terça-feira, 5 de dezembro de 2017

[Aparecido rasga o verbo] Correções de traçados mal riscados sobre o quadro lúgubre de um “brazil” negro e sem fronteiras

Aparecido Raimundo de Souza

Se tivéssemos um líder norte-coreano como Kim Jong ou um estado islâmico poderia não resolver nosso problema de imediato, mas, com certeza, um bando de fedaputas do poder iria para o caixa-prego”.
Tompson de Panasco

FOI DIVULGADO HOJE CEDO, no “HORA 1”, o relatório internacional dos defensores dos direitos humanos pela Anistia internacional. Só este ano, caros leitores, de janeiro a agosto do ano em curso, 58 pessoas ligadas a esses e outros seguimentos, perderam suas vidas estupidamente.  Não só por serem toscos e obtusos por natureza (no Brasil se alguém defende uma linha de conduta contrária ao SISTEMA adrede montado, pode ser apagado, ou deletado, E, DE FATO É, de um minuto para outro), como pelo fato de brigarem, de unhas e dentes, por aquilo que consideram ser o mais digno e certo para uma sociedade justa, e, que acima de tudo, preza por seus consanguíneos.

Em 2016, os números dessas carnificinas subiram de 40 para 66, ou seja, quase 70 ativistas partiram desta para melhor, sem deixar vestígios. Segundo a reportagem, o documento aponta, ainda, que a maioria dessas mortes prematuras se prende a questões ligadas ao meio ambiente e à disputa de terras, envolvendo indígenas e trabalhadores rurais sem um canto para chamar de seu.  Existe “um padrão contínuo de homicídios no país” - frisa, com ênfase -, Renata Neder, a entrevistada. A barbárie sinaliza, entre essas rebeliões, a guerra acirrada pelo agrário, tal como o sucedido no Estado do Pará, em 24 de maio, que, na época, ficou conhecido mundialmente como a “chacina de Pau D’Arco”, numa operação (ou seria “matação” mesmo??!!) policial, até hoje não explicada corretamente, onde o saldo culminou com 10 trabalhadores rurais executados e nada se fez. Ou melhor, se fez sim. Os 13 policiais envolvidos foram soltos.

Há exatos dois meses após, ou mais precisamente em julho, se mudou de mala e cuia, para a vala, o cidadão Rosenildo Pereira de Almeida, conhecido pelos seus pares como “Negão”, abatido a tiros de escopeta quando saía de uma igreja, em Rio Maria. Os que o seguiam e tiveram a sorte de escapar, “continuam a temer por suas vidas”. Sabem que a qualquer momento, poderão se defrontar com o inusitado. Topar, de frente, com uma balinha desgarrada das irmãs, passeando feito uma desmiolada pela localidade conhecida como Xinguara, sudeste do Pará. A reportagem cita, em gancho, as comunidades muito em voga, atualmente, quais sejam as “LGBTQ Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Queer”, nelas incluídas, por via equidistante, os que não “Queerem” nada com o babado. Para corroborar, traz à dança dos impunidos, o caso da Mirella de Carlo, de 39 anos, encontrada amarrada estuprada e, claro, sem vida, em seu apartamento em Belo Horizonte, em finais de fevereiro.

Segundo ainda, a coordenadora do Programa Global de Defensores de Direitos Humanos da Anistia Internacional, todas as mortes, sem exceção, até agora trazidas a público (incólumes, portanto, as que não entraram na sua estatística) foram precedidas de sérias e profundas transgressões aos seres humanos. Em outras palavras, caros amigos, esses infelizes antes de morrerem, sofreram horrores nas mãos de seus algozes. Desnecessário dizer que essas selvagerias, palqueadas neste paizinho de cocô fedorento, restaram com nossas “artouridades” de olhos vendados, com alguns, até, “encorajando” espicaçadamente a coisa a seguir em frente. Não sei se os senhores ainda trazem na mente.  Em maio, durante a reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, acontecido em Genebra, na Suíça, o governo desta republiqueta de ladrões e safados se viu cobrado a adotar medidas eficazes no combate a essas violações, porém, lembrando aquele jargão famosíssimo de Boris Casoy, “isso é uma vergonha”. Melhorando a fala do nosso colega: a bosta continua sendo um entrave, “usque” um insulto, um martírio incontrolável a nos, simples mortais, que aqui precisamos viver em falta de lugar melhor e mais prazeroso, para deitarmos nossos costados.

Enquanto a próxima mijada não sai dos colhões do nosso Astro Rei, o pastelão e bruésculo doutor Michel Jackson Temer, cantando, sem parar, nos ouvidos de todos nós e, em especial, nas orelhas de seus apaniguados o seu mais atualizadíssimo sucesso “Thriller” -, “Terror”, em português -, com mais de quinhentos milhões de cópias vendidas no Congresso Nacional, nos Ministérios, no STF (Supremo Tribunal de Fofoqueiros), no STE (Superior Tribunal de Esquisitices) e na Cama dos Deuputados (perdão, Câmara), entre outras pocilgas, o promotor público Ramiro Sant’Ana ingressou com uma ação contra o Governo Federal (por conta disso, entendemos FE-DE-MAL) em vista de pessoas (MAIS DE 12 MIL) precisarem esperar mais de um ano para serem atendidas pelo SUS (Sistema Único de Salafrários) para um simples e corriqueiro tratamento de retina.

Uma doença conhecida como VITRECTOMIA, malefício que, depois de diagnosticado, precisa ser tratado em menos de um mês, ou se corre seriamente o risco do paciente não ver mais a luz do dia “ad aeternum”, escrevinhado de forma mais objetiva, “para sempre”. O baixo número de especialistas na área (diz a galera da saúde que são apenas 72 profissionais, será?!) por falta de mais médicos, culminaria na frustrante responsável pelas filas estratosféricas, o que, de pronto, não daria para pôr um fim definitivo nessa demanda tão carente da medicina. Se fala inclusive, na terceirização desses procedimentos, entretanto, até chegar aos finalmente a “Burrocracia” loteada depende de licitações, editais, e pasmem, senhores leitores, até de uma CARRETA (nos moldes do CARRETAÇO DAS MULHERES), exatamente como acabaram de ler, UMA CARRETA desse tamanho, onde seriam realizadas, ou praticadas, segundo os “desorganizadores” do fabuloso e pirotécnico (ou piradocotécnico) evento, 200 cirurgias (kikikikikiki) por dia.      

Fungando nos escutadores de novela de nossos caros e queridos seguidores e leitores assíduos, devemos deixar registrado um detalhezinho importante: quando o nosso “onroso” e infame presidente teve um probleminha de próstata, num abrir e fechar de braguilhas, o descarado se deslocou do Penico Brasília, para São Paulo, levando, com ele, todo conforto e pompa à sua volta. Uma vez na capital dos paulistas, se alojou como um deus do Olimpo no complexo do hospital Sírio-libanês, passeando, as nossas custas, indo e vindo, de avião particular, tendo ao lado bons médicos, boa alimentação, uma porrada de seguranças e outras regalias que o Zé Coitado nunca teve e nunca terá.  Nessa gota transbordando o copo cheio e, repetindo o que dissemos acima, 12 mil filhos da puta (o povinho, o trabalhador, o assalariado, o Mané Fodido) espera por uma consulta simples nos corredores sombrios dos açougues públicos, há mais de um ano. Para terminar, amados, uma perguntinha básica que não quer calar. Cadê o ministrinho da saúde? Como é o nome da figura? Ricardinho Burros? Não, Barros?! De onde tiramos o Burros? Coitado!!!

Para terminarmos, uma boa noticia, enfim. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fechou um convênio com o Instituto Politécnico da Maia (Ipmai), de Portugal, para que os estudantes brasileiros possam usar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso naquela fundação. Com isso, passam para 27 as faculdades superiores portuguesas que recepcionarão as notas obtidas no Enem. O primeiro convênio institucional foi firmado em 2014, com a Universidade de Coimbra. Esses tratados não envolvem transferência de recursos e não preveem financiamento estudantil por parte do governo brasileiro. Nesse contexto, a revalidação de diplomas e o exercício profissional no Brasil dos alunos que cursarem o grau superior em Portugal, continuam sujeitos à legislação brasileira aplicada à matéria. Cabem, nessa carreira, os colégios de além-mar, definirem qual serão as notas de corte para o efetivo abrir de portas que dará acesso aos interessados que resolverem sair daqui e estudar nas terras de Fernando Pessoa.   
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, jornalista. Da Maternidade Santa Úrsula, em Vitória, no Espírito Santo. 5-12-2017

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Um comentário:

  1. Caro Aparecido. Sabemos que estamos nos "iludindo", quando ainda nos apegamos a esperança de dias melhores, principalmente quando finaliza mais um ano de total "descaso" com a maioria, que para eles não passa de "massa humana". Os tais "Direitos Humanos" não saem do "scrip" para se tornarem "Ação!" a única solução portanto, seria nos rebelarmos e fazermos uma fogueira dessa escória politica brasileira. Seria a tal "justiça pelas próprias mãos. É fato que desde o começo, nosso erro é aceitar o que nos é imposto. Quando iremos nos lembrar que somos " a massa" mais somos a "maioria.

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