domingo, 4 de agosto de 2019

Charada (967)

Descubra, nesta sopa de letras,
5 felinos e 5 canídeos. 

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Charada (966)

Resolva este
trava-línguas:


Se um paralelepípedo
tem seis paralelogramos e,
paralelamente, um paralelogramo
não tem paralelepípedos,
então quantos paralelogramos
têm seis paralelepípedos?

A política no Brasil definitivamente virou esquizofrenia


Sonia Baggetti

É apresentado ao Congresso um projeto de Lei da Liberdade Econômica que vai desburocratizar a vida do pequeno empresário, e ninguém comenta.

O Ministro da Educação apresentou um plano para o financiamento das universidades estatais com recursos da iniciativa privada, e ninguém comenta.

O “mais médicos” é relançado com salários variando de R$ 11.000 a R$ 15.000 e um plano de aproveitamento de 2 200 médicos cubanos, e ninguém comenta.

O governo libera saques no FGTS com capacidade de injetar até R$ 30 bilhões na economia, além de ajudar a milhões de pessoas a limpar seus nomes no SPC, e ninguém comenta.

A Petrobras vende parte de sua participação na BR Distribuidora por R$ 9 bilhões e deixa de ser a empresa mais endividada do mundo, e ninguém comenta.

O Salim Mattar já tem pronto o projeto de desestatização dos ‘Correios’ e da ‘Casa da Moeda’ e ninguém comenta.

O Ministro Tarcísio de Freitas completa a ferrovia Norte-Sul que liga o Porto de Itaqui no Maranhão ao Porto de Santos, e ninguém comenta.

Agora, quando familiares do Presidente fazem um voo de 15 minutos de helicóptero (está errado, não deviam ter feito), o mundo vem abaixo.

Quando o Presidente bate boca com o presidente da OAB (não deveria ter feito), rasgam as vestes, jogam cinzas na cabeça. Qualquer besteira que o presidente diga no café da manhã com a imprensa é um Deus-nos-acuda e vira manchete de jornal.

E o mais impressionante é que gente inteligente e preparada faz coro para denunciar o que todos já sabem, para dizer o que todo mundo já disse, para comentar o que todos já comentaram. Nenhuma originalidade. Nenhuma leitura nova. Nada. Ignoram o que importa e se concentram em detalhes absolutamente irrelevantes. Parece que estão torcendo para tudo dar errado.

Quem melhor descreveu essa marcha da insensatez foi o Alexandre Garcia, que comentou: “É como se os passageiros de um voo estivessem torcendo para o avião cair". Não faz o MENOR sentido.

O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.

sábado, 3 de agosto de 2019

Presidente Bolsonaro, esqueça Portugal!

Como luso-brasileiro, vou rogar ao presidente Bolsonaro que não venha visitar Portugal, como Chefe de Estado e de Governo que ele é!


Porque o Governo de Portugal - comandado por um perdedor e dois grupos de extrema-esquerda - tudo fará, na moita, para expor o presidente Bolsonaro ao ridículo!

Como assim? - perguntou o passageiro da poltrona 27A. Ora, o presidente da República de Portugal – que tanto criticou o candidato Bolsonaro, mas que, hipócrita e serpenteanamente, (sim, novo advérbio de modo derivado do adjetivo serpente) como é do seu hábito, correu para assistir à posse do presidente Bolsonaro, no dia 1º de janeiro de 2019, assim não perdeu o réveillon com familiares que residem no Brasil – nada fará para ‘popularizar’ o presidente Bolsonaro – até porque a inveja é uma merda.

O primeiro-ministro, refém dos dois partidos que o mantêm – mas não TÊM VOTOS, um, domina a imprensa, o outro, os sindicatos, mormente os dos Transportes, dos Professores e dos Funcionários Públicos – manter-se-à à margem dos acontecimentos, sorrindo cinicamente, ao ler no dia seguinte, as 'vitórias" dos seus parceiros de governação:

“
População de Lisboa contra Bolsonaro”;
“
Trabalhadores Portugueses manifestaram-se contra a visita de Bolsonaro”;
“Artistas repudiaram a visita de Bolsonaro e foram todos urinar em cima de uma figura de Bolsonaro desenhada por alguém da Casa do Brasil";
Etc, etc...

Portanto, presidente Bolsonaro, faça um favor aos seus quase sessenta milhões de eleitores, esqueça Portugal! Existem centenas de países, cujo governo e forças políticas o acolherão com a dignidade (sem rapapés) que o senhor e o país que representa merecem!

O poder, o poder absoluto e o poder socialista

Não deveria ser necessário notar que o assunto não é tanto do domínio da lei quanto do da decência. E se mudar a lei é simples, abandonar a indecência congénita é tarefa de elevada complexidade.

Alberto Gonçalves


Não gosto de usar citações. Em primeiro lugar, porque atrapalham a cadência do texto e, de brinde, conferem-lhe um mofo escusado. Em segundo lugar, porque pretendem demonstrar uma erudição que, dado que qualquer pateta consegue catar frases na internet, não deslumbra ninguém. Em terceiro lugar, porque é uma maneira fácil de uma pessoa trocar a origem da frase, espalhar-se ao comprido e exibir uma ignorância de alto calibre. Há dias, uma “jornalista” que escreve num jornal extinto atribuiu o “Proletários de todo o mundo, uni-vos…” a Lenine. Além de o texto não ser bem assim (“todos os países” em vez de “todo o mundo”), o autor também não é bem esse. A pobre “jornalista”, que conviveu anos com um famoso trafulha sem suspeitar das trafulhices, tem lata, mas não tem jeito nem sorte.

Serve o maçador introito para justificar o recurso a uma citação na presente crónica e, enfim, ajudá-la a arrancar: “O poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente”. A autoria é evidentemente de Engels – estou a brincar: é de Lord Acton. E a citação está incompleta: o poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente e a rapaziada do PS já nasce corrompida. Na opinião de Lord Acton, e na prática dos partidos comuns, a corrupção é uma decorrência. No Partido Socialista parece ser critério de admissão, ou pelo menos de progressão na carreira.

Na semana anterior, a trapalhada com uns protetores “antifumo” que afinal não protegiam vivalma levou à descoberta de que a empresa que os vendeu à Proteção Civil pelo dobro ou o triplo do preço de mercado pertence ao marido de uma autarca do PS. Isto inaugurou a caça aos contratos entre familiares de socialistas e o Estado. E o que se apanhou constituiu um choque, um choque, claro, para quem andava cego ou vive na Tasmânia. O filho de um secretário de Estado possui 20% de uma firma de serração de madeira que serra para câmaras municipais e tal. Duas empresas do pai do ministro das Infraestruturas (aquele Pedro que manda nas “bases” e, consta, no dr. Costa) mantêm uma relação próspera com os dinheiros públicos, não apurei em que ramo. O marido da ministra da Justiça, que é advogado, emite pareceres, decerto vitais para a pátria, para diversos ministérios. E empresas do pai, da mãe, do irmão e da própria ministra da Cultura (juro, ou juram os noticiários) celebraram contratos com o Estado. Etc. Acho que a busca seria abreviada se se invertesse o objetivo e se procurasse apenas os socialistas que não embarcam nas negociatas. Ficaríamos com uma lista pequenina, idêntica à das “Lendas Desportivas Judaicas” do filme “Aeroplano” (nova citação, mas despretensiosa e logo aceitável). Ou até sem lista nenhuma.