sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

José Serra tomou vinho na cara porque é um tucano otário. Bem feito!

Luciano Henrique

José Serra e Kátia Abreu

Antes de tudo já adianto que não defendo qualquer tipo de violência ou agressão por questões de discussão política. Porém, ontem ficará marcado como o dia em que o Sr. José Serra tomou uma lição dolorida. Não teria tomado se tivesse prestado atenção a este blog. Leite derramado.

O caso é que ontem aconteceu um jantar de confraternização de fim de ano na casa do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE). Enquanto Kátia Abreu (ministra da Agricultura e sicária de Dilma) conversava com senadores, Serra brincou: “Kátia, dizem por aí que você é muito namoradeira”.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, avisou: “Serra, a ministra se casou neste ano”.

Kátia berrou: “Nunca lhe dei esse direito nem essa ousadia. Por favor, saia dessa roda, saia daqui imediatamente”. E jogou o conteúdo de um copo de vinho em sua cara. Ele saiu de fininho.

Fingida, ela jogou para a galera ao afirmar que “toda mulher sabe o que um comentário desses significa”. E fez o draminha habitual: “Que ódio me deu”.

No Twitter, ela continuou jogando frames negativos sobre Serra, como ” “infeliz, desrespeitoso, arrogante e machista”.

E o que fez Serra ter merecido tomar tal surra política? A arrogância tucana típica de se recusar a entender o óbvio: não existe comunicação inocente com bolivariano (por ser um sicária de Dilma, Kátia, negue o quanto quiser, é uma bolivariana. Existe unicamente um confronto de frames e nada mais.

Nas eleições de 2014, Dilma praticou o mesmo jogo contra Aécio. Quando ele usou o termo “leviana”, a campanha da petista fingiu que isso significava “prostituta”, e, então, tirou três pontos de Aécio só por ter conseguido aumentar sua rejeição entre as mulheres, principalmente ao vendê-lo como “agressor de mulheres”.

Aécio só teria revertido o frame se esfregasse a agressão cometida contra Maria Corina Machado nas fuças de Dilma, bem como lembrado o caso de Eduardo Gaievski, assessor de Gleisi Hoffman, preso por estuprar meninas e abrigado pelo partido até o dia em que foi preso. Como não quis ir para esta guerra de frames, perdeu pontos importantes e, como de costume, fez papel de bobo perante um petista.

E quem não se lembra de como Jandira Feghali simulou que o grito “vá para Cuba” no início de dezembro de 2014, lançado por manifestantes nas galerias do Congresso, significava “vagabunda”? Com isso, ela conseguiu que a Polícia do Senado praticasse um massacre contra os manifestantes. Novamente, os frames deram o tom.

Se tivesse prestado atenção a esses dois casos, Serra não teria feito sua brincadeirinha. Ao contrário, pensaria sua comunicação com uma política bolivariana como se fosse um “jogo”. Assim, ele não daria pretexto para o showzinho de encenação – na verdade, um ataque político para atacar um opositor do Planalto – engendrado por Kátia Abreu. Totalitária, esta última sabe que precisa de pretextos assim para validar atos de violência. Como um patinho, Serra deu pretexto.

Ao entrar em uma interação com uma política bolivariana utilizando uma comunicação inocente, quando deveria entrar em um jogo – até porque para o bolivariano a linguagem não é uma ferramenta, mas uma arma – não para dar pretextos, mas para consegui-los. 
Título, Imagem e Texto: Luciano Henrique, Ceticismo Político, 11-12-2015

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