domingo, 6 de setembro de 2015

Nova sangria nos trabalhadores e aposentados

Valter Almeida

Não saciados com o sangue dos velhos aposentados e dos trabalhadores regidos pelo RGPS que serão as próximas vítimas, os vampiros planejam mais sangria para alimentar a volúpia insaciável e criminosa desse governo corrupto e incompetente.

Não satisfeito com a malvadeza cruel praticada contra aposentados e trabalhadores, o Ministério da Fazenda trama mais trucidamento dessa classe que já padece há muitos anos no ostracismo social. O fato é grave e temos que reagir.

Não podemos permitir a continuação desse genocídio. Se quiserem nos matar, nos matem, mas lembre-se que a nossa dignidade, a nossa honra e o nosso amor pelo Brasil, se perpetuará.
Título e Texto: Valter Almeida, 6-9-2015

Leia o planejamento desse crime.



Ministério da Fazenda quer mudar regras da Previdência
O Ministério da Fazenda tem medidas prontas para recuperar o ajuste fiscal do governo. Elas combinam novos cortes de gastos com mais aumentos de tributos. No lado dos gastos, o governo esbarra no engessamento do Orçamento. Cerca de 90% de todas as despesas federais são obrigatórias, isto é, não podem ser cortadas. Neste caso, a equipe do ministro Joaquim Levy tem preparado projetos de leis que alteram regras da Previdência - área onde a "sangria" com os gastos é maior.

O déficit da Previdência vai saltar de R$ 56 bilhões em 2014 para R$ 125 bilhões em 2016, uma trajetória que, na Fazenda, técnicos comparam com a do Titanic prestes a atingir um iceberg. As medidas preveem apertos duros nas concessões de auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez, além de mudanças na qualificação dos beneficiários para que possam voltar ao mercado de trabalho e do estabelecimento de uma idade mínima para homens e mulheres se aposentarem. O Brasil é um dos poucos países que não conta com regra de idade mínima, apontam técnicos da equipe econômica, numa das raras reformas onde há sintonia pura entre Levy e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Mudanças na Previdência, no entanto, serão discutidas com sindicalistas e empresários antes de serem enviadas ao Congresso. Mesmo que sejam aprovadas, os efeitos somente ocorrerão a longo prazo. Mas o governo entende que haverá sinalização importante para o mercado e as agências com a discussão da reforma.

Outra proposta na mesa é uma revisão dos contratos de custeio da máquina pública. Ainda não se sabe, porém, quais seriam. Um auxiliar da presidente Dilma Rousseff disse ao Estado que a ideia é fazer um "pente-fino" nas contas, na tentativa de encontrar uma solução.

No lado da arrecadação, o governo ainda não desistiu totalmente da recriação da CPMF, que poderia ressurgir com uma promessa fixada em lei de que duraria por apenas 24 meses, dando ao governo uma margem de manobra para arrumar as contas públicas. Outras saídas continuam em estudo, como a taxação de grandes fortunas, como deseja o PT, e mesmo a tributação com Imposto de Renda a 15% dos lucros e dividendos distribuídos pelas empresas, que poderiam, em contrapartida, receber desonerações do Imposto de Renda Pessoa Jurídica. Essa saída poderia render até R$ 40 bilhões ao governo, mesmo excluindo as empresas inscritas no programa Super Simples.

Reunião
A presidente deve começar neste domingo, na reunião que fará no Palácio do Alvorada, a colocar em prática as manifestações de apoio dadas por ela e seus ministros petistas a Levy. Considerado pelo mercado financeiro e pelos investidores internacionais como "âncora" da gestão Dilma, Levy avalia que reverter o rombo de R$ 30,5 bilhões no Orçamento de 2016 e buscar a meta original de esforço fiscal é a única forma de evitar um rebaixamento do Brasil perante as agências de rating. 
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

3 comentários:

  1. Heitor Rudolfo Volkart7 de setembro de 2015 00:14

    Prezados, não consigo entender certas afirmações, como esta deste Jornal quando diz que o déficit da Previdência vai saltar, e nesta semana que passou, um Senador do PT, Sr. Paim, em plena Tribuna, no Senado Federal, alto e em bom-tom, afirma que a Previdência não é deficitária, espõe os valores dos últimos anos e mostra os documentos, que o levam a fazer tal declaração, dizendo claramente que a Previdência tem Superávit. Então, onde está a verdade?
    Abraços,
    Heitor Rudolfo Volkart

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  2. Senador Paim, fala da previdência dos trabalhadores do sistema RGPS, e o governo consolida com previdência, junto com trabalhadores do serviço público. Todos sabem que os institutos de pensões estaduais estão quebrados.
    A sangria do MPS é o FAT, o FAD, as locações de locais dos serviços e os salários dos servidores públicos do MPS. Alem disso tem uma parte que financia o SUS e os projetos sociais.
    O FGTS financia o minha casa, minha vida.
    E a previdência ainda financia o super ávit primário, que o governo transformou em deficit primário.
    Desde Getúlio vargas todos os governos assaltaram a previdência.
    os maiores roubos foram de Getúlio, JK, e os governos pós 1988.
    LEIAM AQUI PARTE:
    http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/2708/1/td_0638.pdf

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  3. Heitor Rudolfo Volkart7 de setembro de 2015 15:18

    Prezado VSROCCHA, boa sua explanação, quer dizer que, nós do RGPS ,não podemos ter nossa Aposentadoria, reajustada da mesma forma que o salário mínimo, porque o FAT, FAD, SUS, SERV.PUBLICO, e Outros, causam o então deficit, mas os Servidores podem? " Que que é isso " isto tudo já sabemos, o que indigna é que ninguém faz nada. Se o STF não fosse um Servidor também, já teriam encontrado leis, na Constituição, para modificar muitas coisas neste País.
    É revoltante, e quem continua sangrando somos nós.
    Abraços,
    Heitor Rudolfo Volkart

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