sábado, 3 de outubro de 2015

A regra do jogo é o jogo combinado

Jonathas Filho
Meus caros amigos, saudações!
Hoje fui levar a minha mulher a uma consulta médica e fiquei sentado “confortavelmente” numa dura cadeira esperando por ela. Na cadeira ao lado, um jornal do dia me convidava à leitura que iniciei a contragosto. Comecei a me aborrecer ao tomar conhecimento do que está se passando aqui, neste imenso estádio de futebol chamado Pindoramaball.

O capitão do time “Paramedarbem FC”, não fez nenhum gol e está sendo considerado merecedor de cartão vermelho porque tem “contratos" no exterior de muitos milhões de "gols" que não foram declarados na súmula, mas ainda assim recusa-se a sair de campo e impõe cinicamente uma indicação de um “amigo” dele para "roupeiro" de outro "time", dizendo que ele entende muito das novas  tecnologias de lavagens de "uniformes". 

O outro time, também interessado em "acertos", é capitaneado por um outro jogador que já foi expulso de campo, mas que retornou porque seus "colegas" do time Eutambémquero jogam de forma idêntica e por causa disso chamaram-no de volta para jogar, pois tem um estilo de “tocar a bola” bem peculiar.

Decididamente, a "árbitra" da partilha, quero dizer partida, não tem o "controle" do jogo" e vai se perdendo cada vez mais. Ela se "perde" e o público pagante também! 

Sabe-se que “elles” compram os "ingressos" desse estádio com um cartão cujas despesas não são pagas e isso... não tem preço. O ingresso é caríssimo para assistir uma a partida em que todos ganham, exceto a grande massa de otários, que não conhecendo as regras do jogo,  sempre perde... e muito. Entretanto, continuam aplaudindo esse ignóbil jogo de compadres.

Até um grande amigo meu, intelectual que é, gritou das arquibancadas:

“Os milhares não acreditam nas vozes que se levantam, talvez só reajam quando for tarde demais”.

E o nosso time, mesmo vendo que o jogo já está em 7 a 1 para “elles” não ajuda, sequer gritando...

Pois é,  enquanto minha esposa era atendida por uma profissional da saúde, eu lia, constrangido, o que outros profissionais de um outro “campo”, praticavam:  as estratégias e táticas “acertadas” em cafés da manhãs, almoços e jantares havidos no "gramado" de uma certa "agremiação" planaltina.  Foi então que eu quase entrei num surto de revolta e comecei a espumar, daí a preocupação da minha consorte (tem sorte mesmo), que ao ver o meu estado, quando retornou da consulta, teimava em me "internar" para evitar que eu tivesse um piripaque. 

Graças a ela e a água com açúcar que me deu, estou bem mais calmo, porém já ameacei que não responderei por mim, caso ela ligue a TV no horário do jornal da noite.
Tomei essa atitude porque em um certo canal, são apresentadas manchetes e destaques desses jogos sem “maquiagem”, o que nos proporciona engulhos, dado as atuais notícias assustadoras e alarmantes.  

Confesso que prefiro ver um filme de ficção, pois nos jornais da TV, só se mostra a nossa tragédia, baseada sempre em fatos reais. 

Revoltado com isso tudo, prefiro ver o Exterminador do Presente.
Vai que... ele aparece por aqui... 
Título e Texto: Jonathas Filho, detesta esse jogo... 3-10-2015

Um comentário:

  1. Cada vez mais triste a situação deste país.
    O cotidiano de pessoas que não tinham nem podiam passar por isto. A contaminação já virou metástase.
    Lamentavelmente erraram as torres. Se tudo tivesse ocorrido 2 anos antes ao invés do norte, aqui no sul estaríamos no paraíso.
    José Manuel

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