quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Prager University processa Youtube por censura de vídeos: “alguém tem que enfrentar Golias”

Rodrigo Constantino


A Prager University, ou simplesmente PragerU, fundada pelo conservador Dennis Prager [foto], resolveu processar o YouTube e sua dona Google por censura ilegal e discriminação na liberdade de expressão.

Prager disse num comunicado que sua empresa acredita que os gigantes da internet estão tentando boicotar o pensamento político conservador, restringindo o acesso ou impedindo a monetização dos vídeos.

Não se trata de um caso isolado. Vários produtores de conteúdo de direita já afirmaram sofrer o mesmo tipo de boicote ou censura. A prática tem sido recorrente, pelo visto, assim como o banimento temporário do Facebook por pensadores conservadores, sem critério razoável.

Os gigantes são claramente associados às bandeiras “progressistas”, e após a vitória de Donald Trump cederam às pressões da esquerda para combater as “fake news”, que, segundo eles, não são aquelas da CNN e companhia, mas sim as dos sites independentes de direita.

A CEO da PragerU, Marissa Streit, disse que alunos de universidades reclamaram no verão de 2016 que não estavam conseguindo visualizar alguns dos vídeos da empresa nos browsers da universidade. Foi assim que a PragerU descobriu sobre o “restricted mode” que o YouTube colocava em seus vídeos para dificultar o acesso do público.

Os vídeos da PragerU são simplesmente fantásticos, sempre com muitos argumentos e especialistas apresentando fatos e lógica de forma bastante didática. Ninguém é obrigado a concordar com todo o conteúdo, claro, mas é inimaginável considerar algum de seus vídeos como “inapropriado”. A menos que combater o aborto seja “um crime”, maior do que o próprio aborto!

Streit disse que, no começo, o YouTube ignorou as cobranças por explicação da empresa, mas após muita pressão e uma petição, finalmente passaram a responder. Mas ainda sem qualquer explicação aceitável. Os vídeos, segundo o YouTube, ferem as “normas” estabelecidas pela empresa, o que significa basicamente o puro arbítrio dos censores.

Convido todos a ver alguns vídeos da PragerU e tentar encontrar um só conteúdo inadequado. Vídeos que questionam por que o nazismo é odiado, mas o comunismo não, ou críticas ao Islã radical foram considerados “inapropriados”. O único critério para isso é ideológico, é pura censura ao contraditório, ao próprio pensamento conservador.

“Discurso de ódio” passou a ser tudo aquilo que não é “progressismo”. Ao processar os gigantes da internet, a PragerU toma uma corajosa decisão, que pode lançar luz sobre o problema do viés ideológico desses sites. É, de fato, uma briga de Davi contra Golias. Mas como um bom judeu defensor dos valores da civilização judaico-cristã, Dennis Prager não é de se acovardar e fugir da briga. Em jogo está nada menos do que a nossa liberdade. 
Título, Imagem e Texto: Rodrigo Constantino, Gazeta do Povo, 26-10-2017

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