quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Prova de vida do INSS agora é automática, mas exige atenção do segurado

Arte: Kiko

A prova de vida do INSS deixou de ser, para a maioria dos aposentados e pensionistas, uma obrigação presencial anual no banco. Desde que o sistema automático passou a valer, cabe ao próprio INSS comprovar que o beneficiário está vivo, por meio do cruzamento de dados oficiais. A mudança trouxe alívio para milhões de segurados, especialmente idosos, mas ainda exige cuidados importantes para evitar bloqueios inesperados.

Na prática, o INSS utiliza registros de atividades do cidadão para validar a prova de vida. Ações como usar biometria no banco, acessar o aplicativo Meu INSS, atualizar documentos, votar nas eleições ou passar por atendimento no SUS já são suficientes para confirmar a regularidade do benefício. Quando alguma dessas movimentações é identificada ao longo de 12 meses, a prova de vida é considerada válida automaticamente.

No entanto, o sistema não alcança todos os segurados. Pessoas que não realizam nenhum tipo de movimentação oficial por longos períodos, idosos acamados, moradores de áreas isoladas, brasileiros que vivem no exterior ou beneficiários com dados desatualizados podem ser convocados para fazer a prova de vida manualmente. Nesses casos, o INSS avisa pelo extrato do benefício, pelo Meu INSS ou pela Central 135.

A recomendação é simples: manter os dados atualizados, acessar o Meu INSS ao menos uma vez por ano e ficar atento a qualquer aviso no extrato de pagamento. Vale lembrar que o INSS não solicita dados pessoais por telefone, mensagens ou redes sociais — qualquer contato desse tipo pode ser golpe.

Se houver bloqueio por falta de prova de vida, o benefício não é cancelado, apenas suspenso até a regularização. Após a comprovação, os pagamentos são retomados, inclusive com valores retroativos.

Para saber mais informações sobre o INSS, economia e finanças, você pode me acompanhar no meu canal no YouTube João Financeira e no meu perfil no Instagram @joaofinanceiraoficial.

Título e Texto: João Financeira, O Dia, 18-2-2026 

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