quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Debates do 'Escola sem Partido' mostram shows de Filipe Barros, Marco Feliciano e Miguel Nagib

Roger Roberto


Achei positivamente surpreendentes as atuações de muitos porta-vozes da direita nos debates referentes ao projeto Escola Sem Partido. Aliás, não só foram boas surpresas, mas em alguns casos pode-se dizer até que foi um verdadeiro show. O deputado Marco Feliciano, por exemplo, deixou Camila Lannes em pedaços na Comissão Especial sobre o projeto. Coloco o vídeo abaixo para apreciação:


Aqui nós tivemos um verdadeiro espetáculo de atuação. Feliciano agiu com um tom levemente bem-humorado, mas fez as provocações necessárias, especialmente quando disse que havia erros de português no site da UBES. Ele também foi extremamente eficiente ao questionar se Camila representa todos os milhões de estudantes que a entidade diz representar, e ao apontar o fato de que ela usava uma camisa com os dizeres “Fora, Temer”, mostrando seu partidarismo e o de sua instituição.

Só a humilhação em si já tem seu valor, dado que as pessoas riram quando ele afirmou haver erros no site da UBER porque foi engraçado. É, aliás, hilário para uma entidade que diz representar os estudantes do Brasil inteiro. Feliciano apontou o dedo, mostrou a hipocrisia da adversária e a deixou em uma saia justa. Foi realmente muito bom!

Outro que se sobressaiu também foi Felipe Barros, vereador de Londrina ligado ao MBL. No vídeo abaixo você pode vê-lo destruindo a adversária, deixando claro para os presentes que ela provavelmente nem havia lido o projeto. Confira:

Miguel Nagib, em programa de TV, também desmascarou a Procuradora dos Direitos do Cidadão, que se manifestava contra o projeto Escola Sem Partido. Ela cometeu um ato falho ao insinuar que a educação moral e religiosa das crianças não deve ser responsabilidade da família, chegando inclusive a dizer que a criança não pertence à família. Nagib, por sua vez, enfatizou o que ela defendeu e deu um xeque mate, colocando tudo às claras e fazendo o que é certo: falar com o público, não com o adversário.



Muitos liberais e conservadores cometem um erro básico em debates, que é tentar dialogar com o oponente, tentar “convencê-lo” ou até mesmo tentar convertê-lo. Marco Feliciano, Filipe Barros e Miguel Nagib mostravam que o certo é fazer exatamente o contrário: ir para a guerra política, atingindo seu adversário onde realmente dói. É o mérito da Guerra Política, algo possível apenas quando a direita entra no ringue para valer.
Título e Texto: Roger Roberto, Ceticismo Político, 23-2-2017

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