segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

“Se você não é venezuelano, não tente nos ensinar como sentir ou celebrar. Quem não viveu a dor, que ao menos respeite o alívio.”

Fernanda Salles

Apuração da jornalista: 

Grupo que organiza protestos pró-Maduro recebeu mais de U$ 20 milhões de milionário ligado ao Partido Comunista Chinês

As manifestações em defesa do regime comunista de Nicolás Maduro, apresentadas como movimentos espontâneos de rua, escondem uma engrenagem financeira robusta. 

Um dos grupos que atua na organização e mobilização desses protestos, principalmente em Nova Iorque, recebeu mais de 20 milhões de dólares de um milionário americano com vínculos ideológicos e operacionais com o Partido Comunista Chinês. 

Trata-se do The People’sForum, organização sediada em Nova Iorque. 

Relatórios públicos oficiais de parlamentares dos Estados Unidos apontam que a entidade foi amplamente financiada por Neville Roy Singham e sua esposa, Jodie Evans, entre 2017 e 2022. 

O dinheiro não chegou de forma direta, mas foi canalizado por meio de fundos filantrópicos e entidades intermediárias, um arranjo que cria camadas de proteção e dificulta a identificação imediata da origem política do financiamento. 

Singham fez fortuna no setor de tecnologia e hoje vive em Xangai, onde mantém relações com estruturas ligadas ao regime chinês. 

domingo, 4 de janeiro de 2026

FC Porto vence Santa Clara nos Açores e reforça liderança da I Liga

Triunfo por 1-0 na 17.ª jornada da I Liga, com golo de Samu, na segunda parte

Um erro grave do guarda-redes brasileiro Gabriel Batista valeu este domingo a vitória 1-0 do FC Porto em casa do Santa Clara, permitindo aos dragões fechar a primeira volta ainda mais destacados na liderança da I Liga.

O único golo do encontro surgiu aos 50 minutos, quando o avançado espanhol Samu interceptou uma bola vinda de Gabriel Batista e rematou para as redes desertas, assegurando mais três pontos aos azuis e brancos, que fecham a primeira volta com 16 triunfos e apenas um empate cedido, perante um Santa Clara que somou a terceira partida seguida sem vencer. 

O FC Porto terminou a primeira volta destacado na liderança, com 49 pontos, tendo tirado partido nesta ronda do empate registado pelo Sporting, segundo classificado, em casa do Gil Vicente para elevar para sete pontos a sua vantagem, enquanto os açorianos ocupam o 14.º lugar, com 16 pontos, apenas mais dois do que o Arouca, 16.º e situado em zona de play-off de manutenção.

Regime Tweaking, Not Regime Change, Is What The US Just Achieved In Venezuela

Andrew Korybko 

This refers to keeping the targeted state’s power structure in place but after some (at times significant) changes that advance the meddling state’s interests

Some critics of the US’ “special military operation” in Venezuela claim that it didn’t succeed despite President Nicolas Maduro’s capture since the “Chavismo deep state” that he presided over remains in place. This refers to the explicitly ideological elements of his country’s permanent military, intelligence, and diplomatic bureaucracies but can be expanded to include governors and trade unions among other groups. The point is that removing Maduro from the political equation didn’t result in regime change.

That’s true, but the premise that US wanted to achieve such a goal is debatable since Trump 2.0 is comprised of figures who’ve criticized previous regime change operations for destabilizing their regions and leading to unpredictable consequences that ultimately harmed US interests. It’s therefore plausible that they never intended to forcibly carry out regime change in Venezuela due to concerns that a civil war might follow, which could engender a large-scale migrant crisis and destroy energy infrastructure.

Rather, the immediate goal can be described as regime tweaking, which refers to keeping the targeted state’s power structure in place but after some (at times significant) changes that advance the meddling state’s interests. In the Venezuelan context, the US forcibly removed Maduro so that he’d be replaced by his Vice President Delcy Rodriguez, who Trump publicly expects to “do what we want” (likely at Marco Rubio’s direction). That’s arguably what he meant by “running the country” till its transition is complete.

Such a transition might not result in regime change after Trump ruled out Nobel Peace Prize winner Maria Corina Machado leading Venezuela since “She doesn’t have the support or the respect”. He also didn’t mention “democracy” once during his press conference in a sign that he’s uninterested in a radical regime change from the Chavismo model to a Western one (at least at this time). This hints that he’s open to Rodriguez or some other Chavista who he thinks the US can work with succeeding Maduro.

Atacante camaronês é oferecido e Vasco avalia contratação

O atacante camaronês Vincent Aboubakar, atualmente no Neftchi, foi oferecido ao Vasco da Gama, que avalia possível negociação

França Fernandes 

O atacante camaronês Vincent Aboubakar [foto], atualmente no Neftchi, do Azerbaijão, foi oferecido ao Vasco da Gama nos últimos dias, e movimenta o noticiário do mercado da bola cruzmaltino. 

Foto: Manuel Araújo/Lusa

Segundo informação do jornalista Felipe Silva, a diretoria do Vasco avalia a possibilidade de contratação e deve apresentar uma resposta ao centroavante de 33 anos em breve, dentro do planejamento esportivo para a sequência da temporada.

Aboubakar tem contrato até junho de 2026, mas não deve renovar com o clube azeri, o que pode facilitar uma negociação em termos financeiros e de liberação, caso haja avanço nas conversas.

O jogador vê com bons olhos uma transferência para o futebol brasileiro e estaria disposto a defender o Vasco, desde que o clube apresente um projeto esportivo atrativo, com ambições competitivas claras.

Na atual temporada, o camaronês soma 10 partidas, com cinco gols e uma assistência pelo Neftchi, mantendo boa média ofensiva e regularidade como referência no ataque.

Ao longo da carreira, Aboubakar construiu currículo de peso na Europa, com passagens por Porto e Besiktas. Pelo clube português, marcou 58 gols em 125 jogos, enquanto na Turquia balançou as redes 60 vezes em 117 partidas, números que reforçam seu histórico como artilheiro.

Título e Texto: França Fernandes, Vasco Notícias, 3-1-2026

Deus abençoe a Venezuela! 🙏🏼

Respondendo a indagação respeitosa de um seguidor. 🤗

Filipe Duque Estrada

Soberania não é escudo para tirania. Desde os tribunais de Nuremberg, o mundo reconhece que crimes contra a humanidade não são protegidos pela soberania do Estado. No direito internacional moderno, crimes contra a humanidade não são protegidos pelo cargo nem pelo Estado. Quando um governante promove perseguição política, destrói eleições, reprime o povo, usa a fome como ferramenta de poder e se mantém pela força, a responsabilização é pessoal. Soberania protege nações, não ditadores.

Moralmente, há uma confusão perigosa em tratar opressão como autodeterminação dos povos. Nenhum povo escolhe passar fome, viver sob censura, fugir em massa do próprio país ou morrer por discordar. Quando um líder destrói instituições e elimina a oposição, ele perde legitimidade. Prender um tirano não é violência; é interromper uma violência contínua. O silêncio diante disso não é neutralidade, é cumplicidade.

Biblicamente, a ideia de que todo governante deve ser defendido não se sustenta. A Bíblia mostra Deus julgando reis, confrontando líderes injustos e libertando povos oprimidos. Romanos 13 não é um cheque em branco para a maldade. Autoridade só é legítima quando promove o bem e pune o mal. Quando o governante se torna o mal, ele se coloca sob juízo.

O povo venezuelano fala há anos: com protestos, votos ignorados, êxodo e silêncio forçado. Defender a prisão de um tirano não é ideologia. É justiça! Sou pastor de dezenas de famílias venezuelanas que fugiram dessa tirania.

Invasão da Venezuela: Trump encarna os Estados Unidos em modo normal

Pedro Almeida Vieira 

A ideia de que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela constitui um desvio excepcional, explicável apenas pela personalidade errática e sociopata de Donald Trump, assenta numa leitura infantil da história contemporânea. Parte essa simplificação do pressuposto confortável de que a política externa norte-americana é, por natureza, respeitadora da soberania dos outros Estados, sendo Trump uma espécie de acidente moral no percurso de uma democracia virtuosa. Esse pressuposto é absolutamente falso. A intervenção dos Estados Unidos numa linha do ‘quero, posso e mando’ não é um excesso — é uma constante.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos comportam-se como aquilo que são: uma superpotência militar que projecta poder para além das suas fronteiras sempre que considera os seus interesses estratégicos ameaçados. 

Essa projeção assumiu múltiplas formas — golpes de Estado, guerras abertas, operações encobertas, sanções económicas, bombardeamentos ‘humanitários’, guerras por procuração — mas obedeceu sempre à mesma lógica fundamental: a soberania dos outros é aceitável apenas enquanto não colide com a vontade de Washington.

Desde 1945, os Estados Unidos exerceram a sua condição de superpotência através de um padrão contínuo de intervenção externa que atravessa décadas, geografias e administrações, sejam de republicanos, sejam de democratas. Começaram com a ocupação militar e a reorganização política da Alemanha e do Japão no imediato pós-guerra, intervieram decisivamente na guerra civil grega no final dos anos 40 e manipularam processos eleitorais em países aliados como a Itália.

Seguiu-se a Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, e quase em simultâneo a institucionalização da ingerência encoberta: o golpe que derrubou Mohammad Mossadegh no Irão, em 1953, a queda de Jacobo Árbenz na Guatemala, em 1954, e a sucessão de intervenções no Médio Oriente e no Sudeste Asiático ao longo da década de 50. 

Nos anos 60, a lógica intensificou-se com a invasão falhada da Baía dos Porcos em Cuba, a escalada total no Vietname, os bombardeamentos secretos no Laos e no Camboja, a invasão da República Dominicana e operações diretas ou indiretas em vários países da América Latina e de África. A década de 70 não marcou qualquer inversão. Pelo contrário: foi o período do apoio activo ao golpe militar no Chile, em 1973, da consolidação de ditaduras aliadas no Cone Sul através da Operação Condor entre 1975 e 1980, da intervenção por procuração em Angola, do aval tácito à invasão de Timor-Leste pela Indonésia e da continuação de uma política externa baseada na contenção violenta de autonomias estratégicas.

[As danações de Carina] Bastidores

Carina Bratt

NOS BASTIDORES, a vida acontece em silêncio. Enquanto o palco brilha, iluminado por refletores e aplausos, há sempre uma cortina que esconde o verdadeiro espetáculo: o improviso, o nervosismo, o riso contido, os palavrões, o café frio esquecido sobre a mesa, o sanduiche que alguém deixou pela metade e uma baratinha simpática e faminta insistindo em rondar medrosa e não querendo ser vista. É nos bastidores que se revelam as pequenas grandes verdades.

É ali também que o ator repete mentalmente as suas falas como quem recita uma oração de fé. A costureira que ajeita o último botão com mãos firmes, tem no peito o coração acelerado. O técnico de som que, invisível ao público, segura o fio da tensão como quem resguarda uma ‘pica’ imensa do destino de todos. Se ele falha, nossa, se ele falha... certamente o diretor geral lhe dará uma chamada de tirar o fôlego, além da banana enfiada à guisa de comida de rabo.

Nos bastidores não há disfarces ou máscaras, capotes ou embuços, apenas pessoas. Ali, os heróis, os destemidos, os paladinos e os defensores são apenas pessoas frágeis com medo de esquecer as respectivas falas. A vilã, a megera, a bruxa uau!... essa beldade é uma moça linda e charmosa que sonha em chegar cedo em casa para assistir, se não ferrar no sono, mais um episódio da série ‘Sempre dentro do meu coração’.

O figurante principal é o sujeito que mais ri. Parece uma hiena tresloucada, porque sabe que a sua presença, mesmo discreta, ou às vezes até quase apagada, sustenta o cenário inteiro. E quando a cortina se abre, o público vê apenas o espetáculo saído de dentro da enorme caixa teatral. Quem já esteve nos bastidores sabe: é ali nas coxias que mora a essência, o âmago, o sustentáculo, a sutileza.

É ali, mesmo norte, com a cortina escancarada, que o público, (cada um ao seu modo e ritmo), dá de cara, se vê frente a frente com seu próprio papel desempenhado no cotidiano da vida. É ali que a plateia descobre e se depara que o amanhã não existe. Tudo é apenas um futuro imaginário que criamos dentro de nós com a esperança imorredoura de um porvir que talvez nunca chegue. 

Onde é? Qual o nome? 😉

sábado, 3 de janeiro de 2026

Condomínios da Barra reclamam de assaltos em balsas; moradores estão preocupados

Criminosos estariam cometendo assaltos nas balsas que transportam moradores de condomínios locais. Para ter acesso às embarcações é preciso ser residente e ter uma carteirinha de identificação

Patricia Lima

Balsas usadas como transporte exclusivo de moradores de condomínios da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste carioca, estariam sendo alvo de assaltos, noticiou O Globo nesta sexta-feira (2). Usuários, segundo o veículo, têm denunciado a ação dos criminosos em grupos de mensagens. Para acessar as balsas, a pessoa deve ser moradora de um condomínio e ter uma carteirinha de identificação que dá passe livre para o transporte.

Foto: Instagram da Ecobalsas

Na semana passada, o comando do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) teria registrado uma ocorrência envolvendo as, disse a Polícia Militar ao veículo. A PM destacou, no entanto, que notificações de assaltos não seriam frequentes nas embarcações. Por meio de nota, a corporação afirmou que “o comando da unidade mantém policiamento nos acessos”.

De acordo com O Globo, a síndica de um dos condomínios, Nátali Teixeira, teria compartilhado mensagens com relatos de assaltos no Mundo Novo, no Américas Park e no Novo Leblon, na semana passada e de novo nesta quinta-feira. Segundo relatos, bandidos teriam agido nas balsas que fazem a travessia entre os condomínios.

Para um grupo de mensagens de moradores locais, Nátali Teixeira afirmou que as ações dos criminosos seriam frequentes, o que exigiu do condomínio a cobrança de providências junto à Ecobalsas. Aos moradores, a síndica informou que o condomínio solicitou a instalação de câmeras de segurança e o reforço da vigilância – demandas ainda não atendidas pela empresa. Segundo O Globo, na próxima semana, Nátali e representantes da empresa teriam uma reunião marcada:

Com refeições por quase R$ 500, barraca é autuada em praia de Búzios por preços abusivos

Além dos quiosques e restaurantes, um estacionamento também foi alvo da operação, onde foi constatada cobrança acima do permitido

Larissa Ventura

Um estabelecimento na Praia de Geribá, em Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, foi autuado por preços abusivos. Os clientes se deparavam com refeições de R$ 470, porção de frango, peixe e fritas por R$ 300 e de pastéis a R$ 150.

Após o caso viralizar, equipes de fiscalização com integrantes do Procon-RJ estiveram no local e autuaram a barraca. Outros estabelecimentos também foram autuados pela fiscalização por preços abusivos e falhas sanitárias. Durante a vistoria nos estabelecimentos ao longo da praia, foram encontrados alimentos sem prazo de validade, embalagens inadequadas e armazenamento incorreto. Os produtos considerados impróprios para consumo foram recolhidos e descartados.

Na vizinha Cabo Frio, petiscos eram vendidos a não menos que 200 reais, num outro post que viralizou pelo absurdo.

Cadela morre dentro de casa durante queima de fogos no Engenho de Dentro

Tutora revelou que Maya, de apenas 6 anos, infartou por causa dos barulhos dos explosivos: 'Dor e desespero'

Romulo Cunha

O ano de 2026 iniciou com tristeza para uma família moradora do Engenho de Dentro, na Zona Norte. Isso porque a cadelinha Maya, de 6 anos, da raça Golden Retriever, morreu dentro de casa. Ao DIA, a empresária Eduarda Diniz, de 34 anos, contou que a cadela tinha medo de foguetório e, quando ocorria, buscava abrigo em determinados locais da residência. Por volta de 2h de quinta-feira (1º), após a família retornar ao imóvel depois de comemorar a virada de ano, Maya foi encontrada sem vida dentro da sauna. A tutora destacou que um veterinário atestou a causa da morte como um infarto, provavelmente devido ao som dos fogos.

"De noite [quarta] saímos daqui, por volta de 21h, e deixamos todo o aparato, o quarto todo certinho para ela ficar, mas ela saiu e foi em direção ao nosso quintal, onde temos a sauna desativada, só com algumas coisas. Provavelmente, na hora dos fogos, ela saiu correndo e se enfiou lá. Quando chegamos em casa, a gente foi procurar por ela. Quando abri a porta da sauna, onde ela já tinha o costume de se esconder, a encontrei já morta. Foi aquela dor e desespero. Chamamos uma empresa de cremação e o veterinário informou que ela teve um infarto. Ficou muito agoniada e acabou infartando. Ele disse que tinha mais ou menos duas horas de falecida, ou seja, foi basicamente na hora dos fogos", explicou.

A cadela entrou para a família no Natal de 2019 como um presente para uma das filhas de Eduarda. Desde então, Maya cresceu com as crianças e era muito agarrada com elas. Apesar de saber do medo de fogos do animal, a empresária revelou que não esperava que a fatalidade poderia ocorrer.

2-1-2026: Oeste sem filtro – Sadismo de Moraes (Moraes, Moraes, Moraes!!!) coloca Filipe Martins na cadeia + Oposição consegue assinaturas para instalação da CPMI do Banco Master

[Versos de través] De “Fragmentos” de Novalis, via Cesariny (poema-colagem)

Zetho Cunha Gonçalves

A árvore
só pode tornar-se
chama florescente;

o homem
– chama falante.

o animal
– chama errante.

O mar
é uma essência líquida
de rapariga
– e os corpos,
pensamentos precipitados
e cristalizados no espaço.

Toda a linha
é eixo do universo,
a natureza
– uma vara mágica
petrificada.

Estamos sós
com tudo aquilo que amamos

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

The CIA Is Manipulating Trump Against Putin

Andrew Korybko 

Tensions risk spiraling out of control if Trump isn’t disabused of the CIA’s false narrative that Ukraine’s recent large-scale drone attack against Novgorod Region wasn’t an attempt to assassinate Putin

Trump retweeted an editorial from the New York Post on New Year’s Eve about how “Putin ‘attack’ bluster shows Russia is the one standing in the way of peace”, which followed CIA chief John Ratcliffe briefing him about the agency’s assessment that Ukraine supposedly didn’t attempt to assassinate Putin. Several days prior, Putin informed Trump during their latest call that nearly 100 Ukrainian attack drones were intercepted near his residence in Northern Russia on the day that Trump hosted Zelensky.

Trump expressed anger when asked about this by the press and reminded everyone how he decided against giving Ukraine Tomahawks, seemingly implying that this might have saved Putin’s life. Ukraine predictably denied that it targeted Putin, with Zelensky lashing out at India and other countries whose officials condemned the attack that he insisted didn’t happen. Trump is now evidently of the same mind after Ratcliffe’s briefing, which convinced him that Ukraine didn’t attempt to assassinate Putin.

According to the CIA chief, an attack did indeed take place at the time that Russia claimed and in the same region as Putin’s residence in Northern Russia, but it supposedly only targeted a nearby military site. If Trump disagreed with this assessment, then he wouldn’t have retweeted the New York Post’s editorial condemning Putin of all people over this incident, conspiratorially speculating that the Russian leader made it all up “as an excuse to reject Trump’s progress on peace” and “spit in America’s eye.”

Mega da Virada: memes, Moraes, petistas e um passado mal resolvido

Coincidências envolvendo pessoas próximas ao ministro Alexandre de Moraes, bilhetes suspeitos e outros episódios que alimentam a desconfiança em torno da Mega-Sena

David Agape

O atraso na divulgação do resultado da Mega da Virada 2025/2026 — principal premiação das loterias no país, que promete distribuir R$ 1 bilhão —, seguido de explicações improvisadas da Caixa Econômica Federal ao vivo, foi o estopim para que memes, ironias e provocações tomassem conta das redes sociais.

Em poucas horas, a Mega deixou de ser apenas um sorteio bilionário e reassumiu um papel recorrente no imaginário brasileiro: o de um evento cercado por desconfiança. Postagens passaram a ironizar o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo, em tom de deboche, que ele “decidiria quem ganha a Mega”, que o sistema da Caixa teria falhado ou que o sorteio precisaria recorrer ao “sistema do STF” para funcionar. Outras foram além, associando o episódio ao governo Lula e insinuando interferência política no prêmio.

Nada disso, isoladamente, indica irregularidade no sorteio atual. A intensidade da reação, porém, não surge do nada. Ela se alimenta de um histórico de episódios mal explicados, investigações inconclusas e casos de “sortudos” ligados a figuras da esquerda e do Judiciário, que há anos povoam a imaginação popular e alimentam suspeitas em torno da Mega-Sena.

[Aparecido rasga o verbo] O futuro do “Hoje” pode ser um “Amanhã” sem talvez

Aparecido Raimundo de Souza

‘O amanhã não existe. É apenas um futuro imaginário que criamos dentro de nós com esperanças de um porvir que talvez nunca chegue’. Carina Bratt, de ‘Bastidores’.

O RELÓGIO na parede do meu quarto marca as horas que não sei se quero me fixar nelas. O hoje já me pesa nos ombros, mas é o Amanhã que me assusta. Ele se esconde e se asila atrás da cortina do tempo, como uma criança travessa que prepara uma surpresa inesperada só que eu não sei se vou rir ou chorar quando ele aparecer.

Penso nas promessas que fiz a mim mesmo: escrever mais, ler mais, amar melhor, cuidar da saúde, fazer os exames para me livrar da próstata inchada, e ser menos ansioso. O Amanhã é o cobrador dessas dívidas silenciosas. Ele chega com a fatura na mão, e eu, sem um centavo para fazer um cego cantar “eu não sou cachorro não”, tento negociar com mil desculpas esfarrapadas.

O Amanhã me inquieta, me desassossega porque é desconhecido. E tudo o que é incógnito e misterioso, amedronta, depaupera, faz subir o grau do medo e o buraco da insegurança. Me deixa com os nervos em frangalhos pelo motivo de poder trazer a notícia que mudará tudo, o encontro que virará destino, ou apenas me mostrará a mesa pobre abastecida com um café frio e um pão sem manteiga, e, para variar, uma nova “rotina repetida” com a fuça escarrada de ontem.

O Amanhã é o palco onde atuo sem ensaio, improvisando falas que não decorei. Talvez o medo seja também uma forma de esperança. Se temo o Amanhã, é porque ainda acredito que ele existe, que virá, que me dará outra chance. O medo mórbido é a prova irrefutável de que ainda quero estar com ele, mesmo sem saber o que me espera.

E assim, nesse tom meio escuro, entre o susto e a expectativa, a comoção e o enojamento, vou aprendendo que o Amanhã é mesmo um monstro sem cabeça, e mais que um simples encarar o espelho: ele reflete o que faço hoje. Se o meu hoje é pequeno, o Amanhã me horripila. Se o meu hoje é inteiro, talvez o Amanhã me surpreenda na próxima esquina.

Fiéis lotam Basílica dos Capuchinhos para receber primeira bênção do ano

Celebração ocorre há 140 anos

A tradicional Bênção dos Capuchinhos atraiu dezenas de fiéis nesta sexta-feira (2), ao Santuário Basílica de São Sebastião, na Tijuca, Zona Norte. A celebração, que ocorre há mais de um século, promove missas de hora em hora, abrindo o mês dedicado ao padroeiro da cidade. 

Desde o início da manhã, os frades capuchinhos recebem o público com orações, cânticos e a tradicional aspersão de água benta, permitindo aos fiéis renovar a fé e consagrar o novo ano sob proteção divina. Muitos católicos aproveitam o rito para reforçar a espiritualidade e benzer itens pessoais, como chaves, roupas, além de filhos e até pets.

“O povo carioca é sedento de Deus, de paz e de bênçãos. Por isso, também, hoje quem vem aqui vê que a igreja está cheia todo dia", destacou o frei Adriano Borges de Lima, pároco do santuário.

Ele falou, também, sobre a origem da celebração: "É uma tradição que já completa 140 anos neste ano. Na primeira sexta-feira, todos estão buscando a saúde do corpo e da alma, pela intercessão de Nossa Senhora de Lourdes, para que o ano seja de prosperidade. É uma alegria para nós, frades, poder acolhê-los."

Nuno Moreira termina 2025 como líder de participações em gols do Vasco

Português de 26 anos e titular de Fernando Diniz, Nuno Moreira viveu sua temporada mais artilheira da carreira

Altair Alves

Destaque do Vasco da Gama em 2025, Nuno Moreira tem números excelentes em seu primeiro ano com o Cruzmaltino. O português de 26 anos, titular de Fernando Diniz, nunca fez tantos gols na mesma temporada. 

Além disso, Nuno também é o líder de participações em gol do Gigante da Colina no ano passado. Somando, pré-assistência, assistência e gol, o jogador tem 32 jogadas que terminaram em bolas dentro da rede para o Time de São Januário.

O top 3 ainda tem o argentino Vegetti, que marcou 27 gols (artilheiro do Brasil) e deu duas assistências, e o jovem Rayan, que anotou cinco pré-assistências, duas assistências e 20 tentos.

Nuno Moreira chegou ao Vasco em fevereiro do ano passado, cercado de desconfiança. O jogador, porém, se adaptou rapidamente ao futebol brasileiro e virou xodó da torcida.

Moraes quer a morte de Bolsonaro!

Karina Michelin

O ministro Alexandre de Moraes, negou neste 1º de janeiro o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo diante do grave agravamento de seu estado de saúde. Bolsonaro está preso em uma cela da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, e foi sentenciado a uma pena de 27 anos de prisão, em um processo farsesco que a defesa sustenta se referir a um crime que ele não cometeu. 

A situação clínica do ex-presidente é consequência direta do atentado a faca sofrido em 2018. Desde então, Bolsonaro passou por múltiplas cirurgias abdominais, desenvolveu aderências intestinais e enfrentou sucessivas internações. Nos últimos meses, o quadro se agravou com crises persistentes de soluços, provocadas por irritação do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma e da respiração. 

Diante da gravidade, médicos realizaram bloqueios no nervo frênico, procedimento invasivo e raro, indicado apenas em casos extremos. Foram três intervenções recentes, e Bolsonaro permanece internado, com dores, dificuldade para se alimentar, perda de sono e desgaste físico e emocional evidente. 

Ainda assim, Moraes entendeu que não estariam presentes os requisitos para a concessão da prisão domiciliar, alegando ausência de risco imediato à vida. A decisão ignora não apenas o conjunto do quadro clínico, mas também o caráter humanitário da medida, prevista em lei para pessoas em condições médicas graves. 

Trata-se de um homem de mais de 70 anos, ex-presidente da República, com a saúde profundamente comprometida por um atentado, submetido a sucessivas cirurgias e mantido sob custódia do Estado. Independentemente de posições políticas, o tratamento dispensado é inadmissível. 

O que está em curso não é Justiça, é justicialismo. Não se busca a aplicação equilibrada da lei, mas a exposição pública de um corpo adoecido como instrumento de poder - nada mais cruel. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2026 chega com um Réveillon impecável em Copacabana

Festa do Rio entrou para o Guinness World Records. Nesta edição, 19 balsas foram mobilizadas - no ano passado foram 10 -, para disparar mais de 12 toneladas de fogos de artifício

Patricia Lima 

Foto: Gabriel Monteiro (SECOM)/Agência Brasil

O ano de 2026 chegou com uma festa belíssima no Rio de Janeiro. Não surpreende a sua consagração no Guinness World Records, como o maior Réveillon do mundo. Cariocas e turistas, segundo estimativas da Prefeitura, 5,1 milhões, se reuniram para celebrar a virado ano. Na praia de Copacabana, 2,6 milhões de pessoas saudaram 2026, acompanhando a tradicional queima de fogos, que, nesta edição durou 12 minutos e iluminou o céu da Zona Sul.

Tanta gente transitando pelo bairro poderia ter gerado uma grande confusão, mas organização do evento não permitiu. Para chegar à orla da Princesinha do Mar, a multidão teve que passar por um grande esquema de segurança, com 17 postos de vistoria policial, torres de observação, drones e câmeras com programas de reconhecimento facial e leitura de placas. 

Foto: Marco Terranova

A festa deste ano entrou para a história pela sua grandiosidade. Ao todo, foram mobilizadas 19 balsas – no ano passado foram 10 -, que foram posicionadas ao longo da orla. Nas embarcações, que passaram pela vistoria da Diretoria-Geral de Diversões Públicas do Corpo de Bombeiros, responsável pela segurança da operação, foram disparadas mais de 12 toneladas de explosivos. 

[Viagens & Destinos] Algumas ruas da Vila da Penha


Anteriores:

Árvore de Natal da Lagoa Rodrigo de Freitas 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

[Língua Portuguesa] O que significa “Viajar na Maionese” e de onde vem essa expressão

Flávia Neves

Você está viajando na maionese! Quantas vezes você ouviu essa frase ao longo da sua vida? Muitas, com certeza! Mas... por que dizemos isso? Leia com atenção, nada de viajar na maionese agora! 

Qual é a origem desta expressão?

Existem algumas teorias que tentam explicar a origem da expressão viajar na maionese. Desde viagens prometidas e não oferecidas por uma fábrica de maionese até uma frase utilizada nos presídios do Rio de Janeiro para indicar que se cometeu um erro. Nenhuma dessas versões é, contudo, considerada oficial.

A criação desta expressão poderá ter como base o próprio significado das palavras. O verbo viajar pode ser usado com o sentido de delirar ou alucinar. O substantivo maionese, com sentido figurado, indica um conjunto de coisas misturadas e confusas, ou seja, uma miscelânea, desordem ou confusão.

Qual é, afinal, o significado da expressão viajar na maionese?

A expressão viajar na maionese é usada para indicar que alguém fez ou disse alguma coisa sem lógica ou sentido, como uma bobagem ou um absurdo. É usada também para afirmar que alguém está distraído, qua não está prestando atenção ao que está acontecendo.

O tanque de cimento: altar doméstico onde o Rio aprendeu a trabalhar, conversar e sobreviver ao calor

Presente em quintais, áreas de serviço e lajes por décadas, o tanque de lavar roupa foi muito mais que um objeto utilitário — virou cenário de infância, trabalho invisível e memória afetiva da cidade

Bruna Castro

Ele estava lá antes da máquina, antes do porcelanato, antes da promessa de praticidade. Cinza, áspero, pesado, quase indestrutível. O tanque de lavar roupa de cimento moldado não era apenas um objeto da casa carioca — era um lugar. Um ponto fixo da vida cotidiana onde o tempo corria de outro jeito, marcado pelo barulho da água, pelo esfregar ritmado da roupa, pelo cheiro do sabão em barra e pelas conversas atravessadas que nunca começavam nem terminavam direito.

Em milhares de casas do Rio, sobretudo nas Zonas Norte e Oeste, o tanque ocupava posição central no quintal, na área de serviço ou na laje. Não por capricho, mas por necessidade. Ali se lavava roupa à mão, se ensaboavam tênis, se deixava a camisa de molho “até amanhã”, se esfregava o uniforme da escola, se limpava o pano de chão e, não raramente, se dava banho no cachorro nos dias de calor. Era um equipamento multifuncional antes mesmo de a palavra existir.

Mas o tanque não servia só para lavar. Servia para conversar. Quantas histórias não foram contadas com o braço dentro d’água? Quantos conselhos atravessaram o tanque de uma vizinha para outra, enquanto a roupa era torcida com força? Ali se falava da vida alheia, da conta atrasada, do filho que não obedecia, do marido que chegava tarde, da novela da noite anterior. O tanque era testemunha silenciosa de dramas pequenos e grandes, desses que nunca viram manchete, mas sustentaram a cidade.

Havia também o corpo. O frio da água no inverno, o choque nas mãos. O calor insuportável do verão, quando lavar roupa era quase uma forma de resistência física. O tanque exigia esforço, tempo, presença. Não havia botão para apertar e sair. Era preciso ficar ali, enfrentar a tarefa, terminar o que se começou. Por isso mesmo, o tanque ensinava. Ensinava paciência, repetição, responsabilidade — valores que não vinham escritos, mas eram aprendidos na prática, de geração em geração.