Telmo Azevedo Fernandes
O enorme escândalo que abalou
o Reino Unido a propósito da prescrição rotineira de bloqueadores da puberdade
a menores de idade para suposto tratamento hormonal de jovens com incongruência
dita de género, continua a inquietar a sociedade inglesa. Apesar do SNS inglês
ter proibido desde 2024 a continuação destas práticas, o tema continua hoje a
ter desenvolvimentos que lembram as mais desumanas e grotescas experiências da
Alemanhã nazi com crianças.
No final do ano passado,
depois do NHS anunciar um ensaio clínico financiado em 10,7 milhões libras,
para estudar os efeitos dos bloqueadores da puberdade e corrigir erros do
sistema nacional de saúde identificados em relatórios anteriores, é notícia de que
os cientistas se preparam efetivamente para fazer testes em crianças que se
identificam como transgénero, sendo que os investigadores pretendem recrutar
226 crianças para este efeito e as acompanharão até ao início da sua idade
adulta.
Ora este chamado ensaio clínico não é prudência científica e muito menos um avanço médico. É um sinal de falência moral, porque há coisas que uma civilização não deve experimentar, precisamente para não perder a sua humanidade. A superstição moderna de que todos os problemas humanos se resolvem com protocolos científicos é perigosíssima.
Uma criança não é um rato de
laboratório e as suas angústias identitárias não devem ser tratadas como uma
infecção bacteriana que se combate com um antibiótico. Aliás, uma criança não
pode dar consentimento informado para algo que não compreende, cujas consequências
são potencialmente irreversíveis, e cuja própria necessidade é profundamente
contestada.
Os Pais não podem autorizar
experiências médicas invasivas para uma condição que não é fatal para os seus
filhos, não é clinicamente bem definida, e que em muitos casos se resolve
espontaneamente.
Mas o fenômeno de crianças com
incongruência de género continua a crescer, não devido a uma mutação genética
súbita, mas sobretudo por contágio psicossocial, delírios coletivos
progressistas e ativismos ideológicos de adultos alienados.
Uma sociedade que aceita
transformar crianças em instrumentos de agendas políticas e de poder não está
apenas em decadência, encontra-se a um pequeno passo da barbárie.
A minha crónica-vídeo de
hoje, aqui:
Título, Texto e Vídeo: Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias, 18-2-2026

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