quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Na areia da praia...

Foto: Berna
Sempre percebi nas afirmações que se reclamam "democráticas"justamente a falta de democracia. Pode ser por falta de informação ou intencionalmente. Explico melhor, no meu conceito (bem antigo) a Democracia (me refiro à democracia interpessoal) é a faculdade de ler/ouvir os outros com as suas opiniões diferentes ou antagônicas, sem cessar de os estimar e respeitar. Conviver com elas, não segui-las.
Enfrento o meu próprio "grupo", "movimento", afirmo as ideias que julgo melhores para o grupo/movimento, mudo-as quando convencido por outras. Mas não traio a mim próprio, isto é, mantenho-me leal aos princípios e convicções que adquiri ao longo.
Se e quando percebo que por detrás da surrada reclamação por democracia, existe um joguinho de cabo-de-guerra, não alinho em nenhum. E me afasto. Thats' it!...

Governo Lula está prestes a quebrar mais um recorde histórico

Oswaldo Colombo Filho
Em junho de 1972 e durante a campanha presidencial norte americana, aconteceu um caso de menor agravo moral, mas de igual repercussão e intensidade política, e que ficou conhecido como “caso Watergate” e  que levou à renúncia em 1974 o presidente da nação mais rica e poderosa do planeta, - Richard Nixon, e que assim o fez para evitar seu impeachment.
No Brasil, Fernando Collor de Mello, teve seu mandato impugnado depois de enorme manifestação popular em razão de provas cabais de corrupção em seu governo e de seus assessores próximos, no próprio Palácio. A prova cabal foi a comprovação da aquisição de um automóvel que era utilizado por sua família com dinheiro desviado, e que contou com o testemunho de um verdadeiro cidadão, Eriberto França - ex-motorista do Palácio do Planalto e que servia a Collor de Mello, e que quando indagado na CPI se não tinha medo de testemunhar retrucou de imediato “Meu patrão é o Brasil” (foi peça chave na denúncia de corrupção e no processo de impeachment).

A Prova dos Nove dos nossos políticos

Isabel Stilwell, Destak, 02-09-10

Se os chefes dessem a importância devida ao papel da secretária, ou os políticos ao dos assessores, uns e outros teriam muito mais cuidado nas suas escolhas.
Deles depende em absoluto, a sua própria imagem, e quanto mais emproado, mal-disposto e bipolar for o chefe/político, mais devia investir em que quem dá a cara por ele tivesse as qualidades opostas. Alguém que pudesse, a todo o instante, esconder esses defeitos, e vendê-lo como uma pessoa difícil, mas de coração de ouro; competente, mas com problemas pessoais em vias de resolução; inteligente, mas temporariamente embrutecido pela crise económica.
Ou seja, criaturas heróicas, capazes de engolir sapos e manter a lealdade, e capazes de levar quem as rodeia a acreditar que «aquele cretino não deve ser assim tão mau, porque pelo menos sabe escolher a equipa».

Michael Douglas fala da sua doença




Michael Douglas falou pela primeira vez sobre a sua doença, desde que lhe foi diagnosticado um cancro na garganta.
A primeira entrevista foi concedida a David Letterman’s, no David Letterman’s Late Show. Michael Douglas mostrou-se confiante e determinado em lutar contra a doença, diagnosticada em Abril.
De acordo com o que o actor revelou durante a entrevista, o tumor permanece isolado, sem se alastrar a outras zonas do corpo, o que torna mais fácil uma recuperação.
Michael Douglas, de 65 anos garantiu que, nesta fase, está a contar com o total apoio da família. Douglas está a submeter-se ao tratamento de quimioterapia há cerca de uma semana, e está neste momento a promover a sequela do filme “Wall Street”.



Relacionado:
Doctors find tumor in Michael Douglas' throat

Gabeira: metralhadoras nunca detiveram os meus passos


Governo invade sigilo fiscal

Cesar Maia
INVASÃO DO SIGILO FISCAL NO GOVERNO DO PT MOSTRA O QUE FARIAM SE CONTROLASSEM TAMBÉM O LEGISLATIVO!
1. Em janeiro de 1933, na Alemanha, depois de sucessivas quedas de gabinete, finalmente foi feito um acordo se aceitando entregar o cargo de chanceler (primeiro-ministro) a Hitler, cujo partido com menos de 30% dos parlamentares era, ainda assim, o maior. Na composição do governo, os nazis surpreenderam: não quiseram os ministérios da área econômica nem o ministério da defesa. Pediram o controle da POLÍCIA. Sabiam que para controlar o Estado, a Polícia era mais importante que as Forças Armadas. Em seguida, pediram ao Parlamento, alegando medidas urgentes, que Hitler pudesse governar por leis delegadas.
Franz von Papen, vice-chanceler alemão,
foi preso após discursar contra os nazistas.
2. O caminho do autoritarismo é o mesmo em todos os lugares: invade-se a liberdade de imprensa em nome de "abusos"; constrói-se um estado policial, terminando com o direito à privacidade dos cidadãos e, em seguida, se controla o Congresso, costurando uma maioria a partir de sua base, somando parlamentares dóceis aos "argumentos" do governo. A sessão do parlamento alemão -que abriu mão de seu próprio poder após a assunção de Hitler, na qual este esteve presente- foi de aclamação, com todos aplaudindo de pé. A popularidade de Hitler era imensa. Em 1934, na "Noite das Facas Longas", a SS aproveitou para assassinar alguns desses que ajudaram a construir o governo nazi em 30 de janeiro de 1933. Hoje não se precisaria tanto: a eliminação política bastaria. Imagine-se o que se tem de dossiês contra a base aliada para que essa se mantenha dócil.
3. A atual campanha eleitoral mostra o mesmíssimo caminho. As tentativas de intervenção na imprensa e as declarações reiteradas do presidente sobre a mídia. Depois -e só agora se sabe- a manipulação do Estado, com invasão de privacidade fiscal. Imagine-se quantas já se fizeram, e quantas são feitas invadindo o sigilo bancário. E os grampos... Afinal, foi o próprio coordenador da campanha nacional do PT que invadiu o sigilo bancário de um caseiro. Perdeu o cargo, mas continua forte como nunca. O mesmo em relação ao ex-ministro da casa civil: perdeu o cargo e continua forte como nunca no PT e na campanha eleitoral.

Dilma admite a existência do mensalão e deixa Lula em péssima situação

Candidata palaciana à sucessão do messiânico companheiro Luiz Inácio da Silva, a neopetista Dilma Rousseff tem levado ao desespero o staff de sua campanha. Tudo porque a presidenciável do PT tem confirmado em entrevistas o que o presidente Lula sempre negou.
Entrevistada pelo Jornal da Globo na última segunda-feira (30), Dilma, ao responder uma pergunta, acabou confirmando que os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão envolvidos com tráfico de drogas. Ou seja, são criminosos transnacionais. Isso complica sobremaneira a situação do PT, pois o partido tem histórica ligação com as Farc, desde a criação do Foro de São Paulo, algo comprovadamente inegável.

A metódica desumanização da televisão

Não confundamos a árvore com a floresta: o regresso do Big Brother é apenas uma anedota sem graça. O problema  é que passámos a viver numa cultura televisiva dominada pelos valores do Big Brother. Três valores, para sermos exactos: o esvaziamento de qualquer respeito humanista pelo indivíduo; a transformação do fait divers em lei dominante da informação; a desresponsabilização das câmaras face às pessoas que filmam. São, aliás, valores directa ou indirectamente acautelados pela legislação, em particular pela Constituição da República. O mais chocante é que as primeiras vítimas desta pornografia televisiva (que contaminou muitas áreas do jornalismo) são as que se calam. A saber: a esmagadora maioria dos membros da classe política. No dia em que algum político tiver a serenidade de dizer o óbvio, isto é, que o pior da televisão contamina toda a nossa vida social e afectiva, nesse dia algo mudará na cena política portuguesa. E também, por certo, na relação dos cidadãos com os políticos.

Militancy and the U.S. Drawdown in Afghanistan

The drawdown of U.S. forces in Iraq has served to shift attention toward Afghanistan, where the United States has been increasing its troop strength in hopes of forming conditions conducive to a political settlement. This is similar to the way it used the 2007 surge in Iraq to help reach a negotiated settlement with the Sunni insurgents that eventually set the stage for withdrawal there. As we’ve discussed elsewhere, the Taliban at this point do not feel the pressure required for them to capitulate or negotiate and therefore continue to follow their strategy of surviving and waiting for the coalition forces to depart so that they can again make a move to assume control over Afghanistan.
Indeed, with the United States having set a deadline of July 2011 to begin the drawdown of combat forces in Afghanistan — and with many of its NATO allies withdrawing sooner — the Taliban can sense that the end is near. As they wait expectantly for the departure of the International Security Assistance Force (ISAF) from Afghanistan, a look at the history of militancy in Afghanistan provides a bit of a preview of what could follow the U.S. withdrawal.

Um governo viciado na mentira


A mentira como método e como arma política tão imoral quanto eficaz

A farsa montada pelo governo para tentar culpar Verônica Serra pela violação do próprio sigilo fiscal tinha um tempo de duração. E então muitos leitores me perguntam, cheios de justo espanto:
“Reinaldo, por acaso eles não sabiam que a verdade acabaria aparecendo, que seria possível provar a falsidade da assinatura e até a do reconhecimento de firma?”
Respondo:
 Claro que eles sabiam!
É que estamos diante da aplicação de uma das teorias da comunicação, usada com desenvoltura por canalhas:
- espalhe a mentira:
- insista nela;
- faça com que ela pareça ter o mesmo peso da verdade;
- transforme tudo numa mera guerra de versões
Resultado: uma parte da opinião pública desiste do caso no meio do caminho e se conforma com a mentira. Para essa gente, não levar a mentira ao ar seria pior: todos ficariam expostos só à verdade. E a verdade não lhes interessa.
Há estudos a respeito da eficácia desse procedimento — estudos críticos, claro! Os que têm compromisso com a verdade usam esse saber para tentar desvendar as farsas oficiais. Os que não têm o fazem para construir farsas oficiais. Ademais, não lhes digo nenhuma novidade. A máxima atribuída a Goebbels, o ministro da propaganda do nazismo, fala por si: uma mentira repetida muitas vezes vira verdade.

Monica Serra: é isso que fazem as ditaduras

Catia Seabra, Folha de São Paulo
Monica Serra
Mulher do tucano José Serra, a psicóloga Monica Serra duvida da inocência da petista Dilma Rousseff na violação do sigilo de sua filha, Veronica. Monica diz que não se conformará com a responsabilização de servidores.
Folha - Como reage à quebra do sigilo de Veronica?
Monica Serra -
 Coisa de quem não tem família, um atentado à democracia que tanto custou aos brasileiros. Temos uma vida limpa, valores, princípios. E o governo deixa as portas abertas para essa quadrilha banalizando tudo. Todos têm que se sentir ameaçados. Já sofremos com duas ditaduras. [No Chile], vi meu filho, de nove meses, com um cano de arma na cabeça. É isso que fazem as ditaduras. Ameaçam os filhos. O que estão fazendo com a Veronica é para atingir o Zé, me atingir. Peço que deixem minha família em paz. (…) Isso é um crime. Não vou me conformar em dizer que é uma simples funcionária, coitada. Quem é o mandante?
E o argumento de que há um balcão de compra?
Desculpas estapafúrdias. Você acha que o povo é ingênuo? Estão tratando todo mundo como bobo.
Como havia notícias, nunca suspeitaram de violação?
Quando tem campanha, fazem esse tipo de coisa. Nunca tinha chegado tão longe. Havia ameaças, ouvir dizer. Mas eu não tinha visto.
Sente-se ameaçada?
Eu e o Brasil. As instituições não estão funcionando e querem culpar uma funcionária. Não levam em conta que está acontecendo só com pessoas ligadas ao PSDB. Querem que a gente acredite e dê atestado de quê? Quero respeito com minha família. Não admito uma coisa dessas. Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.

Moçambique: 2º dia de revolta popular

Governo reuniu de emergência e decidiu manter os aumentos de preços e impor a ordem nas ruas.
As barricadas voltaram a cortar as principais avenidas e a polícia disparou de novo sobre os manifestantes.
Polícia junto a uma barricada em Maputo. Foto de ANTONIO SILVA / LUSA

Reunido de emergência na manhã desta quinta, o Conselho de Ministros de Moçambique manteve a decisão de aumento dos preços dos bens essenciais, como o pão, a água e a electricidade, e apelou à calma da população, que deve “trabalhar arduamente” para reduzir o custo de vida no país. O porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, disse que a solução para os problemas dos moçambicanos passa pelo trabalho. “Estamos num barco em que não há passageiros e comandantes”.

Polícia alemã evita sequestro em posto de gasolina

G1
Homem armado com faca entrou no posto e fez quatro reféns.
Ele tentou fugir com uma mulher, mas foi paralisado com arma de choque.

Uma ação rápida e precisa da polícia alemã evitou um sequestro sem deixar vítimas, nesta quinta-feira (2 de setembro).
Armado com uma faca, um homem entrou num posto de gasolina e fez quatro reféns. Depois da chegada da polícia, ele tentou fugir, levando uma mulher com ele. Os policiais tentaram negociar, mas o homem estava irredutível.
Um agente usou uma arma de choque que derrubou o sequestrador. O homem foi preso e não revelou os motivos do ataque.

José Serra: todos somos Francenildos

O tucano José Serra discursou ontem num encontro de prefeitos em São Paulo que apóiam a sua candidatura à Presidência e a de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo. Foi uma fala bastante clara em defesa da democracia. O presidenciável procurou marcar as suas diferenças com a adversária Dilma Rousseff.
Imprensa
Serra exaltou a liberdade de expressão e afirmou:
“Dia sim, outro também, alguém deste governo fala em controlar a imprensa. O partido do governo sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa. A expressão, bonita, é ‘controle social’, como se a palavra ’social’ pudesse legitimar o conteúdo horroroso. maquiar as más intenções. Em palavras diretas, querem estabelecer comitês partidários para decidir o que os jornais e as revistas poderão ou não publicar, as rádios, TVs e a internet poderão ou não veicular. Querem sufocar economicamente quem ousa discordar.”
Somos todos Francenildos
O presidenciável tucano fez referência ao aparelhamento de Estado e à violação do sigilo fiscal de tucanos e de sua própria filha, Verônica. Lembrou uma personagem tristemente célebre da penúria em que se encontra o estado de direito: o caseiro Francenildo, que teve quebrado o seu sigilo bancário:
“Os brasileiros e brasileiras precisam ser livres para não temer que o Estado, financiado com o dinheiro de todos nós, seja ocupado por uma máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas, que viola nossos direitos fundamentais. Como, por exemplo, o direito ao sigilo bancário e fiscal. As notícias estão aí: o segredo fiscal de pessoas que o governo identifica como adversárias foi quebrado por gente na Receita Federal evidentemente a serviço de uma operação político-partidária.
Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo fiscal de representantes da oposição, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo telefônico e de correspondência de adversários, viola-se a Constituição. Não perguntem jamais quem é Francenildo Pereira. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós. Não passo a mão na cabeça de malfeitores. Exijo é que se respeitem os Francenildos e as Marias, os Josés e as Anas.”

Quanto custa um carro no mundo?





A revista Época levantou uma comparação com o preço cobrado pelo Corolla em outros países. De 13 países pesquisados, o Brasil é onde ele custa mais caro. Nos Estados Unidos, ele é vendido por R$ 32.800 (US$ 19 mil), menos da metade do preço daqui. Na China, por R$ 37.100. No México, por R$ 37.200. Na Alemanha, por R$ 50.700. O preço médio dos 13 países é de R$ 45.800, 60% do preço nacional.

É claro que:
  1. aqui se ganha muito mais, por exemplo, do que nos Estados Unidos;
  2. aqui este dinheiro é distribuído pelo governo aos pobres, tanto que temos uma distribuição de renda muito melhor do que a do Japão;
  3. aqui este dinheiro serve para nos proporcionar serviços públicos muito melhores do que os da Alemanha.

José Serra: não preciso de marqueteiro que mude a minha cara

Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas.

Fico feliz de estarmos todos reunidos neste momento tão crucial para a História do Brasil. Qualquer eleição é sempre uma aposta sobre o futuro, mas só se pode olhar para o futuro tendo o passado como referência.
Vejo nos olhos de cada um de vocês o reflexo da luta que travamos pela democracia, aqueles anos de sacrifício em que demos nossas melhores energias para que hoje todos os brasileiros pudessem ter sua voz ouvida.Vejo nos olhos de vocês os reflexos da luta que empreendemos para reconstruir o Brasil.  Eu quero dizer que tenho muito orgulho do Brasil democrático que eu ajudei a construir. Eu me reconheço neste Brasil que se deseja cada vez mais livre e vibrante. Tenho certeza de que o mesmo orgulho bate no peito de cada um de vocês. E é essa caminhada comum que me inspira a enfrentar os imensos desafios colocados diante de nós.
Aliás, que futuro queremos para os nossos filhos e netos? Quando entramos numa luta dura, como esta agora, acho que é a primeira pergunta a se fazer. Eu disse em 10 de abril: “No país com que eu sonho, o melhor caminho para o sucesso e a prosperidade será a matrícula numa boa escola, e não a carteirinha de um partido político.”

Lula transforma crime político em "falsidade ideológica"


Reinaldo Azevedo
Lula comentou, claro, os descalabros cometidos pela Receita Federal. Vamos ler?
“Eu não tenho por que duvidar da palavra da Receita, que diz que teve um pedido e também não tenho por que duvidar da filha do ex-governador Serra, que disse que [a assinatura da procuração] foi falsificada. Então, cabe agora provar quem falsificou e se é falsificada e prender o falsificador porque ele cometeu um crime grave no Brasil: falsidade ideológica”.
Parece fala de improviso? Não é!
- Lula já sabia que se tratava de uma falsificação grosseira.  ISSO FICARÁ PROVADO!
- Prender o falsificador é, sem dúvida, necessário. Crime de “falsidade ideológica”? Ah, pode ser também. Ocorre que o crime é, antes de tudo, político.
Lula falou mais coisa. Vamos lá, quase frase a frase:
A Receita é uma instituição de muita credibilidade. Não vamos dizer que a Receita perdeu a credibilidade antes de a gente saber o que aconteceu.

Lula, a alma deformada

Olavo de Carvalho


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tempo de nulidades


Em que pese o grande progresso material atingido pela humanidade no que tange aos avanços da ciência, da tecnologia e dos meios de comunicação, vivemos grandes paradoxos. Entre os absurdos da atualidade se pode observar que, apesar do acesso ao conhecimento e à informação, algo nunca antes existido para as grandes massas populacionais em todo planeta, o ser humano permanece ignorante e desinformado. Por conta disso, aumenta a manipulação dos poderes político e econômico e se vive um tempo de nulidades que são aceitas e projetadas com êxito na literatura, na música, no teatro, nas artes plásticas, no esporte, na economia na política, enfim, em todas as atividades que se tornam vulgares, artificiais, aviltadas. 
No que diz respeito à política não é difícil constatar que o Brasil se tornou o reino das nulidades, algo que se vem acontecendo de forma acentuada há quase oito anos. Como conseqüência, o eleitor sofreu um retrocesso voltando aos tempos que lembram a obra de Victor Nunes Leal, “Coronelismo, Enxada e Voto”. Em novos tempos, novos votos de cabresto, novos currais eleitorais.

Tartaruga que viveu 30 anos sem o mar superou desafio de atravessar o Atlântico


Helena Geraldes, O Público, 31-08-2010
A Calantha esteve mais de 30 anos sem o mar, num tanque do Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. Desde que foi devolvida ao oceano, no ano passado, esta tartaruga nadou 10.600 quilómetros, em linha recta, e conseguiu atravessar o Atlântico, numa das maiores migrações conhecidas.

A libertação de Calantha no oceano. Foto: Zoomarine
A Calantha, fêmea da espécie tartaruga-comum (Caretta caretta), chegou a 30 de Agosto às praias das ilhas britânicas Turcos e Caicos, nas Caraíbas. Foi uma viagem que durou 332 dias, num mar que não via há mais de 30 anos.
“Sabemos que está saudável, que foi capaz de se defender [durante a travessia do oceano] e que soube reencontrar o seu rumo. Não se perdeu no meio do mar”, contou ao PÚBLICO Élio Vicente, biólogo marinho e director de Ciência e Educação do Zoomarine.
Hoje está nas Caraíbas, numa zona que serve de alimentação, reprodução e postura para muitas tartarugas de espécies diferentes.
Mas para que esta viagem fosse possível, a Calantha passou por cerca de cinco anos de recuperação, no Porto d’Abrigo, Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do Zoomarine.
Para esquecer os mais de 30 anos que viveu numa piscina pequena, rodeada de pessoas todos os dias. Quando chegou ao centro de reabilitação, a 13 de Outubro de 2005, a tartaruga pesava 115 quilos.
“Primeiro ensinámos-lhes que os humanos não são amigos”, enumerou o biólogo marinho. Depois, a Calantha reaprendeu a capturar o seu alimento, especialmente caranguejos e peixes. “Como tinha perdido as técnicas de captura de presas, ensinámos-lhe a identificar o alimento e a ir buscá-lo”. Por fim, “foi essencial pô-la a nadar e a mergulhar o mais possível, para exercitar a sua musculatura”.

Contra as execuções no Irã


Major Tom 01 de setembro às 01:43 
Caríssimos,
Quero agradecer a todos os que estiveram no sábado no protesto que se realizou no Largo de Camões. Foi um protesto organizado numa dezena de dias por cerca de uma dezena de pessoas. Houve falhas e de certeza que cometemos erros. Mas, para uma tarde quente dum sábado de Agosto, penso que tivemos níveis de participação e cobertura mediática muito interessantes. Certamente suficientes para nos sentirmos motivados para nos prepararmos para um próximo evento, melhor e mais participado. Sim, haverá um próximo evento. As condenações à morte e as execuções não vão acabar de um dia para o outro no Irão. Gostava de poder ser optimista para acreditar que a pressão internacional pode salvar a vida de todos os que se encontram nos corredores da morte das prisões iranianas. Tenho que ser realista e acreditar que as nossas acções podem ir adiando a execução de alguns prisioneiros e salvar algumas vidas. Penso que se toda a pressão internacional servir para salvar uma única vida já terá valido a pena termos sacudido a nossa inércia e agido.

A dinâmica da eleição presidencial

Cesar Maia
1. Quando se forma uma onda forte de opinião pública, ela cobre espaços que não são necessariamente os seus, quando a maré baixar. O crescimento meteórico de Dilma para os 50% das intenções de voto se enquadra nisso. Parte desse crescimento se deu por impacto do conhecimento que Dilma é a candidata de Lula. Com isso, inibe a opinião dos que não necessariamente optarão por ela.
2. Isso tem ocorrido frequentemente em várias eleições. O favorito sobe no início além de seu teto, pois o "jogo de coordenação" nas bases se dá na frente e impressiona todos os eleitores. É como fazer pesquisa uma hora depois de uma distribuição de material numa praça. A memória do nome panfletado está mais viva.

PT: princípios da Dominação pela Propaganda

Joseph Goebbels


Durante quatro eleições presidenciais o PT tentou elevar ao cargo máximo da República o pernambucano Lula da Silva. Por que só na quarta eleição conseguiu? Por que finalmente o ex-sindicalista foi considerado carismático, gênio da raça, “luz do mundo”? A resposta é simples: porque nas três eleições perdidas a propaganda do PT era fraquíssima. Só quando Duda Mendonça entrou em cena foi que as coisas mudaram. O eleitorado cativo de 30% foi ampliado e eleitores antes avessos ao discurso incendiário do líder sindical se rederam à barba aparada, ao terno Armani, ao discurso conciliador que nada tinha mais a ver com o prometido e nebuloso socialismo petista que, diga-se de passagem, nunca foi esclarecido.
Na propaganda da quarta eleição e, sobretudo, na manutenção do poder petista, o marqueteiro real colocou em prática alguns princípios que ilustrarei com uns poucos exemplos para melhor compreensão das técnicas empregadas.
1 – Simplificação ou inimigo único – É importante ter um símbolo e transformar o adversário em um único inimigo. Os símbolos tem se sucedido: Fome Zero, pré-sal, PAC. O adversário é a “elite”, apesar de Lula e companheiros serem hoje a elite do poder, econômica e política. Faz tempo que o PT largou o macacão e veste Armani. Mas para efeitos externos, elite é inimiga e coisa ruim e o presidente da República um pobre operário.