quinta-feira, 26 de outubro de 2017

O crítico

Nelson Teixeira

De certa forma, o crítico está punindo aqueles que o cercam. Ele age assim para disfarçar a sua revolta por às vezes ter sido muito machucado no passado, projetando a sua discórdia interna naqueles que compartilham de sua vida afetiva atualmente.

Ou ainda, age assim por orgulho e fuga de si mesmo, uma vez que criticar é apontar para fora e não para dentro. A superação desta condição está no entendimento e aceitação de que cada pessoa é um ser diferente e único.

Na medida em que o crítico passa a resolver as suas próprias chagas afetivas, certamente vai parar de implicar e criticar, restabelecendo o seu bom humor outrora perdido. Passará então a interpretar as situações cotidianas de uma forma mais positiva e não mais negativa e crítica, valorizando mais as outras pessoas.

Por fim, cultivará um maior espírito de colaboração, compreensão e serenidade, sem se apegar a tantos detalhes. 
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 26-10-2017

2 comentários:

  1. Esta postagem me trouxe à memória o ministro Gilmar Mendes.
    Sobre a critica, religião e psicologia concordam em suas visões.
    A acima descrita é religiosa!
    Eu sou critico, mas meu maior alvo sou eu mesmo!
    Uso a critica pra me aprimorar, tentando -eu disse tentando- modificar aspectos que são retrógrados e julgamentos precipitados.
    O exagero é um saco!
    Ser critico, mantendo um equilíbrio, pode ser uma qualidade.

    Para mim que tenho poucas, qualquer uma esta servindo. rsrsrs
    Paizote

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  2. E a mim me trouxe à memória o ministro Luís Roberto Barroso e a sua indecorosa torcida a favor da Dilma Rousseff; a senhora foi impedida, mas não cassada.

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