sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

[Aparecido rasga o verbo] Como o santelmo fátuo que discorre...

Aparecido Raimundo de Souza

PARECE QUE A MINISTRINHA – perdão, amados, deputadazinha Cristiane Brasil, resíduo amargo de um intestino desandado, abjurou do cargo. Preferiu ficar somente com a cadeira de deputada e os mais de 33 mil reais por mês, fora as mordomias por debaixo das calcinhas. Seu pai, Roberto Dinamite Jefferson, do PTB (Partido dos Trapaceiros e Bandoleiros), finalmente, depois de tantas merdas que a moça fez, e “envergonhado” (um homem público de caráter ilibadíssimo onde nada pesa contra a sua pessoa), e em face dos vídeos gravados que viralizaram na Internet, o cidadão abatido e consternado, anunciou a renúncia dessa Lucrécia à pasta desse importante ministério. Tão importante essa porra de ministério do trabalho, quantos as outras pocilgas existentes em Brasília.

Em nosso entender, essa novela durou bastante. Cinquenta dias, para sermos exatos. Os capítulos que fomos obrigados a assistir, ou a engolir a força das emissoras compradas, bateram tanto no assunto como uma hemorragia que não estanca nem com reza braba. A coisa estava dando no saco. Diria se vivo fosse, o grande filósofo “Putão”, discípulo de “Epicucuro Lulu Tripreis”: “A bosta, quando em dosagem acima do normal, faz qualquer rabo perder as estribeiras. Em alguns casos, se assemelha, em gênero, número e grau, as varizes intransigentes das veias do ânus”. Mesma banda dos colhões lavado às pressas, sem falar nas festinhas cerimoniosas preparadas pelo papai Temer, para as duas posses que serviram apenas para desmoralizar, avacalhar e depravar o país, e, claro, arrancar mais dinheiro dos nossos bolsos. Podem ter certeza, caros leitores, toda essa palhaçada, todo esse circo armado tinha (e ainda tem) um fundo sujo, desleal, pérfido e falso. Sobretudo falso. Escondia e ainda esconde alguma coisa de muito podre e infecta.

A título de exemplo, devemos deixar registrado, nunca vimos um pilantra, perdão, jamais na história desse brasilzinho de cornos e veados, tomamos conhecimento de um presidente da re-re-pú-pu-bli-ca ter se empenhado tanto, de unhas e dentes, como urubu em cima de carniça, para colocar alguém com tanto fervor, energia e diligência à frente de um chiqueiro, no caso, esse curral, não outro senão o Ministério do Trabalho. Graças a Deus esse folhetim acabou e a ministrinha Cristiane, do brasil ficará, ou terá que se contentar apenas, como vaga lembrancinha: o patronímico atrelado que carrega em seu sobrenome. Para finalizarmos esse assunto, um terceiro nome foi “indicado” para ocupar o lugar da Cris. Trata-se do limpíssimo Helton Yomura. Lembrando, senhores leitores, essa figura sem manchas, é réu na justicinha do Rio de Janeiro, por envolvimento em ligação clandestina de energia elétrica. Tudo leva a crer que o Yfrescura, desculpem, Yomura, gosta de gatos. Miauuuuuu...!

Mudando o rumo da prosa, e a INTERVENÇÃO FEDERAL, no Rio de Janeiro? Dará certo? Acreditem, num primeiro momento, fedeu mal. Na câmara e no senado também. Nossos representes latiram, latiram, latiram ferozmente e, no final, meterem a propininha dentro dos bolsos e ficaram quietinhos. Foram 55 votos a favor e 13 contra e uma “abestação”, desculpem, senhoras e senhores, uma abstenção.  Abstenção é aquele ato praticado por um sujeito (parlamentarzinho cocô) que trepado em cima do muro, não sabe se balança as ancas para o lado de lá, para o lado de cá ou se senta dos dois lados ao mesmo tempo em que rebola o esqueleto. Em toda votação se faz necessário ter um salafrário que se abstenha.

Num segundo momento, entre porcos e fodidos, a dejeção conhecida como INTERVENÇÃO FEDERAL estava em vigor desde a semana passada. Entretanto, o governinho picareta precisava do aval do congresso para a medida continuar valendo. Repetindo, no “ser-a-nado”, foram 55 a 13 e na cama, perdão, de novo, amados, na câmara, 340 roncaram a favor e 72 cagaram contra. A publicação do texto com a íntegra do pitoresco (Deu-cer-to que tomou o número 9.288/2018), saiu em edição extraordinária do Diário Oficial do dia 21, p. p, quarta-feira e os “bundas moles” fantasiados de guardiães da boa ordem não tão boa, ficaram sob o comando do general 40 estrelas, Walter Braga Netto. Netto com dois tês.

Em resumo, senhoras e senhores, essa intervenção foi mais um golpe, uma facada, do chefe da gangue em nossos costados e focinhos. No fundo, uma pré-plataforma eleitoral para Michelzinho sair bem na foto e se reeleger para mamar nas tetas por mais alguns anos. Afinal, faltam menos de dez meses e meio para seu mandato acabar. Dr. Michel Jackson Temer, a bem do impossível, não quer perder a pose, tampouco a chama azulada que durante as tempestades sob os céus do grande penico do mundo aparece nos vitrais de seus asseclas e borra-botas como uma intimidação dos infernos. Mesmo norte, o brasil -, sabemos de cor e salteado -, está mal das pernas. Não só delas, dos braços, do coração, dos rins, do pâncreas, do fígado e outros órgãos vitais. A nação caminha de pires nas mãos, calças arriadas, mostrando seus pundonores, ou de forma mais fogueteira: a terra de Cabral bateu de frente com o falido, com o acabado, com o arruinado, o aniquilado, o literalmente despedaçado. Bancarrotado, carcomido... não deu outra. Desmunhecou fundo no profundo do poço. Viva, pois, o brasil trans. 

Em face do exposto, quando um rincão poderoso como o nosso, onde “em tudo se plantando dá”, inclusive ladrões e vigaristas, como pepinos e abacaxis, uma terra santa e abençoada, longe das catástrofes naturais, distante dos terremotos, dos maremotos, e outras desgraças -, amados, amadas, quando se chega nesse interstício -, visão mitocôndria do inferno, e a pátria amada se abdica da felicidade, de não se ter volta, nem remédio para a cura dos achaques, das mazelas e descalabros, infelizmente nada mais há que se possa fazer. A saída anunciada se apresenta para a sociedade ainda resistente e séria, de um só jeito: cada brasileiro de brio e caráter, de sentimentos puros e leais, no silêncio de seu lar, meter os dedos no fiofó e rezar, perdão, senhoras, perdão senhores, R-A-S-G-A-R.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, do sítio “Shangri-la”, um lugar perdido no meio do nada. 23-2-2018

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