Aristóteles Drummond
A sociedade brasileira precisa
definir qual o grau de urgência de fazer diminuir a violência urbana,
especialmente nas cidades com mais de 200 mil habitantes.
Com realismo, devemos concluir
que, num primeiro momento, a prioridade deve ser prestigiar as forças
policiais, e não as intimidar. Não faz sentido propor apenas ações "de
inteligência" em confronto com a violência armada — e bem armada. Quando
os criminosos usam drones e barricadas com explosivos, a utilização exclusiva
da “inteligência” não parece muito apropriada. Cabe aos governos alertar os
malfeitores para os riscos da ação criminosa e convocar as mães de infratores
para fazerem o mesmo com os seus filhos.
Impressiona a naturalidade com
que políticos e os chamados “formadores de opinião” estão sempre prontos para
acusar a ação policial. Morrem policiais e a repercussão é muito menor do que
quando um criminoso morre ou uma bala perdida provoca perdas igualmente
lamentáveis.
O Legislativo deve ser claro
ao definir responsabilidades nos embates. Não é possível manter uma legislação
severa em relação a policiais e tolerante com a bandidagem armada e violenta.
O País e o Rio de Janeiro, em particular, pedem uma ação clara de combate à violência, que afeta a paz das famílias e até o emprego, pela fuga de empresas. A violência não é decorrência da miséria. Ela provoca a miséria!
Não se trata de defender a
violência contra a violência, mas sim de defender aqueles que colocam suas
vidas em risco todos os dias em defesa da sociedade.
Nos países mais adiantados e
democráticos, apesar da ação de ativistas de esquerda, sempre contra os agentes
da lei, o rigor no combate não tem sido prejudicado.
É uma hipocrisia a defesa cega
do “uso da inteligência”, da importância das câmeras nos fardamentos, das
generosas audiências de custódia e da tolerância no controle das “saidinhas”.
As verdadeiras vítimas da violência são os trabalhadores e suas famílias, que
não têm seguranças particulares nem carros blindados. Os criminosos não agem
com inteligência, mas com violência.
Muitos países estão agindo na
direção correta e com bons resultados.
Atenção especial contra a
violência!
Título, Imagem e Texto: Aristóteles
Drummond, O Dia, 2-11-2026, 0h

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