segunda-feira, 3 de abril de 2017

Chefes Michelin vão dar-lhe de comer no próximo voo da TAP

Esqueça a sandes de frango e o bacalhau à brás sem sabor. A TAP convidou cinco chefes portugueses com estrelas Michelin para, ao lado de Vítor Sobral, assinarem pratos a bordo dos aviões

Na foto: Rui Silvestre, Henrique Sá Pessoa, José Avillez, Fernando Pinto, Vítor Sobral, Rui Paula e Miguel Laffan, as caras desta parceria. Foto: Henrique Casinhas/Observador
 Sílvia Silva

Da próxima vez que chegar o tabuleiro cinzento a bordo de um avião da TAP, poderá estar a provar um prato assinado por um chefe português distinguido com uma estrela Michellin. Seja em classe económica ou executiva, a companhia aérea anunciou esta segunda-feira no Museu da Cidade, em Lisboa, que “a partir de setembro, todos os meses estará a bordo a criação de cada um dos chefs Michelin que aceitaram este desafio: promover o melhor da gastronomia portuguesa”. Os ditos chefes são José Avillez (Belcanto), Rui Silvestre (Bon Bon), Rui Paula (Casa de Chá da Boa Nova), Henrique Sá Pessoa (Alma) e Miguel Laffan (L’And Vineyards).

O convite foi feito pelo chefe Vítor Sobral, consultor gastronómico da TAP, “que quer dar a conhecer os sabores portugueses pela mão dos mais conceituados chefes nacionais”. “Não sabem onde se meteram porque vamos apertar convosco”, brincou Vítor Sobral na apresentação da parceria que promete pôr fim à sandes de frango e ao bacalhau à brás sem sabor.


A nova tripulação de jaleca não só vai criar refeições que permitam aos passageiros da TAP conhecer melhor os sabores e aromas da culinária portuguesa, como promover e incentivar pequenos produtores nacionais. Ah e, quem sabe, dar a conhecer o famoso arroz de lulas de Rui Paula ou o leitão confeitado com puré de batata doce de Henrique Sá Pessoa.

“Isto vale mais do que pelo facto de servir refeições, até porque temos consciência de que nunca conseguimos mostrar o melhor de nós a bordo graças às condições complicadas — as refeições ficam dentro de estufas e são feitas de um modo mais industrial. Este projeto existe sobretudo para sensibilizar as pessoas do trabalho de vários chefes que promovem a gastronomia portuguesa”, defende José Avillez em declarações ao Observador.

E qual é o segredo para servir uma boa refeição em altitude? “O truque diria que será escolher pratos bem simples para não haver tanta margem de erro no reaquecer“, confessa o chefe do Belcanto. No âmbito do projeto, intitulado Saboreie as estrelas, a TAP ainda dará voz a outros talentos da gastronomia – jovens recomendados pelos chefes — que poderão apresentar as suas criações e sugestões para o serviço a bordo. Já a carta de vinhos, por sua vez, vai ser reformulada para dar a oportunidade a pequenos e médios produtores portugueses de promover a sua marca a nível internacional.

Segundo Fernando Pinto, presidente da TAP, a companhia aérea em 2016 serviu a bordo dos seus aviões 14 milhões de refeições, perto de 2 milhões de litros de água engarrafada e 1,7 milhões de litros de sumos e refrigerantes, quase 37 mil quilos de café, 175 mil litros de cerveja e 1,2 milhões de garrafas de vinho nacional, “constituindo-se desta forma como a maior montra da gastronomia e dos produtos portugueses e da sua degustação”.

“A TAP, como os portugueses, tem uma paixão enorme por Portugal. Não só trazemos o mundo a Portugal como, connosco, esta paixão não conhece fronteiras e vamos levá-la a todo o mundo”, concluiu o presidente da TAP.


Título e Texto: Sílvia Silva, Observador, 3-4-2017

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