segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

[O cão tabagista conversou com...] Lindy: “Amor à primeira vista. Ele existe, sim... e dura para sempre!”

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Nome completo: Anita Maria Santos Driemeier

Nome de guerra:  Lindy

Onde nasceu: Santa Rosa, Rio Grande do Sul

Onde estudou: Colégio Antônio Sepp, em Cruz Alta, RS, até completar o curso Clássico. Aí, em 1967, comecei a Faculdade de Letras, que cursei de março a novembro e abandonei-a para... casar-me!

Frequentou a Faculdade de Letras... pretendia ser professora?
Sim, frequentei a Faculdade de Letras, em Cruz Alta, RS, terra de Érico Veríssimo.
Foi lá que passei a infância e a juventude.
Como minha mãe era professora de Português, eu aprendi a amar nossa língua, pois desde cedo fui obrigada a ler muito e a “falar corretamente”.

Sempre fui rata de bibliotecas lendo tudo o que me caía nas mãos... por esse conjunto da obra é que optei pela faculdade de línguas, o que certamente faria de mim uma professora, como minha mãe.
Apesar de que meu pai queria muito que eu fosse... advogada.
Se tivesse seguido seu conselho quem sabe não estaria assessorando o Sérgio Moro, hoje?

Mas os planos não se concretizaram, pois conheci meu príncipe encantado aos 17 anos, e num período de quatorze meses namoramos, noivamos e casamos.

Casou jovem!
Sim, foi amor à primeira vista.
Ele existe, sim... e dura para sempre!
Incrível, mas nos anos 60 ainda acontecia isso, uma jovem deixava a faculdade para... casar-se!

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Têm filhos?
Temos três filhos maravilhosos, seis netos lindos, e já comemoramos bodas de ouro.

Então depois do casamento dedicou-se ao lar e à família, presumo...
Sim... nossa vida foi cheia de venturas... tivemos empresa onde trabalhamos juntos, viajamos muito mundo afora, vivenciei muitas coisas legais outras nem tanto, criamos muito bem nossos filhos (isso nos dá o maior orgulho e sensação de missão cumprida, e foi uma das principais metas da minha vida), enfim, a vida foi e é muito boa e movimentada, mas estou percebendo agora que fica difícil saber o que interessa realmente falar. E estou chegando à conclusão de que talvez nada disso vá interessar muito às pessoas do seu blog.  Você não acha?

Muito pelo contrário, interessa sim.
O Brasil mudou muito desde a década de 60?
Tenho ótimas lembranças da década de 70 quando criar os filhos era bem menos complicado. Morávamos num bairro residencial, e eles brincavam na rua com a criançada da vizinhança, os portões ficavam abertos e eles entravam e saíam na maior liberdade. Sinto pena da meninada de hoje, presa em casa, diante da televisão e escrava dos jogos eletrônicos.

Estávamos vivendo o auge do governo militar, e quando leio ou ouço pessoas falarem de que eram ótimos aqueles tempos, tenho que concordar.

Nosso país nunca foi primeiro mundo, mas nos anos 70 e 80 tínhamos uma tranquilidade que hoje não existe mais...

As pessoas não se dão conta da diferença de qualidade de vida entre o que tínhamos naquela época e o que temos hoje.

Já há décadas sentimos medo. Temos receio de ser assaltados a qualquer momento, temos receio de sair às ruas, receio até de andar nos shoppings da cidade.

Andar despreocupadamente pelo centro da cidade, deixar a casa aberta, ter muros baixos e poder olhar ao longe, são direitos que perdemos.

Educar nossos filhos na década de 70 foi muito fácil, o ensino era outro. Ainda havia o respeito pelos professores, e as matérias eram ensinadas na sua essência, sem a manipulação política que existe hoje.

O ensino era tão bom que cursinhos pré-vestibulares praticamente não existiam, juro que tenho saudade daquele Brasil.

Tínhamos uma empresa de revenda de máquinas e peças, com dois departamentos: agrícola e construção civil, e eu era a gerente financeira.
Eu trabalhava somente na parte da manhã, enquanto as crianças estavam na escola, e à tarde dedicava-me a elas.

A agricultura florescia, a economia apresentava bons resultados, mas, logicamente, tínhamos problemas: inadimplência, calotes, a luta contra o poder público, leia-se burocracia, fiscais corruptos, funcionários complicados, etc.

Mas, sem dúvida, eram tempos mais fáceis... a palavra corrupção ainda não fazia parte do nosso vocabulário do dia a dia.

Em nossa primeira viagem para a Europa, em 1989, a vergonha de ser brasileira ainda não estava à flor da pele, como está hoje, mas lembro de que num hotel em Roma, fomos observados de uma maneira exagerada. Percebemos isso.

Mas o que se percebia realmente era uma admiração muito grande pelo Brasil, pelos brasileiros, pelo nosso carnaval... era admiração genuína, espontânea e sincera... onde quer que fôssemos.
E dói saber que até isso perdemos... hoje a nossa fama tem um nome: corrupção!

Na sua opinião, a que se deve essa diferença, para pior, na vida cotidiana dos brasileiros?
Acho que a decadência de nosso país começou aos poucos, sem que a maioria das pessoas se desse conta.

Não sou economista, nem historiadora, mas na visão leiga, de cidadã/empresária/mãe, acredito que após o fim da Intervenção Militar, com a economia equilibrada, a euforia tomou conta da maioria dos brasileiros.
Certas tendências passaram desapercebidas para a grande maioria do povo, que na verdade nunca foi muito ligado em política.
Em 1990 foi fundado, na surdina, o foro de São Paulo, e iniciou-se o trabalho do PT.

Lembro-me de observar e questionar sobre o quanto seus partidários aos poucos foram se multiplicando e tornando-se cada vez mais agressivos na conquista de espaço.

Eu que nasci em berço de direita, lembro-me de comentar muitas vezes sobre o quanto os petistas eram atuantes, pois toda a vez que eu ia ao banco, lá estavam eles na porta distribuindo “santinhos”.

Muitas vezes tentei participar do Clube dos Dirigentes Lojistas, com a intenção de nos posicionarmos contra o movimento de esquerda que já me assustava... mas aí vem a história: mãe de três filhos; empresa para cuidar; família, problemas, vida agitada, cadê tempo e cabeça para abraçar mais uma causa?

Por causa da falta de tempo, ou por falta de maior comprometimento de pessoas como eu, o PT cresceu e se fortaleceu com o apoio de FHC, com o apoio da mídia, com a adesão de muitas pessoas de peso na opinião pública... Lula foi eleito e ovacionado!

Eu nunca acreditei que fosse dar certo o governo petista, que foi sustentado em seus primeiros anos pelo mar de bonança que herdou.
Começaram os primeiros escândalos, que foram abafados, mas logo tudo começou a piorar, inclusive a vida das pessoas, pela ausência de investimentos cada vez mais gritante no tripé básico da democracia: educação, segurança e saúde.
E pouco a pouco piorou tanto que chegamos ao ponto da derrocada geral, que vivemos hoje.

Sem honestidade e comprometimento não há nada que dê certo!

Na primeira viagem à Europa, em 1989, quais os países que visitaram?
Em 1989 fizemos nosso primeiro tour maravilhoso pela Europa, que começou com um pit stop em Nova Iorque. De lá fomos direto para Londres... depois Bélgica e Holanda, onde alugamos um carro e continuamos nossa viagem rodando pela Europa:  Holanda, Alemanha, Áustria, Liechtenstein, Suíça, San Marino, Itália, Mônaco, com direito à Côte d’Azur e terminamos na França, Paris, cidade dos meus sonhos.

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Tenho um diário dessa viagem, pois como dá para perceber, não tenho preguiça de escrever.

Um dos pontos marcantes dessa viagem foi a visita a Berlim Oriental.

Estivemos lá em outubro e dia 9 de novembro o muro foi derrubado.

Muro de Berlim, 1986
Tivemos o privilégio e a tristeza de comparar os dois lados: em Berlim Oriental vimos a pobreza, a tristeza, carros velhos, prédios ainda destruídos pela guerra, a desolação! Na parte Ocidental a pujança, a modernidade, a liberdade explícita!

Duvido que alguém em sã consciência possa aceitar ou aprovar a mordaça do totalitarismo em um país!
“Sistema de governo totalitário: conceito político do homem como servo do Estado.”

Terminamos nossa viagem com mais quatro dias em Miami e Orlando.

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Nessa primeira incursão ao primeiro mundo percebemos claramente a diferença gritante entre o que é ser povo e o que é ser cidadão.

Em terras civilizadas a palavra do cidadão tem valor, pois o cidadão fala a verdade:  o seu direito termina realmente onde começa o direito do seu semelhante e prevalece o respeito às leis e às regras de boa educação.
Nunca mais fui a mesma depois dessa experiência!

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Interessante o trajeto dessa primeira viagem ao velho continente! Começou e terminou nos EUA! 😉
Mas não conheceu Portugal, snif!
Devo confessar a você que Hélio nega-se peremptoriamente a conhecer Portugal e Espanha... diz que de latinos bastamos nós... e só vai à França e Itália porque eu não abro mão!

Quase perdemos a amizade de uma amiga que mora na Espanha, e em 2014 insistiu muito para que fôssemos até Valência passar uns dias com ela... Não consegui convencer meu marido! Mudamos o rumo para o Mont Saint Michel que ainda não conhecíamos!

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Europa ou EUA?
Adoro a Europa, berço das civilizações, riquíssima em história, em relíquias, em tradições.

Mas a Europa é uma colcha de retalhos formada por pequenos países que, apesar do Euro, continuam cada um com seus usos e costumes independentes uns dos outros.
O Velho Mundo está mais velho do que nunca e menospreza a máxima que afirma com propriedade “que a união faz a força”.

Há vinte e cinco anos, num jantar com empresários, no Castelo de Saumur, no Maine-et-Loire, uma senhora francesa comentou, já muito preocupada, que a população da França (leia-se Europa de um modo geral) estava diminuindo a olhos vistos.

Castelo de Saumur, foto: Manfred Heyde
Há três anos ouvi novamente o mesmo comentário, de um preocupadíssimo amigo francês, só que com o agravante de que, enquanto a população de nativos europeus, encolhe a olhos vistos, a população de imigrantes muçulmanos cresce em proporções geométricas.

A população europeia vem minguando há décadas e percebe-se claramente a ocupação dos espaços pelos estrangeiros vindos da África e do Oriente Médio.

Temos amigos na França e na Inglaterra e sabemos de conversas ao pé de lareiras que em breve eles perderão por completo as suas características.

Nos Estados Unidos, acredito que a situação seja diferente, apesar do seu vasto território o povo é unido por um patriotismo fora do comum.
A vitória do Trump foi o grito pela soberania do país, foi uma guinada à direita, a reação de um povo politizado que morre pela democracia.

Não tenho o mínimo pudor em dizer que sou fã dos americanos, que tenho inveja do seu patriotismo ao ver a bandeira deles hasteada em todos os cantos daquele país.

D.R.
Mas a situação neste planeta está mais confusa do que nunca: creio que mesmo os melhores economistas e sociólogos estejam confusos com o que está acontecendo no mundo atualmente: Europa em crise, China fortalecida, Coréia do Sul com medo da Coréia do Norte, Rússia em acordos na surdina, Israel em graves conflitos com seus eternos inimigos, EUA de ponta com os comunistas declarados...

Será que deu mesmo a louca no mundo?

Vêm aí mil revoluções tecnológicas, a começar pelos carros autônomos e robôs quase assustadores, mudanças drásticas estão chegando, então torço para que novas guerras não aconteçam, e que a democracia se fortaleça cada vez mais, não só na América, mas no mundo todo!

E sim, foi um privilégio conhecer Berlim Oriental!
Como explicar, Anita, que haja (muita) gente fazendo proselitismo em favor desses regimes que tanto maltratavam o seu próprio povo?
Jim, seguramente o cérebro/coração dos seres humanos é uma incógnita. O lado funcional é conhecido e tratado por médicos das diversas especialidades, por psicólogos e psiquiatras... Mas há uma “pecinha” na gente que quando vem com defeito... gera os esquerdistas.

O Brasil vai melhorar, não acha não?
Sob o meu ponto de vista amador, creio que só haveria uma maneira de sairmos do fundo do poço: a instauração de um governo enérgico, que punisse severamente todo e qualquer crime; que punisse severamente os corruptos; que cuidasse da saúde do povo e que focasse no crescimento econômico.

Mas, acima de tudo, que investisse pesado na educação gratuita e obrigatória para todos. Só educação de primeira, extensiva a toda a população seria capaz de transformar o nosso povo carnavalesco, em cidadãos!

A educação não tira alegria de ninguém, o respeito às leis também não...

Mas é necessário um basta urgente a essa orgia do errado, que nos consome.

Aqui tudo está do avesso, polícia não pode tocar em bandido, que já é abuso de autoridade... esse é apenas um exemplo da inversão de valores que nos consome e nos torna reféns dos corruptos que ocupam cargos nos três poderes.

O Brasil é um país maravilhoso, todos sabemos disso. Temos riquezas naturais imensuráveis jogadas no lixo do descaso, do desleixo, da ignorância e da corrupção.

Muitas vezes fico sonhando com um Brasil colonizado por israelenses ou por japoneses, povos que vivem em terras áridas e são exemplo de prosperidade e riqueza.

Que sonho! Que potência seríamos usufruindo todo o cabedal de riquezas que possuímos...
O Brasil teria sim como melhorar, mas seriam necessárias mudanças drásticas, que, por enquanto, estão apenas em nossos sonhos.

“Muitas vezes fico sonhando com um Brasil colonizado por israelenses ou por japoneses, povos que vivem em terras áridas e são exemplo de prosperidade e riqueza!”
Por quê?  O problema fundamental do Brasil é ter sido colonizado por Portugal?
Quando falo que o Brasil deveria ter sido colonizado por israelenses ou japoneses, é porque imagino a organização desses povos, o senso de responsabilidade, a coragem e a educação que geram tanto a tecnologia quanto a cidadania, a serviço de nosso país...

E imagino povos com essa mentalidade, essa garra, explorando e aproveitando da melhor maneira possível o potencial desta terra maravilhosa.

Como imagino o Brasil japonês/israelense?
Pujante em escolas, universidades, rebanhos de gado, pesca, produção de grãos, frutas, verduras, campos lotados de gado, criação de porcos, galinhas, estradas, mineração... e portos e aeroportos, para facilitar a exportação.

Enquanto que sobre administração portuguesa basta um comentário: sabemos que só com ouro que eles levaram do Brasil, daria para construir uma ponte maciça Brasil/Portugal...

Mas fico me perguntando, sem conseguir chegar a uma resposta:
Se japoneses e israelenses chegassem a esta terra pujante teriam a mesma garra? Transformariam este paraíso agreste no país mais rico do mundo?
Ou acomodar-se-iam nas redes ao pé dos seringais, tal qual fizeram os portugueses?
Nunca saberei!

Você acha que Lula da Silva será preso?
Acho sim, que Lula acabará na cadeia!
Seus padrinhos ocultos e não ocultos lutarão muito para evitar que ele seja preso, mas a nossa voz falará mais alto e a justiça será feita.

Os crimes hediondos que ele cometeu contra nosso país não podem ficar impunes.

A pergunta que não foi feita?
Sou tagarela e teria mil histórias para contar, mas como isto é uma entrevista e não um livro de memórias, acho que está de bom tamanho... ou até maior do que deveria!

Uma derradeira mensagem para os nossos generosos leitores?
Eu gostaria muito que todos os seus leitores, que seguramente são pessoas de bem, não desistissem do Brasil, que não desistissem de lutar contra a corrupção, que gritassem bem alto o seu repúdio aos três corrompidos poderes, que acabaram com nossos sonhos de viver num país democrático, civilizado e justo.
Vamos lutar pela volta da verdadeira democracia, pela restauração da verdadeira justiça, pelo governo que merecemos.

Muito obrigado, Anita!

Conversas anteriores:
Dirnei Guedes: “Eu era um brasileiro puro sangue, que jogava papel nas ruas”

14 comentários:

  1. SINTO EM DISCORDAR, DA PARTE QUANTO À COLONIZAÇÃO PORTUGUESA.
    O BRASIL deve o seu tamanho aos portugueses e ao tratado de Tordesilhas. Esta tratado feito às escuras, porque ninguém sabia o que estavam dividindo.
    O tratado de Tordesilhas foi modificado pelo tratado de Madrid em 1750, que estabeleceu um limite 3 vezes maior que o Brasil tinha em 1494 pelo tratado de Tordesilhas.
    Somos o que somos, graças aos portugueses, queiram ou não queiram.
    O RIO GRANDE do SUL era dividido ao meio pelo tratado de Madrid, a região do índios Guaranis e jesuítas espanhóis ficaria com a Espanha.
    A Guerra Guara­nítica, em que espanhóis e portugueses destruíram as sete grandes missões jesuíticas, onde se desenvolvia uma verdadeira civilização missioneira adveio o Convênio de El Pardo (1761) anulava as decisões de Madri relacionadas ao Sul da América.
    Em 1777, para recuperar o território de Santa Catarina invadido por uma esquadra espanhola, Portugal aceitou os termos do Tratado de Santo lldefonso, que outorgava à Espanha os direitos de soberania sobre Sacramento e os Sete Povos das Missões.
    Assim mesmo colonos BRASILEIROS NÃO ACEITARAM E TOMARAM A REGIÃO CHAMADA DE SETE POVOS.
    Essa invasão determinou o TRATADO DE BADAJÓS EM 1801 devolvendo a região aos lusitanos.
    O lado espanhol se dividiu em mais de 15 países desde o México.
    Os espanhóis dividiram em 4 vice reinados, cada reinado dividiu terras entre duques e condes, que facilitou as revoluções.
    O Vice-reinado do Rio da Prata Fragmentou-se em quatro países: Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai.
    O Vice-reinado da Nova Granada englobava o Equador, a Colômbia e o Panamá.
    O Vice-reinado do Peru foi o vice-reinado que mais manteve sua unidade territorial.
    O Vice-reinado da Nova Espanha incluía boa parte do território atual do México, abrangendo ainda regiões incorporadas mais tarde ao sudoeste dos Estados Unidos.
    O resto eram chamados de regiões de segunda e foram divididos em capitanias que viraram diversos países.
    AGRADEÇAMOS À COLONIZAÇÃO PORTUGUESA POR NOSSA EXTENSÃO TERRITORIAL.

    Quanto á entrevista em seu bojo principal é interessante.
    fui...

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    1. Faço coro com o comentário do ilustre Vanderlei Rocha. A história mostra que se o Brasil houvesse sido colonizado por Anglo-saxões, poderíamos estar hoje com o IDH equiparado ao dos países africanos. Poucos foram os países, que colonizados por Anglo-saxões, lograram obter condições melhores do que as nossas. Há mais de 200 anos que o Brasil depende dos Brasileiros e não mais dos colonizadores.

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    2. Agradeço o ilustre que estou muito longe de ser.
      Se você entrar nos sites de melhores colonizadores verá que Portugal só não é pior que a França.
      Esta valoração se dá em IDH das colônias.
      Cada um a seu modo vai procurar um índice.
      Eu vejo por outro lado.
      A colonização americana foi feita por irlandeses e escoceses que a coroa Inglesa considerava rebeldes e os extraditava para a América.
      Escoceses e irlandeses não eram anglo-saxões.
      A Escócia era gaélica e descendentes de celtas.
      A Irlanda por diversos povos, cito alguns:
      Atácotos,
      Eóganachta,
      Soghain, e alguns outros.
      A Irlanda era habitada desde muito antes de Cristo.
      Segundo historiadores mais de 10000 anos AC.
      A Escócia desde 4000 anos AC.
      Pergunto qual influência manteve o Canadá grande, Francesa ou inglesa?
      Nenhuma foi o FRIO.
      Então resta somente 2 países grandes no mundo que foram colonizados:
      Estados Unidos e Brasil.
      E seus tamanhos são em muito por causa de seus colonizadores.
      Os americanos lutaram contra franceses e Ingleses para suas autonomias.
      O IDH de um país NADA TEM A VER COM SUA COLONIZAÇÃO, APENAS COM SEUS HABITANTES.
      FINALIZANDO, O PORTUGUÊS ADORAVA MISCIGENAÇÃO E A FIZERAM EM TODOS OS PAÍSES QUE COLONIZARAM.
      JÁ os ingleses, franceses, irlandeses e escoceses não eram muito adeptos. A França, a Inglaterra e Espanha foram os últimos países a terminarem com o TRÁFICO DE ESCRAVOS DA ÁFRICA.
      GRATO.

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    3. Tenho por norma respeitar muito a maneira de interpretar fatos de cada pessoa... Meus respeitos Vanderlei e Anônimo! Mas continuo lamentando a cultura que nos trouxe, aos poucos, à situação lastimável que vivemos hoje! Não temos absolutamente NADA do que nos orgulharmos!

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    4. Eu tenho muito a me orgulhar de ter sido colonizado pela terra de Camões.
      Se estudarmos direito a história veremos que ninguém foi mais brasileiro que Dom Pedro II. Porem degenerados brasileiros natos destituíram o imperador num golpe militar, sem apoio do povo, na calada da noite e iniciaram a REPÚBLICA CORRUPTA DO BRASIL. Realmente não temos absolutamente NADA do que orgulhar-mo-nos de nosso próprio povo. Justamente degradante ver o povo ter orgulho de um apedeuta. A cultura não nos levou a nenhuma situação lastimável. Essa situação não foi trazida, ela foi produzida por brasileiros. Se a vivenciamos hoje não é por culpa portuguesa, ESSA CULPA É NOSSA.

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    5. Anita Driemeier,
      Tenho por conduta, de que não sou, por exemplo, culpado da escravidão de outrora, de que eu, persona, não devo nada aos descendentes dos escravos.
      Também não culpo nada do passado pelas mazelas acontecidas e que acontecem. Nós devemos assumir a culpa do presente e do futuro.
      A mãe de HITLER não tem culpa de seu nascimento e seus atos futuros.
      Fossem religiosos culpariam Adão e Eva, Abraão, Moisés e Jesus.Talvez culpar a mãe do nordestino corrupto por te-lo posto no mundo.
      Eu, por mim e pelos meus, não faço.
      Grato por seu comentário.

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    6. Parabéns, Anita.
      Pelo que foi e és.

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  2. Parabenizo a Anita pelas respostas sinceras e muito coerentes, concordo com ela, em tudo que comentou. Um abraço ao entrevistador e entrevistada. PAZ. ORO.

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  3. Que maravilha de entrevista.
    Orgulho de se ser amigo desta grande brasileira, incansável na luta de um país melhor.
    1 abração!

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  4. Magnífica a entrevista da nossa amiga Anita Driemeier, que juntamente com seu marido Hélio, formam a dinâmica dupla apelidada por mim de "O Casal Vinte"! É o orgulho do nosso Grupo Brasil pra Valer.
    Almir Papalardo.

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  5. Parabéns Anita pelas respostas coerentes a sua personalidade e como pessoa humana, com uma visão política positiva para um país destruído pelo PT e esquerdistas. Saudades dos anos 70. Vamos continuar na luta por um país mais justo e humano. Abraços . Maria

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  6. Espetacular a entrevista com a Anita, pessoa inteligente e consciente das coisas que fez e faz, parabéns! Necessitamos de pessoas e casais assim, que se completam e lutam por um ideal maior. Li uma frase que resume bem a nossa luta: As eleições deste ano dirão mais sobre os eleitores do que sobre os eleitos. Das urnas sairá o atestado de maturidade da nação". Que Deus nos ajude!

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  7. Excelente entrevista, onde pode-se tirar o chapéu para muitas declarações da entrevistada.
    Não obstante, há que discordarmos de forma contundente quanto a questão de “culpar” os patrícios da terrinha pelo fraco desenvolvimento brasileiro, pela corrupção generalizada e pelo Vasco ter sido rebaixado a série B no campeonato. O esposo da Dona Lindy precisa conhecer Portugal de cabo a rabo e dar uma boa guinada nas opiniões.
    Entre nós brasileiros é comum afirmar que todas as nossas mazelas são derivadas da colonização portuguesa. Felizmente são poucos os (maus) brasileiros que depreciam o país perante um estrangeiro. Por mais problemas sociais, econômicos e presença da miséria que possua uma determinada nação, não se vê o nativo falar mal próximo a alguém de fora. Isso não significa que se deva largar de mão o melhorar das coisas no berço de nascimento. Na época da colonização da Terra de Vera Cruz, os portugueses que vinham para povoar , colonizar e “catequisar” eram muitos da educação duvidosa, gente de parcos estudos ,alguns até ex-presidiários.
    Entretanto , tal afirmação mais acima é temerária. Ela pode ter um quê de verdade, mas é um argumento esgotado para um país independente há quase dois séculos. Moçambique tem (ainda) algum direito de colocar a culpa em Portugal, por sua situação. Nós não.
    Trata-se de estupidez, colocar a culpa no passado, como se a História fosse uma sucessão de eventos mecânicos. Os cartórios, a burocracia e os privilégios inexplicáveis não estão aí hoje por culpa de Portugal. Estão aí porque há gente influente cujo modo de vida depende disso, gente que por sua vez bota a culpa nos portugueses para conseguir dormir à noite.
    A questão essencial é que comparamos nossa “ex-metrópole” Portugal com a Inglaterra. Talvez Portugal esteja num surpreendente segundo lugar como "melhor" metrópole. Mas a comparação com a Inglaterra empana todo o briho da medalha de prata. Tanto a grandeza do Império Britânico quanto o desenvolvimento das colônias que ele deixou para trás são fora-de-série.
    Outro ponto, análogo, é que o Brasil vive se comparando com os Estados Unidos , e com os países europeus desenvolvidos. Saímos perdendo, é claro, e ficamos deprimidos. Mas, por maior que seja nosso complexo de inferioridade, não cogitamos compararmo-nos à Grécia, ou com países balcânicos. Bem ou mal nós somos um país grande e com recursos. A Grécia mal tem água potável, por exemplo.
    Por outro lado, muitos países ditos desenvolvidos, que inclusive são meio que modelos para o Brasil atual, têm uma ficha corrida mais suja que pau de galinheiro na posição de metrópoles. A França é o melhor exemplo. Berço da democracia moderna e tal, mas deixou para trás o quê? Haiti. Guiana Francesa. Vietnã. Argélia — onde o Exército francês aperfeiçoou as técnicas de tortura, e não tendo conseguido manter a Argélia como colônia, ensinou as ditaduras latino-americanas a torturar para amortizar o prejuízo.
    Da mesma forma, Holanda, Bélgica, Itália, a própria Alemanha que a maioria supõe não tinha colônias, têm péssima ficha corrida, em particular no que se refere às colônias africanas. As coisas escandalosas que a Alemanha fez na II Guerra, e.g. experiências científicas com gente e matar por inanição, foram praticadas antes e em larga escala nas colônias.
    E se o Brasil fosse colonizado pelos ingleses? Os ingleses invadiram os EUA, entretanto, não dá para dizer que os EUA são fruto dos ingleses. Os EUA são resultado do trabalho dos próprios americanos que fundaram o país, que tiveram influência inglesa, européia e tantas outras.
    Os EUA tiveram a "sorte" de ter uma série de líderes “ Quebra tudo “ Benjamim Franklin e os outros fundadores dos EUA eram de pulso forte, empreendedores, inventores, filósofos, escritores etc. Enfim, bendita seja a democracia , que possibilita concordarmos com algo, discordando de outras coisas.
    Grande abraço.
    Sidnei Oliveira

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