segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Retrato de uma viagem


Três dissidentes políticos do regime ditadorial cubano foram presos durante a Missa do Papa Francisco, celebrada na Praça da Revolução, no domingo, dia 20. Eles começaram a gritar contra o regime Castro assim que o Papa Francisco se aproximava e, imediatamente, foram detidos por agentes à paisana.
Antes da Missa, segundo Yusnaby Pérez, jornalista cubano, cerca de 20 dissidentes já haviam sido presos para que não pudessem assistir à cerimônia.
Alguns dias antes da viagem, escrevia Sandro Magister:
Bergoglio nunca pronunciou uma única palavra contra o desvio totalitário na Venezuela de Hugo Chávez e Nicolás Maduro e nem respondeu aos apelos da população faminta. Ao contrário, o Papa promoveu o indigno presidente boliviano, Evo Morales, a líder mundial dos tais “movimentos populares” que para ele, o papa, são os protagonistas do futuro da humanidade redimida. Quanto a Cuba, também aqui os silêncios de Francisco são impressionantes. 
É claro, quando desembarcar em Havana, Francisco deverá falar. Mas, ao correr os olhos no programa da visita, é impressionante o quanto seja resumido. Em outros países, o papa nunca deixou de entrar em uma prisão ou reunir-se com refugiados e desabrigados. Nos Estados Unidos já sabemos onde e quando. Mas não em Cuba. 
Em Lampedusa ela jogou flores no mar e gritou: “Vergonha!” Mas é improvável que ele o faça no Malecón de Havana, diante do braço de mar que engoliu milhares de cubanos que fugiram para as costas da Flórida.
É difícil que vá encontrar qualquer um dos centenas de prisioneiros políticos.
O saldo da viagem, até agora, é um triste e ensurdecedor silêncio pontifício em relação aos perseguidos. Nenhum brado de “vergonha”, nem um encontro com prisioneiros políticos ou opositores do regime; antes, o único visitado foi o genocida Fidel Castro, que presenteou o Pontífice com o livro escrito por Frei Betto “Fidel e a Religião”. 
Título, Imagem e Texto: ABIM, 21-9-2015

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