Criminosos estariam cometendo assaltos nas balsas que transportam moradores de condomínios locais. Para ter acesso às embarcações é preciso ser residente e ter uma carteirinha de identificação
Patricia Lima
Balsas usadas como transporte exclusivo de moradores de condomínios da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste carioca, estariam sendo alvo de assaltos, noticiou O Globo nesta sexta-feira (2). Usuários, segundo o veículo, têm denunciado a ação dos criminosos em grupos de mensagens. Para acessar as balsas, a pessoa deve ser moradora de um condomínio e ter uma carteirinha de identificação que dá passe livre para o transporte.
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| Foto: Instagram da Ecobalsas |
Na semana passada, o comando
do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) teria registrado uma
ocorrência envolvendo as, disse a Polícia Militar ao veículo.
A PM destacou, no entanto, que notificações de assaltos não seriam frequentes
nas embarcações. Por meio de nota, a corporação afirmou que “o comando da
unidade mantém policiamento nos acessos”.
De acordo com O Globo,
a síndica de um dos condomínios, Nátali Teixeira, teria
compartilhado mensagens com relatos de assaltos no Mundo Novo,
no Américas Park e no Novo Leblon, na semana
passada e de novo nesta quinta-feira. Segundo relatos, bandidos teriam agido
nas balsas que fazem a travessia entre os condomínios.
Para um grupo de mensagens de moradores locais, Nátali Teixeira afirmou que as ações dos criminosos seriam frequentes, o que exigiu do condomínio a cobrança de providências junto à Ecobalsas. Aos moradores, a síndica informou que o condomínio solicitou a instalação de câmeras de segurança e o reforço da vigilância – demandas ainda não atendidas pela empresa. Segundo O Globo, na próxima semana, Nátali e representantes da empresa teriam uma reunião marcada:
“Temos reiteradamente
solicitado à Ecobalsas a implementação de câmeras de segurança e reforço na
vigilância local, contudo, a situação permanece sem resolução”, informou
a síndica em uma mensagem de texto.
Nátali Teixeira adiantou que,
a partir desta sexta-feira, haveria um serviço de segurança – a informação não
foi confirmada. Mas diante da situação, ela reconheceu que a situação exige a
atuação da segurança pública. Ainda assim, Nátali ressaltou que, diante do
valor pago pelo serviço, a EcoBalsas também deveria tomar providências.
Por meio de nota, divulgada em
30 dezembro, a Associação do Condomínio Mundo Novo informou
que acompanha o problema há tempos e que tem tomado providências para reduzir
assaltos e furtos no entorno. Como resultado, dentro do condomínio, as
ocorrências são mínimas. A entidade reconheceu, no entanto, que o problema
afeta áreas que extrapolam os seus limites.
Associação afirmou ainda que
tentou ações conjuntas com condomínios vizinhos para instalação de iluminação e
câmeras; realizou reuniões com o 31º BPM e cobrou ações à Ecobalsas. A empresa,
por sua vez, teria proposto a contratação de um vigia para fins de semana e
feriados, a um custo de R$ 400 mensais por condomínio. A proposta, entretanto, não contou com a adesão de todos os
usuários do serviço.
No comunicado, a associação
destacou que não pode atuar fora de sua área de competência. Além disso, o
informativo lembrou que em locais públicos não é permitido o trabalho de
seguranças armados. A contratação de vigilância privada, segundo a Associação,
teria caráter apenas inibitório: “O problema de segurança é real e
exige a atuação efetiva do poder público”, concluiu a nota.
Em nota encaminhado ao Globo,
a Ecobalsas disse que entrou em contato com as autoridades policiais para falar
sobre os assaltos: “Não nos cabe gerenciar ou controlar / fiscalizar
áreas externas aos do domínio e responsabilidade de nossa empresa. Os problemas
de gestão de segurança pública é função e dever do estado”, reproduziu
o vespertino carioca.
Título e Texto: Patricia Lima, Diário do Rio, 3-1-2026

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