quinta-feira, 2 de novembro de 2017

[O cão tabagista conversou com...] Maria João: “Agora, assistimos aos abutres e chacais atrás do dinheiro da Defasagem Tarifária que deveria ser destinada aos trabalhadores.”

Nome completo: Maria João Martins Filipe Figueiredo Matos Duarte Lins

Nome de guerra: 
Tive dois. Na Cruzeiro, no Despacho MAO, Maria Matos, e na Varig, no voo, Maria João

Onde nasceu:
Beira, Moçambique

Onde estudou:
até os 14 anos, em Lourenço Marques, atual Maputo; em Portugal, no Liceu de Estremoz; Brasília, Belém e Manaus.

Ops! São muitas cidades para tanto estudo...
Você pode fazer uma lista cronológica, tipo assim “de tal data a tal data frequentei/estudei” na Escola/Liceu...?
Vamos lá, não vou colocar anos, sei que são muitas cidades, mas meu pai assim quis. 😊

O primário fiz em Lourenço Marques, na Escola Nossa Senhora de Jesus Ornelas, na Polana.


Os dois primeiros anos fiz no Liceu Dona Ana da Costa de Portugal, depois foi começar o terceiro ano no Liceu Salazar e completei em Portugal, no Liceu de Estremoz.

Vim para o Brasil, a sétima série e oitava, em Brasília, na Escola Pública Modelo do DF, o primeiro ano em Belém, nos Maristas, e depois completei os dois últimos em Manaus, no Colégio Santa Doroteia, como não havia ainda faculdade de Turismo fiz o técnico em Turismo.

Em Manaus fiz o vestibular para História, mas o meu sonho era voar e como tinha feito estágio na VARIG, fui convidada a ficar e de lá já não saí mais.

Seu pai era diplomata?
Não. Meu pai fez a academia militar, foi oficial do exército português. Com 24 anos foi para Moçambique, e de lá foi para a Índia Portuguesa, onde ficou dois anos, regressou a Moçambique, e após o meu nascimento em 1961, foi para a vida civil, entrou para o Dealer da Caterpillar onde chegou a ser um dos sócios de um grupo Caterpillar, British Leyland.

Com a revolução dos cravos e a consequência da independência de Moçambique, ele resolveu sair, primeiramente fomos para Portugal, depois Brasil, aqui ele entrou para a Caterpillar e andou por várias cidades como diretor.

Você começa a trabalhar no Despacho da Cruzeiro em Manaus...
Sim, comecei estagiando na loja e fui admitida no despacho de passageiros (da Cruzeiro do Sul) em Manaus.

Foi o seu primeiro emprego, certo? Você disse anteriormente que tinha feito ‘estágio na Varig’...
Sim.
No curso de turismo tínhamos que ter, acho, duzentas horas de estágio, e foi na loja de venda de passagens que fiz.

Como surgiu a vontade de voar?
Vamos lá, em Lourenço Marques, eu ainda pequenina, em torno de uns 8 anos, a minha prima e madrinha Maria João começou a trabalhar na TAP. Como a mãe dela, minha tia, era minha professora, eu ia muito para casa dela e a via se arrumar, na época a moda era usar cílios postiços, (risos), eu ficava embasbacada, e depois ela saía na carrinha que a pegava, coisas de criança. Nessa época é que comecei a ver a aviação e a dizer que ia ser igual à madrinha. 😉

Hospedeiras da DETA na pista do Aeroporto de Lourenço Marques, anos 1960. Fotografia de Jorge Quartin Borges, restaurada. The Delagoa Bay World
E a oportunidade de ser ‘igual à madrinha’ surgiu alguns anos depois em Manaus...
Sim, tanto que fiz o curso de Turismo, porque tinha a possibilidade de estagiar numa empresa aérea. Por ser Manaus, entrei por terra, naquela época as empresas aéreas só selecionavam para o voo no Rio de Janeiro e São Paulo.

Como fez para entrar no voo?
Fui admitida em terra, esperando abrir seleção no Rio ou São Paulo, só que nessa espera surgiu a seleção em Manaus, fiz, passei, fui para São Paulo, por quatro meses, ficamos no Hotel por conta da VARIG. Já formada voltei a Manaus, mas sempre com esperanças de voar no Rio. Um ano e quatro meses depois surgiu a oportunidade de vir para o Rio.

Já no Rio (re)começa em que equipamento?
Cheguei ao Rio em 1987, como Chefe de Equipe da Nacional voando os equipamentos B-707, B-727 e B-737.

No cockpit do B-727 no início do voo
Você conhecia o Rio de Janeiro?
Sim, durante os três anos que trabalhei em terra, em Manaus, vim várias vezes ao Rio. Antes vim com a minha mãe passar férias.

Era a época da Zona Franca? 😉
Sim, em Manaus era a época da zona Franca.

Quando foi promovida para equipamento superior?
Em dezembro de 1988, se não estou enganada.

Qual equipamento?
DC-10.

Foto: Rolf Wallner/Fascination Aviation, 1995
Saudades dos pernoites? Quais os preferidos?
De quase todos, cada um tinha uma particularidade que gostava, podia ser um restaurante, um passeio, somente a caminhada sem muita pretensão, um mercado, amo passear em mercados, um museu, sempre tentei tirar o melhor de cada lugar.

Você trabalharia na aviação de hoje?
Não, tenho saudades do que vivi e ao mesmo tempo tristeza com o que fizeram com milhares de funcionários, passaram-se onze anos e nada de rescisões trabalhistas e previdenciárias. 😢
Além disso, hoje tenho outra profissão.

Acompanha a atualidade moçambicana?
Muito pouco, depois que saí em 1975 já lá fui duas vezes, serviu para relembrar e matar as saudades.

Qual profissão?
Depois que fui demitida comecei a fazer comida em casa por encomenda, até que em 2010 fiz o curso de chefe de Cuisine Executive.
Hoje sou “confort chef“ e dou aulas particulares de gastronomia.


Você também foi demitida da Empresa por telegrama?

Sim, no dia 2 de agosto, recebi um telegrama, literalmente fiquei sem chão, passava por um momento delicado da minha vida e ainda mais essa, não que não esperasse, mas ser demitida por telegrama e sem nada receber!! Nos abandonaram mesmo, passaram-se onze anos e nada!


Relação do que não nos pagaram da dívida trabalhista:

13º salário proporcional de 2006 e o integral de 2005;
Cinco últimos meses de salário;
Aviso prévio;
Férias integrais, eu estava entrando no segundo período;
Horas extras normais, noturnas, variáveis do 13º salário, média variável de férias;
40% de multa do total do FGTS (a multa rescisória).

Dívida previdenciária:

Fui sócia fundadora do AERUS, paguei 8,5% do meu salário por vinte e três anos, não recebi nada e nem me aposentei, muito triste.

Culpa de quem ou do quê?
Vamos lá, um assunto desgastante e triste, mas, como tudo, temos que encarar de frente se quisermos receber.

Assim como em um acidente de avião não teve apenas um fator contribuinte para ocorrer este acidente programado que foi o fim da VARIG.

Participei ativamente quando a Acvar se juntou à Apvar e à Amvvar na luta para tentar salvar a empresa. Procurei me informar. Participei de reuniões, manifestações. Fui a Brasília algumas vezes. Fui no STF no julgamento da ação colega Tete Felga, que tratou da sucessão trabalhista.

Em Brasília, no STF, com a colega Teresa Felga, no julgamento de sua ação trabalhista, com colegas de associações e advogados trabalhistas
Muitos colegas permaneceram em casa todo este tempo achando que os outros resolveriam os nossos problemas, e a sensação de invulnerabilidade de que a VARIG nunca quebraria era forte.

Por tudo isso posso dizer que a “cultura dos variguianos” e o comodismo dos brasileiros de esperar um herói para solucionar os problemas que lhes afetam foi um fator determinante.

Não resta dúvida que havia uma má governança corporativa na empresa e que muitas pessoas só olharam para o próprio umbigo sem pensar no futuro da empresa, e (sem) respeito aos que durante décadas fizeram a VARIG ser o que foi: a maior empresa de aviação da América Latina respeitada no mundo todo.

Eu e meu filho João Pedro numa das inúmeras manifestações que fizemos em 2006, esta foi no SDU
Se o problema era de governança corporativa e a empresa era viável o momento político não nos era favorável. O PT estava chegando no Poder e já tinha compromissos assumidos com a TAM. Posteriormente dividiu o espólio da VARIG com a Gol e entregou o setor aéreo ao domínio estrangeiro. Hoje o Brasil é um dos poucos países no mundo que desnacionalizou sua aviação comercial.

Outro fator determinante foi a atuação nociva de dirigentes sindicais contra os interesses dos trabalhadores e do Brasil. Preferiram atuar em defesa de um projeto de perpetuação de poder do Partido dos Trabalhadores e auferir vantagens pessoais.

Em suma, verdadeiras quadrilhas atuaram como predadores num ataque à VARIG.

Agora, assistimos aos abutres e chacais atrás do dinheiro da Defasagem Tarifária que deveria ser destinada aos trabalhadores.

Qual a sua opinião sobre o valor da DT, se e quando um dia for ‘liberado’, ir para a ‘massa falida’, leia-se Administrador Judicial, ou para o Instituto Aerus?
Obrigado pela pergunta. Adorei!  
Tenho muito mais dúvidas que certezas. Desconfio de quem se acha dono da verdade e é cheio de certezas.
Uma das poucas certezas que tenho é que a VARIG não mais existe e que seus ex-trabalhadores ainda não receberam seus direitos trabalhistas e previdenciários.

O mundo acadêmico tomou conhecimento e dimensão desta tragédia através da tese de doutorado da amiga Loana Rios intitulada Pouso forçado-Desproteção do Trabalhador: uma tragédia silenciosa no cotidiano dos demitidos e aposentados da VARIG/AERUS, cuja defesa assisti na PUC/SP em outubro de 2012.

Eu, Loana Rios e Dra. Marina Steinbruch, conselheira da comissão da anistia em Brasília, foto tirada na defesa de doutorado da Loana Rios, na PUC São Paulo, 2012
A pergunta de um problema complexo não pode ter uma resposta nem a solução simples como muitos gostariam.

Escuto, leio e vejo que alguns colegas tratam este sério problema que nos aflige como se fosse uma partida de futebol ou a escolha da escola de samba de sua preferência. Torcem com muita emoção sem levar em consideração a razão e sem conhecimento de causa. Pura perda de energia.

É preciso conhecer a história para se construir uma solução que atenda aos nossos interesses; caso contrário podemos cair numa armadilha sem qualquer chance de recuperarmos boa parte do que nos devem. Neste sentido, não poderia de deixar de recomendar a leitura do livro “Caso VARIG” de autoria do meu marido, Marcelo Duarte Lins.

Muitos esqueletos estão nos armários e alguns corpos ainda estão cheirando mal o que faz com que alguns beneficiários desta fraude queiram enterrar de vez este assunto nos levando a crer que isso seria melhor para nós.

Não gosto da bipolarização como única alternativa. Existem várias outras. Também não faz qualquer sentido se resumir a discussão entre as teorias dos comandantes Alexandre Freysleben versus Élnio Borges como se tem visto em algumas páginas no facebook.

Se existem dois lados nesta história são os dos que lesaram e estão lesando, e os dos lesados nos seus sagrados Direitos, que somos nós os funcionários.

O tempo mostrou que o juiz herói reverenciado por alguns e que recentemente se tornou desembargador não salvou a empresa e muito menos assegurou nossos direitos!

A “recuperação judicial” foi uma farsa e a massa falida virou um excelente negócio para alguns poucos. Virou um saco sem fundo. Um buraco negro e todo dinheiro que bate ali desaparece. Assim, o patrimônio da empresa que poderia pagar todos os credores é dilapidado e vai sendo comido numa engrenagem burocrática. De que adianta vender patrimônio se não tivermos a garantia que este dinheiro virá para nós?

Alguns poucos ex-colegas "eleitos" permanecem trabalhando para a massa falida recebendo seus salários que não podem ser reduzidos, criaram empresas para prestar serviços à massa falida. Perante a lei de recuperação judicial ainda têm prioridade para receber na frente de variguianos que perderam os seus empregos.

A massa falida é deficitária e consome recursos que deveriam quitar dívidas com os credores. É um escárnio!

Alguns advogados poderão dizer que é a lei. Lei esta que até agora só vem sendo cumprida no tocante ao que é conveniente ao juízo da Vara Empresarial.

No fundo, até que se mude de rumo, a lei 11101 se tornou uma lucrativa indústria que favorece alguns poucos operadores do Direito e protegidos.

Por outro lado, o AERUS vem pagando os colegas aposentados com uma tutela antecipada que dá como garantia a ação de defasagem tarifária. Neste trem da alegria até aposentados da Transbrasil recebem com o nosso dinheiro. Por quê?

Como ficam as poupanças individuais daqueles que contribuíram por uma vida e não se aposentaram? Hoje praticamente todos em idade de estar aposentados, eu sou desse grupo.

Ou seja, em ambos os caminhos que você perguntou existem riscos, abutres e chacais que não estão interessados nem preocupados que se faça Justiça com os trabalhadores que são o elo mais fraco desta engrenagem.

Mediante estes fatos incontestáveis, acredito que um “acordo” justo e equilibrado seja o melhor caminho.

Talvez não recebamos tudo que nos é devido de Direito, nem ressarcidos e indenizados por outras perdas incalculáveis, pelo sofrimento que nos vem sendo imposto numa tortura sem fim, mas poderemos receber bem mais do que tem nos sido proposto na bacia das almas.

Permita-me, sobre “o juiz herói reverenciado por alguns”, até onde eu pude observar, ele foi reverenciado pelos mesmos que o desreverenciaram depois...
Eu nunca reverenciei!
A ficha de alguns demora a cair. Isso costuma acontecer com aqueles que esperam o aparecimento de um super-herói para resolver seus problemas. Quando o super-herói não resolve, vem a decepção.
Importante a participação na construção das SOLUÇÕES para os problemas que nos afligem.
Não podemos terceirizar nem contratar despachantes. Depende de nosso envolvimento
A VARIG é o reflexo do Brasil!

Você mencionou na sua resposta um “‘acordo’ justo e equilibrado”. Quais as partes que costurariam esse acordo?
O nosso problema não é apenas judicial como alguns pensam. É bem mais amplo. Envolve o governo federal. Neste sentido é onde entra a Política.

Ele precisa ser costurado num grande acordo que envolva os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

A ministra Cármem Lúcia já havia se prontificado a ajudar numa conversa com a colega Angela Arend no TJ-RJ.

Ele pode sair através de uma Medida Provisória ou uma resolução Legislativa do Congresso Nacional.

As partes são Cármem Lúcia, Rodrigo Maia e Michel Temer que representam os Poderes da República.

Muito bem. Mas, além da Angela, quem seriam os representantes dos ex-trabalhadores da Varig?
Você que está falando que a Angela será ou poderá ser uma representante. Eu apenas disse que ela teve a oportunidade de conversar com a ministra Cármem Lúcia e solicitou que ela mediasse uma solução para o nosso problema. Poderia ter sido qualquer outro colega. Não se trata de nomes! A questão não é esta. O foco deve ser que as nossas demandas devam ser atendidas.

Para isso se faz necessário que as autoridades com poder de decisão entendam o que se passou e o que se passa. O que está em jogo é o destino de cerca de 14 bilhões! Simples assim.

Seria muita ingenuidade achar que algum governo irá abrir o cofre do tesouro e entregar todo esse dinheiro, seja para o Aerus ou Massa Falida sabendo que está cheio de abutres e chacais de olho para abocanhar uma boa fatia. Por que faria isso?

Não é mais fácil criar um fundo de indenização para os ex-trabalhadores e desembolsar mensalmente apenas alguns milhões pagando praticamente com os juros?

A CPI da ALERJ pode ajudar muito neste entendimento e construção da solução através de um acordo. Só isso!

Taí uma proposta concreta de possível Acordo. Então, vamos acompanhar a CPI da Varig na ALERJ... Quando será a próxima reunião?
Ontem teve reunião da CPI, mas o melhor para acompanhar é no site http://www.varig-credorestrabalhistaseprevidenciarios.com

Já ouviu falar sobre o Encontrão em Sintra?
Já, acompanho desde o primeiro e este ano, em junho, meu marido participou. No próximo que será em maio de 2018, espero estar presente.


Como Chef você promete revelar a sua avaliação e nota sobre os pratos?
Claro, sempre que vou a um restaurante, bar ou similar, gosto de avaliar, como cliente e como chef. (risos)

Você e seu marido já pensaram em se mudar para Portugal?
Sim, não quero viver a velhice aqui no Brasil. Em 42 anos vi e vivi muitas mudanças, umas para melhor e outras para pior, mas o que assusta é a violência desenfreada sem controle.
Neste momento no Frade, em Angra, e no Morro do Juramento estão em guerra.
Hoje tenho medo de sair de casa.

Esqueci alguma pergunta?
Não.
"O que faz andar a estrada? É o sonho. Enquanto a gente sonhar a estrada permanecerá viva. É para isso que servem os caminhos, para nos fazerem parentes do futuro.
(Fala de Tuahir, em "Terra sonâmbula”, de Mia Couto.)

No MD-11 em 2005, no último ano da saudosa VARIG 
Obrigado, Maria João! Até maio de 2018, se Deus quiser!

Fotos: Arquivo pessoal de Maria João 

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39 comentários:

  1. Excelente depoimento!
    Equilibrado , e com conhecimento de causa.
    Paizote

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  2. Parabéns, Maria João, pela excelente entrevista!

    Você colocou muito bem a situação absurda que vivem os ex-funcionários da Varig, principalmente os que estavam na ativa em 2006 por ocasião do fechamento da empresa.

    Esperamos que os políticos se sensibilizem e consigamos fechar um grande acordo, que seja justo para todos, principalmente para aqueles que nada receberam até o momento.

    Parabéns, Jim, pela sua sensibilidade em abordar o assunto e oportunidade para divulgar para o mundo a história do fechamento da maior empresa aérea.

    Um grande abraço,

    Angela Arend

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  3. Mulher de fibra!
    Valdemar

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  4. Muito bom! Muito bom mesmo! Parabéns ao Editor e à Maria João. Sempre simpática, e esclarecedora entrevista.
    Realmente, tudo que passamos, os Aposentados que durante quase dez anos só recebiam em torno de 8%, e hoje tem uma Tutela ainda não Definitiva e os Trabalhadores que na ativa na época, todos merecemos os nossos Direitos, e com urgência.
    Não podemos mais ficar calados.
    Maria João, mais uma vez parabéns pela sua entrevista. Saúde e Paz!
    Heitor Volkart

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  5. Parabéns, Maria João!!
    Excelente entrevista.
    Metzler

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  6. Adorei a entrevista. Não imaginamos os dramas por que passam as pessoas, as vicissitudes que encontram pelo caminho e a coragem que lhes é cobrada a cada momento da visa. Maria João aparece nas fotos sempre sorrindo, emprestando a impressão que sempre viveu e vive num mar de rosas. Que mulher de fibra (aliás um pleonasmo, bastava dizer mulher), guerreira, vitoriosa. Esta foi uma daquelas entrevistas que a gente fica pensando nela o dia inteiro. Um beijão, Maria João.

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  7. Francisco Pereira Beserra2 de novembro de 2017 12:54

    Parabéns pelo belo esclarecimentos do que fizeram com os vc aeroviários/aeronautas dessa Empresa símbolo de prestação de serviços aéreos....que a turma dos Ptralhas deixaram sucumbir.....

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  8. Boa colocação Maria João , sem demagogias ou protecionismo. Parabéns

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  9. Parabéns Maria João! Sucesso!

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  10. Brilhante e Lúcida. Como dissestes muito bem a Varig é o retrato do Brasil. Agora estamos assistindo a destruição do país. Vá logo sonhar os seus sonhos longe daqui. Te desejo muita sorte!
    Valeria Ferraro

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  11. Muito obrigado pelo apoio na divulgação; poucas horas após a publicação, mais de oitocentos acessos!

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  12. Quem não deve, não teme!
    É assim mesmo MªJoão, foste precisa e concisa, para além de saberes defender com justiça uma causa que também é tua!
    São pessoas como tu que fazem a diferença na luta por uma causa!
    Que leves a bom porto essa nau onde embarcaste e consigas o resultado pretendido, nesse leme que tão bem seguraste e continuas a ter esperança!

    Edite Cecília

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  13. Grande comissária! Grande Variguiana. Tive o prazer de degustar dos salgadinhos feitos pela Maria João num encontro com os Duarte Lins no Rio de Janeiro! Parabéns e um grande abraço. Sérgio Daniel Bitelo

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  14. Excelente entrevista; Maria João receba o meu abraço, a minha solidariedade e admiração pelo importante depoimento; entre tantos pontos esclarecedores, destaco a tua alusão ao apoio político;concordo plenamente contigo.
    Boa sorte!
    Vilmar Mota

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  15. 2 156 acessos em menos de vinte e quatro horas!
    Pela minha experiência, posso adiantar que esta conversa quebrará o recorde de audiência!
    Mas, não é só pelo conteúdo e substância das respostas, é também pela divulgação feita pela entrevistada, que compartilhou a conversa em várias páginas e perfis.
    Parabéns e obrigado!

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  16. Emocionante ler o que nós todos vivemos... Maria João sintetizou com clareza e lucidez!
    Meu sincero agradecimento e espero que seja lida e entendida por milhões de pessoas!
    Talvez façam a justiça prevalecer!
    Obrigada Maria João!

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  17. Herculano Rodrigues de Sousa Escaleira3 de novembro de 2017 01:09

    Parabéns Maria João apesar de não a conhecer disse tudo o que aconteceu com a nossa querida Varig. Tenho o livro que seu marido escreveu, cada linha que lia mais me deixava furioso, mas infelizmente se foi, tragada pelos abutres. Trabalhei 30 anos nessa companhia que até hoje sinto orgulho e guardo muitas lembranças que passo para os meu netos. Mais uma vez Parabéns.

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  18. Maria João, parabéns pela sua entrevista. Concordo em gênero e número com tudo que foi colocado. Me considero amigo de seu marido e inclusive tive a honra de batalhar com ele a divulgação do excelente documento "CASO VARIG" o qual estou sempre indicando e sugerindo a todos meus amigos e parentes a lerem. Muito obrigado e que Deus te proteja. PARABÉNS.

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  19. Bom dia e parabéns pela entrevista !
    Guardo o rosto de Maria João claramente , desde os tempos da Varig , porém não sabia o nome e tampouco egressa da grande capital Lourenço Marques ( Maravilhosa , antes de mudar para Maputo).

    Gostei muito da preleção; percebe-se que a entrevistada é firme , determinada e assertiva . Destacamos abaixo pequeno trecho da afiada conversa, por julgarmos relevante e concordarmos com a proposição:

    " ...Muitos colegas permaneceram em casa todo este tempo achando que os outros resolveriam os nossos problemas, e a sensação de invulnerabilidade de que a VARIG nunca quebraria era forte.

    Por tudo isso posso dizer que a “cultura dos variguianos” e o comodismo dos brasileiros de esperar um herói para solucionar os problemas que lhes afetam foi um fator determinante."

    Acreditamos que Maria João acertou em cheio no núcleo da questão que vimos enfrentando desde o início.
    Desejamos que seja coberta de êxito no trabalho e junto aos familiares . Boa sorte em tudo , e grande abraço !

    Sidnei Oliveira

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  20. Gostaria de acrescentar mais um comentário, é a respeito do que Vilmar Comentou, endosso, acho que será inevitável que, um pagto. De Tais Valores, passe pelo Congresso, com certeza teremos que contar com os Parlamentares novamente.
    Seu ponto de vista, Maria João está a meu ver correto. Abs,
    Heitor Volkart

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  21. Achei a data sugestiva, afinal, a entrevista datada do "Dia de Finados" prevê que morreremos na praia. Palmas para todos os dirigentes do sindicato na época; sem exceções !

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  22. Sugestiva a data da matéria, no "Dia de Finados". Prevê que morreremos na praia... Palmas para os dirigentes sindicais na época; Sem exceções ! ass: Margareth Peppe

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  23. Todos nós sabíamos do acordo do José Dirceu com o Comandante Rolim! Ali, estava decretado o fim da nossa gloriosa VARIG.Que esse dinheiro ganho no STF, seja logo , sem maracutaias, destinado aos empregados dessa massa falida. FAÇA-SE PREVALECER O DIREITO!!!

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  24. Maria João, parabéns pela entrevista,um forte abraço.

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  25. Parabéns Maria João, adorei sua entrevista "22 anos de Varig / Gilmar Gonçalves SAO, forte abraço.

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  26. Parabéns belissima entrevista é sempre bom saber algumas verdades nos da um choque e nos tras a realidade .obrigado att. João Mario

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  27. Parabéns Jim e à Maria João. Cada entrevista coloca, no "tabuleiro" de nossas grandes insatisfações e desapontamentos/frustrações, mais uma peça do quebra-cabeça que foi a derrocada e falência da maior empresa aérea da América latina. Muitas peças importantes, diria fundamentais, estão por aí, escondidas, ocultas por culpa ou medo de revelarem sua participação e conluio. "Continue assim, viu?"rsrs, meu caro amigo. Grande abraço. Anonimus (too old for)

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  28. Caros colegas,

    Excelente reportagem com a colega Maria João.

    Parabéns Jim Pereira pela elaboração e parabéns Maria João pela sua história de vida contada em detalhes e demonstrando profundo conhecimento da causa Varig.

    Abraços
    Angela Arend

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  29. Discordo no que tange a "comodismo e cultura de variguianos" (em comentário). Fato que trabalhadores da VARIG nunca foram acomodados. Ponto. Acomodados sim, são os poucos militantes puxa-saco de sindicalistas. Chora ! Saudações. Margareth Peppe

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  30. 12 065 acessos! Um recorde mais do que absoluto!

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  31. 12 127! Já é a SEXTA postagem MAIS vista/acessada da revista "O cão que fuma"!
    Parabéns e muito obrigado!

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  32. Eduardo Bittencourt6 de novembro de 2017 21:21

    Surpreso qdo cliquei e abriu a página com uma entrevista tão boa de uma colega, já que fui comissário também e vivi e vivo os mesmos problemas...
    Parabéns!

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  33. Parabéns Maria João pela valiosa entrevista, esclarecendo e apontando caminhos. Grande conhecedora e batalhadora da causa de todos nós!Quanto a esse país, fora da educação não há salvação! Bjo pra você!

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  34. Impressionante repercussão: 13 872 acessos diretos! A sexta postagem mais vista do blogue!
    Faltam 2 089 acessos para ascender à quinta posição.

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  35. Olá, Jim Pereira, td bem? Sabe qual é o segredo de resposta para repercussão? R: Onde ou enquanto houver cheiro de dinheiro...haverá gente! Abçs

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  36. ... e para quem acreditou e apostou que a justiça demoraria menos que a passarela do aeroporto de Congonhas/SP, saiba que a passarela está sendo instalada ! Perdeu. rsss ass: Dona Pina

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