segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

[O cão tabagista conversou com...] Elisabeth Miglia: “Minha grande satisfação foi a minha carta de demissão.”

Nome completo: Elisabeth Migliavacca

Nome de Guerra:  Elisabeth Miglia

Onde nasceu? Guaporé, Rio Grande do Sul.

Onde estudou?
Colégio Santa Inês e Universidade de São Paulo – USP

Qual a faculdade?
Faculdade de Direito do Largo de São Francisco.

Quando começou a trabalhar?
Com 17 anos, na Faculdade Ibero-Americana, como datilógrafa. Em 1973. 

Também fez curso de Estenografia? 😉
De estenógrafa, não.

Trabalhou por quanto tempo como datilógrafa?
Apenas por um ano, foi uma fugida da escola, aí caí na real e voltei para o colégio, o que me custou um atraso nos estudos. Mas... valeu. Crise de adolescente. 



Ou rebeldia...
Quem foi datilógrafa sabe digitar no teclado do computador...
É... com todos os dedos, pela ordem.

Well, depois da crise juvenil volta a trabalhar quando?
Voltei a trabalhar, adivinha!... no check-in da Varig, em Congonhas, no dia 8 de junho de 1978, mesmo ano em que entrei na faculdade. Estava louca para trabalhar, fiz teste em escritório de advocacia, um dos bons, fui aprovada, mas ao mesmo tempo fiz teste na Varig, não admitiam mulheres no departamento jurídico, na época. Quando vi o chão quadriculado branco e preto do aeroporto, me decidi. Fiquei lá durante todo o período da faculdade, por seis anos e meio.


Então, o seu segundo emprego foi na Varig?
Sim, o segundo foi na Varig.

Presumo que o “terceiro emprego” tenha sido como Comissária de Voo...
O "terceiro" foi comissária de bordo. Da Varig. Me formei em 1982, um professor me convidou para trabalhar no Tribunal Militar como defensora de policiais que não tinham condições financeiras para pagar advogados. Ele, como juiz auditor, podia arbitrar meus honorários. Nunca o fez. Fiquei lá por um ano. Meio período. Foi pesado. Foi o ano de 1983. No fim de 1984, fiz os testes para o voo, "para dar um tempo", rsrsrs.... e que tempo eu dei...!

Começa a voar em 1985... lembra do seu primeiro voo?
Sim. São Paulo/Maceió. Num B-737. Chefe de equipe: Regina. Comissárias Eliana Alf e Gláucia. Acho que foi em março de 1985.

Ficou muito tempo voando 737?
Voei 737, 727 e Electra só por um ano e meio.

Quando foi promovida ao equipamento ‘superior’?
Fui para a Inter (Internacional) em agosto de 1986.

Nessa época, os equipamentos da Inter eram o DC-10 e o B-747, o B-767 voava com o pessoal da Cruzeiro do Sul, certo?
Certo, também cheguei a fazer um voo no 707. Quando houve uma divisão, por matrícula de terra, fiquei no 747. Meus colegas, em sua maioria, ficaram no DC-10. A Varig estava muito bem ainda, ganhando prêmios.

Qual o avião que mais gostou de voar?
Meu preferido foi o 747. Um luxo aquele nariz do avião, com suas duas First. Saudades. 

Foto: Mathias Lesonczi
Como passava o tempo nos pernoites?
Bom, Jim, você sabe que eu sou metida, né? Meus pernoites também foram de primeira classe, já que sempre ficamos em bons hotéis, bem localizados. Sempre jantei bem, mesmo mortinha de cansada, visitei muitos museus, frequentei bons restaurantes não necessariamente caros, descobri praças, andei sem rumo e sem medo, e fui a cidadezinhas interessantes próximas às capitais. E sempre consegui guardar uma graninha, mesmo assim.  Sabia que a felicidade não dura para sempre, e aproveitei bem meu tempo livre. Mas hoje, mais sábia, aproveitaria ainda mais.

Qual (ou quais) o pernoite preferido?
Roma, sem dúvida, rota em que fiquei fixa, por conta de idioma.

Segundo: Paris, fixa também por conta de idioma.

E Nova Iorque, que dispensa comentários.

Se puder me alongar, conto uma historinha de Paris. Na época, estudava piano, e ganhei um livro, 'Chopin em Paris'. Lá, menciona os oito locais em que Chopin morou na cidade. Um a um, pernoite por pernoite, descobri e visitei todos. Minha professora morreu de inveja.


Qual a peça de Chopin que você mais gosta?
A peça de Chopin que mais gosto é o Concerto número 1 para Piano e Orquestra, tem uma melodia linda e melancólica.


Beth, pode se alongar tanto quanto quiser.
Você é descendente de italianos?
Sou descendente de italianos, neta. E tenho a cidadania italiana. A Varig ajudou nisso também. Em 1990, eu e minha saudosa mãe tiramos umas férias e fomos para o norte da Itália, pesquisar a nossa origem. Minha mãe teve de viajar no crew seat na ida, mas na volta veio de first, meno male. Ninguém sabia onde meu bisavô tinha nascido, pode?! Foi duro, batendo em portas de igrejas, cartórios e prefeituras. Mas, finalmente, quando estávamos desistindo, encontrei o nome do meu bisavô num registro do exército, na cidade de Cremona.  Gratidão a todos os envolvidos.

Você chegou a se aposentar ou ainda voava em julho de 2006?
No trágico e fatídico ano de 2006, eu já era aposentada pelo INSS, desde 2004. Eu voava e não fui demitida, fiquei naquele grupo de 500 comissários que não entenderam também o porquê de terem sido escolhidos e poupados daquele telegrama. Mas não foi nada bom para mim, pessoalmente. Não consegui engolir a história toda, vi tantos absurdos naquela gestão posterior, até que depois de uma demissão de algumas colegas pela VRG, (o que era aquilo?), também pedi minha demissão, em 15 de fevereiro de 2007. Lembro até hoje como foi melancólica minha saída. Avisei a tripulação do 777 que seria meu último voo, um Frankfurt.

Havia inclusive dois colegas de turma na tripulação, que sumiram no pernoite. Alguns queridos da base Rio, que eu nem conhecia, me convidaram para jantar junto com eles.

Aquele ronco dos motores do pouso do meu último voo, nunca sairá da minha memória. 

Lembrei de tantas comemorações de despedida que organizei para outros colegas, e fiquei triste. E ao ir na chefia, o que ouvi foi: "acho melhor mesmo você sair, isso vai piorar.”

Minha grande satisfação foi a minha carta de demissão, onde escrevi: "esta companhia não condiz mais com o meu perfil, ela não corresponde mais às minhas expectativas".

“Eu e minha irmã Leonor. Só fiz dois voos com ela, esse foi um deles.”
Claro que eu tinha condições financeiras de sair, senão teria engolido tudo e continuado. A minha história com a aviação realmente terminou ali.

Quando a Gol comprou os restos, tentei voltar, disseram que eu não tinha o perfil, rsrsrs... melhor assim, foram coerentes. Depois, a TAM me enviou vários e-mails, pois não sei quando, tinha enviado o meu CV para eles. Mas eu já tinha dito a mim mesma, que o único e último uniforme de comissária a vestir teria sido o da Varig, a empresa a quem devo quase tudo o que sei e aprendi, quase tudo o que sou, e quase tudo o que tenho. Nunca me arrependi de ter saído.

Tenho saudade de alguns colegas, de alguns comandantes  que honravam o uniforme que vestiam e nos faziam sentir seguros, das risadas, dos pernoites, das delícias gastronômicas in loco, dos passageiros interessantes, das lições, dos flertes, dos longos bate-papos nas galleys nas noites intermináveis, de ir para lugares os mais diversos, dos amigos feitos, dos drinks à beira do Reno, (é... pessoal!), de entrar num avião, deixar tudo para trás e pensar: "resolvo na volta", dos GCs de 30 dólares, de voar na Executiva por tempo de casa, das diárias, e das comprinhas maravilhosas, claro. Das muambinhas, também. E o que nunca mais experimentei no meu corpinho, foi aquele cansaço que sentia na chegada de um voo, que só quem foi tripulante, sabe. Fazia parte, né?...

Nos tempos atuais, ou na aviação de hoje, você voltaria a ser comissária?
Caro Jim, na aviação de hoje, eu voltaria a ser comissária em uma companhia americana ou europeia, não confio mais em nenhuma política trabalhista do nosso país, amarrar o burro em barco furado, só uma vez.

Você ainda hoje tem sonhos com a aviação?

Sim. Literalmente, quero dizer. Não sonho mais em trabalhar na aviação. Sonho que estou voando, que vou voar e não acho a minha bolsa, que perdi a mala, que desembarco em Júpiter. Coisas assim. Só.

É participante do Aerus?
Sou participante do Aerus e estou catalogada como Aerus Ativos. Paguei o dito cujo por vinte e três anos, desde o início até o fim. Esperando pelo tal acordo. Quero tudo o que é meu, de direito e de lei.

Muita gente agride e vilipendia o espaço. Fico no grupo por interesse próprio, se pudesse sairia. Esta semana mesmo me aborreci muito, depois de um post que lá escrevi, celebrando a caça aos nossos algozes, muitos ligados ao PT. Fui agredida por dois sujeitos, a quem não respondi.

Nunca mais escrevo lá. Mas fiquei satisfeita por tantos colegas pensarem como eu, mais de cento e vinte, por enquanto. Aproveito o espaço para dizer que não tenho partido, não tenho corrupto de estimação e torço para que todos os corruptos paguem pelos seus crimes. Principalmente os que prejudicaram a Varig, diretamente. É o mínimo que um variguiano decente deve fazer.

A que “espaço” você se refere?
Ao espaço Aerus Ativos, uma página do Facebook.


Você mora na cidade de São Paulo?
O atual prefeito está fazendo um bom trabalho?
Moro em São Paulo, e bem decepcionada com o prefeito, o João Dória, que ao invés de se concentrar em gerir a nossa cidade, usa o cargo com intenções eleitoreiras a cargos mais altos. Lamentável. Votei nele. Mais uma decepção. Algumas coisas na cidade melhoraram, só algumas.

E sobre o atual “Prefeito” do Brasil?
Quanto ao Temer, foi eleito junto com a Dilma, ela saiu, ele assumiu, sem entrar no mérito da questão. Decepção também, está envolvido em maracutaias como todos dessa quadrilha que tomou o poder. Não confio nele e nem em seus acólitos. Espero que a vez de ele pagar o que deve, chegue. Mas acho que ele foi um mal necessário, se a Dilma tivesse continuado, estaríamos fugindo do Brasil, como os venezuelanos fogem da Venezuela.

É difícil ver os tentáculos dessa Organização Criminosa que tomou o país, aparecerem todos os dias. E as perspectivas para as eleições, infelizmente, são péssimas, por enquanto. Até agora, não apareceu nenhum candidato que presta.  Vamos aguardar.

Depois de 2006 voltou a Roma, Paris ou Nova Iorque?
Só voltei a Roma, uma vez, em 2015, quando também conheci a Sicília e a Ilha de Malta.

Para quando uma visita a Portugal?
Em breve, espero.

A pergunta que não foi feita...
A pergunta que não foi feita é: "em que você trabalha, agora?" Hoje sou professora de Inglês, Francês e Italiano. Como freelancer, faço traduções de filmes e séries para a TV a cabo. Trabalhei em 2007 numa agência de turismo e saí logo. 9 to 5, nem pensar. Tentei voltar para advocacia, também não gostei. Agora, estou bem, às voltas com os idiomas.

Uma derradeira mensagem para os nossos generosos leitores?
Tenha sempre um plano B, estude e leia sempre, proteja o que é seu, não terceirize suas economias, só confie na letra fria da lei, e olhe lá. E não desista nunca, seja firme em suas convicções, participe da política, manifeste-se, participe, arrisque-se, mas com parcimônia. E tenhamos paciência com os contrários. E, por fim, ninguém é "dona da noite" por muito tempo, vide a derrocada da nossa gloriosa 'dona da noite'.  Pés no chão, fé em Deus e em você mesmo, seguindo a estrada nessa incrível aventura que é VIVER. Gratidão pela oportunidade, Jim. Forte abraço!


Muito obrigado, Beth!

Conversas anteriores:

28 comentários:

  1. beleza de entrevista! Parabéns, Jim e parabéns Beth! Vida plena de emoções! Deliciosa leitura!

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  2. Obrigada, Anita! Foi emocionante recordar, e poder falar com franqueza. Abrir o coração faz bem, e dói um pouquinho. Bj

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  3. Adorei conhecer sua história querida prima

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  4. Mais uma bela conversa do cão.
    Parabéns!
    cd

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  5. Adorei a foto com São João Paulo II. Gostaria de estar o lugar da Beth.

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    1. Oi, Leo! Obrigada! Vida dura, viu só? E essa foi a parte boa, rsrs... bjs

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    2. Foi a Varig que me deu esse presente. Ter atendido um Papa que virou Santo! Bj

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  6. Bela entrevista, bela historia de vida; a minha leitura preferida trata de biografias, e este espaço merece cumprimentos; mais uma colega esbanjando consciência cidadã.
    PARABÉNS!
    Vilmar Mota

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  7. Adorei tua história Beth. Suas opiniões cultas e ponderadas. Achei que não iria expor a foto com o Papa mas fechou entrevista com a foto que vale por todas as emoções. Adorei!

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    1. Marli, que bom que gostou. Com o Papa é a minha clássica! Bjs

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  8. Parabéns Beth! Opinioes cultas e ponderadas! A foto com o Papa é o máximo. Adorei!

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  9. querida e amada Bethinha! amei sua entrevista, apesar de conhecer "de perto" algumas delas :)
    adorei a "inveja" saudável de sua professora... depois daqueles tempos, fiz com Fernando o mesmo roteiro do livro de Chopin, por sua sugestão e minha "inveja" rsrsrsr
    só um detalhe na entrevista, creio que o ano de sua demissão esteja errado, (saiu 2017).
    e quanto a você e Varig, bem, você sabe como amo você, querida!
    um beijo carinhoso

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    1. Aidinha, minha querida, que marcou minha vida, não poderia não contar essa história. Também amo você! Bjs

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  10. Muito boa esta entrevista Jim. Valeu.Desconheço o grupo dela no Facebook. Grande abraço Marcio V. Oliveira

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  11. Flauri Ademir Migliavacca27 de fevereiro de 2018 12:10

    Que rica entrevista Beth.....Estamos juntos neste sobrenome forte e aguerrido....Não viajei tanto com a Varig, mas pra dizer que era a melhor cia pra se viajar, até hoje nada igual.
    Parabéns por conhecer melhor esta bela passagem da tua vida e que bom vê-la ainda lecionando idiomas. Beijos e felicidades.

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  12. Oi Jim, SHOW
    Beijocas Janda

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  13. parabéns à entrevistada Elizabeth Miglia. Destacamos o comentário:
    "Minha grande satisfação foi a minha carta de demissão, onde escrevi: "esta companhia não condiz mais com o meu perfil, ela não corresponde mais às minhas expectativas".
    Isso mesmo ; temos que ter a coragem de notificar o "empregador" informando que a empresa não condiz com o perfil do empregado ! Este deve saber qual o seu valor no mercado de trabalho.
    Outro ponto positivo é conhecer, falar, ler e escrever outros idiomas . Dizem que valemos por tantas quantas línguas somos capazes de entender. Não conheço pessoalmente a Beth, mas a parabenizo e deixo o meu abraço.

    Sidnei Oliveira
    Assistido Aerus- RJ

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    1. Oi, Sidnei. Eu escrevi aquilo na carta, porque a chefe da época, quando demitia sem argumentos, dizia exatamente isso: "você está demitido (a), porque seu perfil não condiz com o da empresa e blá blá blá..." obrigada e um abraço

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    2. Creio que a Varig chegou a um ponto , em que havia muitos caciques para poucos índios. Isso contribuía com alguma insegurança na hora se solucionar questões internas . Ocorriam conflitos de egos e interesses.Não se deve generalizar, em hipótese nenhuma, mas muitos "chefetes" ocupavam as funções com certo despreparo ( Nem sempre técnico; ás vezes psicológico...). A situação dos assistidos,pensionistas, aposentados, demitidos e outros prejudicados nos dias atuais, demonstra muito a cultura da extinta empresa, isto é, a maneira individualista/egocêntrica de pensar ( opinião pessoal). Siga em frente com bravura ; você está no caminho certo.

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    3. Acho esquisito responder a um "anônimo", mas vamos lá: o que eu vi na tal VRG, um arremedo e rebotalho de empresa, que não mereceu carregar o nome Varig em nemhuma circunstância, diminuindo nossos salários ilegalmente, colocando pessoas completamente despreparadas nos cargos de chefia, e demitindo sem critério, foi uma fase das mais tristes por que passei. Um desconforto, uma injustiça, uma prepotência, um desatino que não dá pra esquecer. Depois, se entregou tudo para a Gol, e sabemos o que foi. A aviação nunca mais foi a mesma. Perdeu-se a nacionalização da aviação brasileira.

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  14. Começou com o arrombamento dos cofres de depósito da CAPEMI pelos militares. Políticos arrombaram todos os cofres dos Fundos de Pensão depositados por trabalhadores e são eles: Petros, Aerus, Portus, Correio, Fenco, etc etc etc. Até arrombarem os cofres do INSS e FGTS, como ocorreu. Ah ! Faltou citar o BNDES, etc... Resumo: Roubaram todo nosso dinheiro depositado por anos a fio. Até quando este povo continuará carneirinho ?

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    1. Capemi, Ipesp, Montepio Mongeral, Caixa Geral/ S/A Seguradora e Montepio Mongeral da Família Militar – Caixa de Pecúlio dos Militares...
      MONTAB...
      Coroa Brastel...

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    2. TODOS ANÔNIMOS SÃO PETRALHAS.
      A MAIORIA SEQUER TEM IDADE PARA FALAR DO GOLPE LEGISLATIVO DE 1964.
      Sim, o congresso colocou um militar como presidente, foi um tiro no pé, porque em 1967 eles começaram a caçar corruptos.
      Dizem que foram os militares que roubaram a CAPEMI, generalizando.
      Alguns militares da reserva, já aposentados, roubaram a CAPEMI, nessa época alguns corruptos já tinham voltado, a preparação de entregar a políticos o governo já iniciara, era 1982, MALUF, SARNEY, TANCREDO, BRIZOLA, ULISSES, ÁLVARO DIAS, ITAMAR, PEDRO SIMON E MUITOS OUTROS.
      O povo adorava o DANTE DE OLIVEIRA.
      Por exemplo, roubaram o meu FAD e foram ALGUNS aeronautas sindicalizados.
      GETÚLIO VARGAS E JUSCELINO ROUBARAM OS CAIXAS DE PENSÕES DEIXANDO A DÍVIDA PRA OS MILITARES, IMPAGÁVEL, FUNDARAM O INPS.
      Se quiserem publico o que GV e JK, fizeram com IAPI, IAPC, IAPFESP e muitos outros.
      A ideia do BNDES foi do GENERAL EURICO GASPAR DUTRA EM SEU PLANO "SALTE".
      Se tivessem seguido essas diretrizes, NUNCA teriam financiado obras em outros países.
      Na constituição de 1988 LIBERARAM GERAL, foi um carnaval de fomento à corrupção.
      fui...

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    3. Genteeee...Menos! rsss

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  15. Caros Colegas,

    Mais uma ex-colega da VARIG foi entrevistada pelo “Cão que Fuma”.
    Excelente entrevista.
    Parabéns, Jim, pela escolha da entrevistada.

    Um grande abraço,

    Angela Arend

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    1. Obrigada, Angela, pela parte que me toca. Um grande abraço e parabéns pela luta aguerrida!

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  16. Cadê o nosso dinheiro ? As rescisões + AERUS + Defasagem tarifária + enterro de Lula Dilma Dirceu Roberto Teixeira?

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