domingo, 27 de fevereiro de 2011

A farra de suas excelências

Luciano De Moura
ESTES CANALHAS fizeram da política, uma das profissões mais rentáveis deste país sem dono. O grande exemplo que devia vir de cima tornou-se uma das maiores vergonhas de todos os tempos. Está mais do que comprovado: O Brasil, além de não ser um país sério, não está preparado para a democracia. Tem que ser lei da chibata mesmo. Não no lombo do povo trabalhador, honesto e pagador de impostos, mas destes pilantras que legislam apenas em interesses próprios. E ainda sonham em criar um novo imposto, "que seria usado na melhoria da saúde." Melhoria da saúde financeira deles, diga-se de passagem. Se a Suíça e os Estados Unidos resolveram bloquear os bens dos ditadores do Egito e Líbia, porque não fazer o mesmo com estes meliantes que infestam o território nacional? Do Acre ao Rio Grande do Sul, estes cupins da moral e da decência, estão a corroer os ideais da juventude que aí está. Deve-se a esta corja maligna, do crack da desesperança, à fome nossa de cada dia. Qual a esperança de ser alguém algum dia, que um garoto, saindo da infância, pode ter, se no íntimo ele sente, não ter pendores para a política, cantor brega ou jogador de futebol? Estas são as três profissões reconhecidamente de sucesso, que povoam a imaginação de quantos desejam angariar fortunas consideráveis, em um país que tem uma base salarial de R$ 545,00.
Durante dez horas, debateram se era bom ou ruim para o país, atirar estas migalhas ao povo.
A votação dos estratosféricos ganhos a eles mesmos conferidos levou menos de dez minguados minutos.
Basta ter um pouco de imaginação e retroceder à França de 1789. Naquele ano, a todo-poderosa rainha da França, em um acinte que bem poderia ser comparado aos parcos R$ 545,00 da esmola parlamentar brasileira, diante da falta de pão, mandou que o povo comesse brioches. A piadinha de mau gosto, custou-lhe a cabeça coroada.
Luciano De Moura, 27-02-2011 (por e-mail)

Maria Antonieta, em 1775. Quadro de pintor desconhecido, provavelmente de Gautier Dagoty, Atualmente no Museu Antoine Lécuyer, Saint-Quentin, França

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