segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Um homem cheio de qualidades

Rui A.
Espetou uma faca nas costas de António José Seguro, com quem tinha feito um solene acordo de colaboração leal uns meses antes.

Deslumbrado consigo próprio, anunciou ao mundo que daria grandes vitórias ao partido, prometendo a maioria absoluta como se o mundo se esgotasse na sua cativante pessoa.

Tomou conta do PS como se fosse casa própria e, tratando os seus camaradas como lacaios, impôs-lhes um candidato presidencial estranho ao partido, sem consultar os órgãos competentes.

Muito a contragosto, tarde e a más horas, foi visitar José Sócrates, de quem fora número dois e braço direito no governo, e, quando lhe perguntaram se voltaria a visitá-lo, respondeu, contrariado, que não tinha planos para isso.

Incomodado com os jornalistas que o criticavam, enviou mensagens para os atemorizar e coagir.

Perante a candidatura presidencial, que tudo fez para abortar, de uma camarada sua, vitimizou-se, deixando insinuações de deslealdade e traição para justificar o mais do que previsível desastre do seu candidato.

Em campanha eleitoral, sob reserva mental, não se comprometeu com nada, limitando-se a dizer generalidades quanto ao futuro.

Perdeu as eleições que prometera ganhar por muitos votos e não por «poucochinho», como o seu antecessor, mas não se demitiu.

Na noite da derrota anunciou que não criaria «maiorias negativas» contra o futuro governo. Poucos dias depois estava a negociar com o Partido Comunista e o Bloco para impedir a formação de um governo de direita e se fazer primeiro-ministro.

Para atingir os seus objectivos pessoais, prestou-se a fazer uma rábula de supostas negociações bem-sucedidas com os partidos de estrema-esquerda, sendo que, até agora, nada disse aos portugueses sobre o teor das negociações.

Alucinado com a situação que ele mesmo criou, anda pelo mundo a dizer disparates sobre as manobras rasteiras que tem feito, comparando-as, ridiculamente, a uma continuação da «queda do muro de Berlim».

Perante as críticas dos seus camaradas à estratégia suicida que tem seguido, deprecia-os e diminui-os, alegando que eles não sabem do que estão a falar.

Desesperado com a possibilidade de não chegar a primeiro-ministro, denigre o seu país afirmando que existem coisas «muito graves» que os portugueses desconhecem, mas que se recusa a elucidar.

Enfim, um homem cheio de qualidades.
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 17-10-2015

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2 comentários:

  1. António Costa é, de facto, um homem pleno de qualidades - péssimas qualidades.

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  2. Não faz muito tempo, só duas horas, que comentava, ou melhor, desabafava, com a minha mãe (87 anos) sobre o telejornal da RTP, a que assistia na cozinha, por inércia:
    Porra, mãe, tou vendo a RTP... António Costa, António Costa é o sóbrio, é o lutador, é o cacete! Tudo no envelope subliminar a que nos habituou a RTP, e não só ela!
    Mas, continuando o meu desabafo:
    "Mãe! Eles conseguem fazer uma reportagem sobre o "ALTO" valor que os estrangeiros pagam em propinas nas... universidades portuguesas! Um escândalo!"
    Impressionante o domínio da extrema-esquerda, mais da esquerda-caviar, nas redações da "Comunicação Social" – é assim que eles denominam a... imprensa.

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