Coincidências envolvendo pessoas próximas ao ministro Alexandre de Moraes, bilhetes suspeitos e outros episódios que alimentam a desconfiança em torno da Mega-Sena
David Agape
O atraso na divulgação do resultado da Mega da Virada 2025/2026 — principal premiação das loterias no país, que promete distribuir R$ 1 bilhão —, seguido de explicações improvisadas da Caixa Econômica Federal ao vivo, foi o estopim para que memes, ironias e provocações tomassem conta das redes sociais.
Em poucas horas, a Mega deixou
de ser apenas um sorteio bilionário e reassumiu um papel recorrente no
imaginário brasileiro: o de um evento cercado por desconfiança. Postagens passaram a ironizar o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo, em tom de
deboche, que ele “decidiria quem ganha a Mega”, que o sistema da Caixa teria
falhado ou que o sorteio precisaria recorrer ao “sistema do STF” para
funcionar. Outras foram além, associando o episódio ao governo Lula e
insinuando interferência política no prêmio.
Nada disso, isoladamente, indica irregularidade no sorteio atual. A intensidade da reação, porém, não surge do nada. Ela se alimenta de um histórico de episódios mal explicados, investigações inconclusas e casos de “sortudos” ligados a figuras da esquerda e do Judiciário, que há anos povoam a imaginação popular e alimentam suspeitas em torno da Mega-Sena.
Entre esses episódios, há um
particularmente curioso: o de uma costureira paulista que afirmou ter ganhado
metade do prêmio milionário da Mega da Virada de 2020 — um caso cercado de
lacunas e versões conflitantes. O detalhe menos conhecido, mantido fora do
debate público até agora, é que essa mulher é madrasta do ministro Alexandre de
Moraes.
Título, Imagem e Texto: David
Agape, Substack,
2-1-2026

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