembrar os ataques da Operação Midnight Hammer, que em junho de 2025 atingiram instalações nucleares iranianas, o presidente alertou que o regime dos aiatolás está, neste momento, tentando reconstruir seu programa bélico — desenvolvendo mísseis capazes de atingir a Europa e, em breve, o território americano.

Trump expôs o dilema: “Estamos negociando com eles. Querem fazer um acordo, mas ainda não ouvimos as palavras secretas: ‘Nunca teremos uma arma nuclear’.” E arrematou:

“Minha preferência é resolver esse problema pela diplomacia. Mas uma coisa é certa: jamais permitirei que o maior patrocinador do terrorismo do mundo tenha uma arma nuclear.”

O trecho produziu algo raro naquela noite profundamente polarizada: aplausos de ambos os lados do plenário. Impedir o Irã de obter a bomba atômica permanece um dos poucos consensos bipartidários que restam em Washington — e Trump soube explorar esse consenso para reforçar sua imagem de líder resoluto na arena internacional. Com uma armada sem precedentes posicionada no Oriente Médio e negociações marcadas para esta semana em Genebra, o presidente deixou claro que diplomacia e força não são mutuamente excludentes — são, na verdade, as duas faces da mesma moeda.

Impacto nas Pesquisas e na Opinião Pública

Os números iniciais confirmam uma vitória de comunicação expressiva, mesmo em um país profundamente dividido: segundo pesquisa instantânea da CNN, 64% dos espectadores reagiram positivamente à mensagem de Trump.

Antes do discurso, apenas 44% dos entrevistados consideravam que Trump tinha as prioridades certas; depois, esse número saltou para 54%.

62% dos espectadores afirmaram acreditar que as políticas econômicas e de imigração de Trump conduzem o país na direção correta.

O Impacto Eleitoral para 2026

Este discurso terá consequências diretas nas midterms de 2026. Trump não buscou o ‘centro’ amorfo e indefinido; ele consolidou sua base e, simultaneamente, empurrou os democratas para uma armadilha de autoexposição pública. Ao forçá-los a escolher entre o silêncio cúmplice diante de crimes bárbaros ou o aplauso a agendas radicais, o presidente os apresentou como uma elite ideologicamente cega e hostil ao senso comum, deixando a oposição em um beco sem saída diante do eleitor americano médio

O foco no 250º aniversário da nação e na “Guerra contra a Fraude” articulada por J.D. Vance constrói uma plataforma de lei, ordem e patriotismo que é quase impossível de combater sem soar antiamericano. Para os democratas, o dilema é profundo: enquanto se perdem em vaias, silêncios desconfortáveis perante vítimas de crimes e interrupções, Trump fala de uma América “maior, melhor, mais rica e mais forte”.

Título e Texto: Leandro Ruchel, Newsletter, 25-2-2026

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