sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Primeiro levaram os adjectivos, e eu não me importei

Vitor Cunha
Ontem ensaiou-se o mote para qualquer crítica a decisões judiciais em Portugal numa indignação típica sobre a forma como o Correio da Manhã descreveu duas pessoas – cega e cigano – independentemente de todos os outros jornais o fazerem sem serem alvo de críticas.

A partir de ontem, qualquer que seja o caso, faça a ministra da justiça o que fizer, terá salvo-conduto. Quer passe a existir pena de morte por roubar um pão no supermercado ou ausência de crime por violar crianças à guarda de instituições do Estado, quem se atrever a criticar a justiça será taxativamente rotulado de racista, tornando qualquer crítica como a ignomínia de um intolerante e fanático tresloucado.

Abundarão as caracterizações de “nojo” e escrever-se-á mais uma página no processo de assimilação da estupidez colectiva que legitima o golpe de Costa rumo à deterioração irreversível da 3ª república. 
Título e Texto: Vitor Cunha, Blasfémias, 27-11-2015

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