sábado, 12 de dezembro de 2015

Passos Coelho: Défice de 2,8% em 2016 “é deixar tudo na mesma”

Áurea Sampaio e São José Almeida
Na primeira entrevista depois das eleições de 4 de Outubro, Pedro Passos Coelho assume-se como candidato a primeiro-ministro e líder da oposição ao Governo do PS.

Foto: Daniel Rocha/Público
Matizando a radicalidade discursiva com que considerou ilegítimo o Governo do PS, Pedro Passos Coelho inicia em entrevista ao PÚBLICO o seu percurso como líder de oposição. E não adianta a posição que tomará no Orçamento do Estado para 2016, já que espera para ver o que o Governo vai apresentar. Faz o elogio da acção do seu Governo e sobre o actual executivo sustenta que . “As medidas que foram anunciadas valem 0,027% do PIB, 46 milhões é, portanto, o que nos separa de ter um défice excessivo. Isso parece-me o maior elogio à política que fizemos.”

Vai mesmo votar contra tudo o que vem do Governo no Parlamento?
Com certeza que não. Não faria nenhum sentido.

Mas declarou que o PSD não colaboraria com o PS em circunstância alguma.
Não.

É capaz de precisar, pois foi o que toda a gente entendeu.
Não. O que eu disse foi que este Governo não é apoiado pelo PSD. O que me parece uma evidência. Este Governo é minoritário, do segundo partido, que se recusou a colaborar e a apoiar os partidos que ganharam as eleições e que se coligou no Parlamento com a extrema-esquerda e a esquerda radical para formar Governo. É aí que deve procurar apoio para o seu Governo. Julgo que seria uma perversão completa que agora que perdeu as eleições, reclamasse de quem as ganhou que o apoiasse. Isso não faz sentido de espécie nenhuma. Dito isto, o PSD é um partido responsável que não é por estar na oposição que muda de opinião em relação aquilo que é importante para o país e votará sempre de acordo com aquilo que é a sua avaliação quer do mérito das propostas quer do interesse nacional.

Mudou o discurso em relação ao que disse antes.
Estou a dizer exactamente o que disse no discurso de encerramento do debate do programa do Governo e o que disse noutras circunstâncias. No dia em que o actual Governo precisar de forma essencial do apoio PSD para poder governar, então nesse dia o dr. António Costa deve reconhecer que conduziu o país ao embuste, que o seu Governo não tem o apoio que ele disse que devia ter e que ele deve demitir-se e pedir a convocação de eleições porque a função de quem ganha as eleições não é apoia quem perde. Isso seria uma perversão democrática.

O PSD é um partido responsável que não é por estar na oposição que muda de opinião em relação aquilo que é importante para o país

Pode divulgar a orientação de voto que vai dar em relação ao OE2016?
Não, porque ainda não conheço o OE2016.

Há alguma matéria inegociável?
Não quero fazer esse tipo de abordagem, não vou antecipar o que vai ser o OE2016. Isso compete ao Governo. O Governo é que tem de dizer qual é a proposta que vai apresentar.

Pensa apresentar propostas de alteração?
É completamente prematuro estar a fazer esse tipo de avaliação. Primeiro vamos aguardar pela proposta de OE2016 e depois iremos pronunciarmo-nos.

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