quinta-feira, 4 de julho de 2019

Brésil: Jair Bolsonaro n’est peut-être pas le dictateur annoncé

Le Trump brésilien met en place ses mesures radicales

Mathieu Sauvajot

Macron a rencontré Bolsonaro au Japon lors du dernier G20. Climat et traité économique avec le Mercosur ont été abordés avec la meilleure entente. De leur côté, les électeurs du nouveau président brésilien jugent le bilan des six premiers mois globalement encourageant. Ses partisans voient d’un bon œil les principales politiques entreprises vis-à-vis de l’économie, du port d’armes ou de l’immigration… Sur la répartition des terres, Bolsonaro a en revanche connu son premier revers. A vous Brasília !

Bolsonaro, Brasília, 17 juin, photo: Eraldo Pires/AP/SIPA
Mardi 1er Janvier 2019, le drame que les humanistes, progressistes et démocrates dignes de ce nom craignaient est arrivé : l’investiture de Jair Bolsonaro a eu lieu, faisant du politicien si controversé le nouveau président du Brésil pour les quatre années à venir. Près de six mois plus tard, il semble que le soleil ne se soit pas éteint pour autant de ce côté de l’Atlantique. N’en déplaise à certains, l’avènement d’une nouvelle dictature que tant de visionnaires avaient annoncée des mois avant l’élection ne s’est pas produite.

Les critiques pleuvent toujours autant, certes, mais il était peu probable de voir sa cote de popularité monter auprès de l’opposition ; ainsi, il serait peut-être plus judicieux de s’intéresser à l’avis de ceux qui ont osé voter pour le diable en personne lors du dernier trimestre 2018.

Répartition des terres: on attendra
A peine élu, une première mesure phare tombait : le nouveau président entendait réorganiser la manière dont les terres indigènes brésiliennes étaient attribuées et délimitées, car rappelons-le, près de 13,5% du territoire – essentiellement situé en Amazonie – appartient à moins de 1% de la population, le tout géré par la FUNAI (Fondation nationale de l’indien). Si cette gestion a été pendant quelques mois du ressort de Tereza Cristina Da Costa, ministre de l’agriculture, une commission réunie fin mai a décidé que cette responsabilité devait bel et bien continuer de dépendre de la FUNAI…

Du côté des partisans de Jair Bolsonaro, ce revirement de situation déçoit, car même si bon nombre d’entre eux disent comprendre les revendications indigènes, ils considèrent tout de même que certaines terres occupées pourraient être bien mieux employées économiquement parlant. La plupart de ces terres abritent d’importantes ressources naturelles, qui seraient utiles à la création d’emplois d’un pays où un quart de la population vit sous le seuil de pauvreté (source : Banque mondiale). Mais que valent de tels constats face à des considérations écologiques et ethniques ?

Pacte mondial sur les migrations, rejeté!
Courant décembre 2018, la quasi-totalité des nations membres de l’ONU, Brésil compris, ratifiaient le Pacte mondial sur les migrations, rappelant à ceux qui l’auraient oublié combien il serait misanthrope de ne pas venir en aide à son prochain, au détriment des problèmes nationaux.

O Brasil está mudando

Quem assaltou a Petrobras, o BNDES, a Caixa, os Fundos de Pensão...?

Além de apontar Lula como o grande articulador do esquema de corrupção no BNDES, Antonio Palocci disse na sessão secreta da CPI que as gestões do PT distribuíram para as empresas amigas nada menos que R$ 500 bilhões.

Mas os petistas e seus satélites querem convencer você de que o verdadeiro ladrão é o juiz que prendeu o ex-presidente.
Luiz Berto, 4-7-2019


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Charada (921)

Alexandra
e Romão
aprenderam
a falar e a ler uma
língua
estrangeira.
Qual?

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Por que as fripouilles só bradam por um único nome?

Por que o ex-juiz (agora Ministro, graças a Jair Bolsonaro que teve a iniciativa de o convidar para ministro – vale registrar que o então candidato à presidência da República, Senador Alvaro Dias, repetiu em sua campanha a promessa de, se eleito, convidar Sergio Moro para ministro da Justiça), Sergio Moro, é insultado e achincalhado, porque, segundo as “fripouilles”, teria sido parcial no seu trabalho – que levou a julgamento e condenação judicial  a maior mentira vital que o Brasil conheceu, e sofreu! –  não emitem um pio sobre os tantos outros corrompidos e PRESOS – a maioria amicíssima da vergonha do Brasil? (Precisa citar os nomes?)

Facebook, WhatsApp e Instagram têm problemas de carregamento

Jonas Valente

Usuários das redes sociais Facebook, Whatsapp e Instagram relataram dificuldades na operação das plataformas hoje (3). As três redes pertencem à companhia Facebook, com sede nos Estados Unidos. No Brasil, a rede social de mesmo nome e o Whatsapp são acessados, cada um, por mais de 130 milhões de pessoas. A instabilidade foi sentida em diferentes regiões do mundo.


Entre os problemas informados estavam a não disponibilização de imagens no Facebook. Também no Whatsapp, usuários disseram não conseguir carregar imagens ou enviar e ouvir áudios.

Mensagens nas próprias redes e em outras, como no Twitter, repercutiram o problema. A hashtag #facebookdown estava entre as principais nos trending topics do Twitter, ao longo da manhã. Memes com o fundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, ganharam a web.

Por meio de sua conta no Twitter, o Facebook afirmou que “está ciente que algumas pessoas estão tendo problemas para subir ou carregar imagens, vídeos e outros arquivos nos nossos apps”. E completou, se desculpando: “Pedimos desculpas pelo problema e estamos trabalhando para trazer as coisas ao normal novamente o mais rapidamente possível.”
Título e Texto: Jonas Valente; Edição: Maria ClaudiaAgência Brasil, 3-7-2019

Hackers, bandidos da internet, a serviços políticos


Júlio César Cardoso

Hackers, bandidos da internet, certamente encomendados por quem tem interesse em macular a imagem da Operação Lava Jato e prejudicar as figuras de Sérgio Moro e Deltan Dallagnol, os quais, em equipe, foram responsáveis por desmantelar uma quadrilha de políticos e ex-políticos que assaltavam a nação, inclusive um deles foi condenado em três instâncias e continua preso na Polícia Federal,  embora  insista espernear  jurando inocência.

É vergonhoso que um ato criminoso de invasão de privacidade, que deveria ser veementemente condenado ainda seja usado para denegrir a imagem de Sérgio Moro. Mas não vão. O Brasil inteiro está do seu lado.

Luiz Roberto Barroso, ministro do SFT, assim se manifestou: “Tenho dificuldade em entender a euforia que tomou os corruptos e seus parceiros”.

Pois bem, a euforia dos corruptos e de seus parceiros ficou bem estampada no delírio da claque petista ainda magoada pela condenação em três instâncias por corrupção e formação de quadrilha do “impoluto” ex-presidente Lula, uma peça rara que conseguiu ficar rico só vivendo de política.

Era uma vez um país...


João Cesar de Melo

Era uma vez um país onde todos reclamavam da corrupção e da impunidade.

Então, apareceu um juiz e um pequeno grupo de procuradores investigando um gigantesco esquema de corrupção que envolvia políticos, altos funcionários públicos e grandes empresários corruptos. Todo mundo apoiou.

Porém, ao se descobrir que Lula estava entre os mais de cem bandidos investigados, a esquerda jogou no lixo todo o seu discurso contra a corrupção e passou lutar em favor dela – além de atacar ferozmente a Lava Jato, foi contra todos os projetos que acabariam com o foro privilegiado.

A “direita” (reaças, conservadores, liberais e todos os cidadãos que não professam o petismo), por sua vez, vem apoiando a Lava Jato desde o início.

Dois fatos ilustram bem o atual cenário:

Eleitores do Aécio Neves em 2014 não foram em defesa dele quando ele foi denunciado. Muito pelo contrário. Ele foi xingado e expulso de um ato pró-impeachment na Av. Paulista e o nome dele desapareceu das pesquisas de intenção de voto para presidente da república, o que mostra que do lado de cá, não existe corrupto de estimação.

Do lado de cá, as pessoas se permitem se decepcionar; e a decepção faz parte da vida, abre espaço para outras pessoas, outros caminhos.

Prints mostram militância de Glenn disfarçada de jornalismo


Os Pingos nos Is, 3-7-2019

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"Que inocentes?!”, perguntou o ministro Sergio Moro


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Derrotada e sem argumentos, esquerda acaba com reunião com deputado ofendendo Moro: “Juiz ladrão” (+ vídeo)



O Antagonista, 2-7-2019


Dois lados da vida

Nelson Teixeira

O mundo pode ser visto por dois ângulos! Dois lados: duas interpretações; Eterna dualidade: Bem e Mal!

O que é bom para uns é péssimo para outros!...

O que é aceitável para alguns é completamente inaceitável para outros!

Quando se quer julgar, seria importante enxergar os dois lados antes de decidir de que lado vai se posicionar...

Quando você vai dizer quem está certo entre dois amigos, independente de quem possa estar certo, você acabou de perder um amigo, mas se for opinar quem está certo entre dois estranhos, certamente ganhará um amigo.

Nunca esqueça que a moeda tem dois lados.
Título e Texto: Nelson Teixeira, Gotas de Paz, 3-7-2019

Charada (920)

Um maestro dirige
uma pequena orquestra
composta por
5 mulheres e 5 homens.
Contando com
apenas essas 10 pessoas,
quantos grupos
diferentes,
com 5 músicos,
conseguirá o
maestro obter?


terça-feira, 2 de julho de 2019

Acordo com UE abre apetite negociador de outros países, diz chanceler

Próximos acordos incluem EFTA, Canadá, Singapura e Coreia do Sul

José Romildo

O anúncio do fechamento do acordo Mercosul-União Europeia vai provocar o surgimento de um “apetite negociador” por parte de outras nações em favor de investimentos no Brasil ou em associação com o bloco da América do Sul, disse nesta terça-feira (2) o chanceler brasileiro Ernesto Araújo [foto].

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Estamos muito próximos de um acordo com o EFTA (Associação de Livre Comércio composta pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein) e com o Canadá, talvez no segundo semestre de 2019”, disse Araújo. Segundo ele, também está próximo o fechamento de um acordo do Mercosul com Singapura e com a Coreia do Sul.

Ao lado do embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, que chefiou a delegação de negociadores brasileiros que discutiu a parte comercial do acordo, Ernesto Araújo afirmou que já é possível prever a materialização de investimentos em todo o Mercosul, antes mesmo da assinatura do acordo com a UE.

Ações

Araújo e Costa e Silva apresentaram uma série de ações que precisam ser adotadas antes que o acordo seja assinado. Em um primeiro momento, tanto a União Europeia quanto o Mercosul estão realizando uma revisão legal de todos os documentos elaborados pelos dois lados. Depois desse procedimento, a UE vai traduzir cada um dos documentos para todos os idiomas falados na Europa.

Após dessa etapa, os termos do acordo vão ser examinados pelos parlamentos dos países da UE e do Mercosul. O Parlamento Europeu, que é composto de parlamentares eleitos pelos cidadãos que integram a UE, vai examinar só a parte econômica e comercial do acordo. Uma vez aprovados pelos parlamentares europeus (e também pelos congressos de cada um dos países do Mercosul), todos os tópicos econômicos e comerciais negociados entre a UE e o Mercosul entrarão em vigor imediatamente.

Já a parte política negociada entre os dois blocos não será apresentada ao Parlamento Europeu e sim aos parlamentos de cada uma das 28 nações que compõem a União Europeia. Portanto, os tópicos políticos só entrarão em vigor depois que os parlamentos de cada países europeus aprovarem o teor dos documentos. Já os congressos do Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina vão se responsabilizar não só pela aprovação dos tópicos políticos, como também pelos tratados econômicos e comerciais propostos pelos negociadores.

[Aparecido rasga o verbo] Sono invulgar

Aparecido Raimundo de Souza

ARTEROSCLEROSO FOI FLAGRADO enquanto dormia na sala de aula. Boca aberta roncava e babava. Vez em quando, restrugia, tempestuando uns sons que estralejavam acima do normal. Os colegas em vista disso, dispostos em derredor de sua ociosa prostração, algazarravam imitando o desditoso moleque. A tia Virgínia, professora de português, a certa altura, quase a perder o fio de meada e, sobretudo, furiosa, face aquela falta de atenção de seu aluno, e por conta dele, a classe inteira descaseada em alvoroço, achou por bem acordá-lo, e, ato contínuo, mandá-lo para casa. Como era a primeira cochilada, apesar de muitíssimo aperreada com a falta de modos do garoto, daria uma chance.

Perdoaria o moleque não tomando nenhuma decisão mais drástica, como encaminhar o dorminhoco para a diretoria, ou o que considerava mais incisivo que isso, advertir os pais com um bilhete para que viessem ter com ela uma conversa de pé de ouvido. Assim que Arteroscleroso saiu de cena, a mestra, à promessa de uma compensação a ser observada na próxima aula, pediu para que os demais esquecessem aquela cena objetivando que a notícia não virasse chacota e vazasse, ou fosse parar nos ouvidos dos responsáveis pelo moleque cansado. Quanto a isso, tudo transcorreu dentro da normalidade esperada. E o caso, de fato, caiu arquivado no esquecimento.

Em contrário, a mãe do moleque, dona Ximanga, vendo o filho mais cedo em casa, ficou com a pulga coçando atrás da orelha, além de obstinadamente cabreira. Resolveu tirar a história a limpo assim que ele cruzou o portão de entrada:
- Ar, - perguntou, de chofre. - Por que chegou antes do horário previsto?
O piá se fez evasivo e peremptório:
- Não cheguei mãe!
Dona Ximanga insistiu resoluta:
- Como não? Seu horário é às cinco da tarde e ainda não deu três horas. Qual o motivo do seu regresso tão repentino?

Arteroscleroso teimoso como uma mula, rebateu na tecla do que havia dito:
- Estou dentro do meu horário, mãe.
A mulher começou a dar sinais de impaciência diante daquela lorota arguciante:
- Não minta...
O guri desconversou embaiado num logro que se fazia visível:
- Seu relógio é que está errado, mãe.

Dona Ximanga bateu com a mão esquerda sobre o tampo da mesa. Um vaso que sobre ela estava, à guisa de enfeite, com uma flor de plástico entubada, deu um salto, como se tivesse, de repente, se assustado:
- Ar, não se faça de besta e não me tire como tonta.
Arteroscleroso seguiu reservado no inalterado da sua resposta una:
- Não estou lhe tirando...

Charada (919)

Durante
um dia (24 HORAS),
quantas vezes
o ponteiro das
horas dá a volta
ao mostrador
de um relógio?

"Daniel na cova dos leões"

"Daniel dans la fosse aux lions", Horace Vernet, 1857

"Daniel in the Lion's Den", Peter Paul Rubens, 1615, National Gallery of Art, Washington D.C.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Seis meses de governo Bolsonaro: um breve balanço

Rodrigo Constantino

Foto: Alan Santos/PR
O governo Bolsonaro completou seis meses de vida. Qual o balanço até aqui? Começando pelo final, é inegável que sua gestão teve um bom trunfo para mostrar com o histórico acordo entre Mercosul e União Europeia. Trata-se de algo que vinha sendo costurado há duas décadas e finalmente foi assinado, com algumas concessões importantes, mas que em linhas gerais significam mais comércio mundial para nossas empresas e insumos importados mais baratos para nossos consumidores e também empresas. Mais comércio global é sempre algo a ser festejado.

Fora isso, a ala liberal da economia tem trabalhado duro para destravar os obstáculos criados pelo governo. A MP da Liberdade Econômica foi nessa direção, e há várias outras iniciativas de desburocratização na pauta. A agenda de privatizações segue andando também, com as principais estatais vendendo ativos, enxugando quadro e devolvendo recursos para o Tesouro, no caso dos bancos. Claro que um liberal gostaria de ver mudanças mais rápidas aqui, mas é preciso compreender as limitações práticas do mundo político, ainda mais com a reforma previdenciária em tramitação no Congresso.

E eis aí a prioridade número um do governo. Está andando, com altos e baixos, cortes eram inevitáveis, e alguma desidratação será parte natural do processo. Mas a população já entendeu a urgência dela, e ai dos parlamentares que votarem contra ou tentarem modificar sua essência: pagarão um alto preço político.

Movimentos promovem atos em apoio a Moro e à Lava Jato

Manifestações foram realizadas em várias cidades

Alex Rodrigues, Alana Gandra e Camila Boehm

Copacabana, Rio de Janeiro, 30 de junho de 2019, foto: Pilar Olivares/Reuters

Movimentos como o Nas Ruas, Vem Pra Rua e o Brasil Livre (MBL) realizaram hoje (30) em várias cidades brasileiras manifestações de apoio à aprovação de mudanças nas regras para aposentadoria e do chamado pacote anticrime.

Os atos também servem de defesa à Operação Lava Jato, com a qual o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) investigam um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo políticos e empresários, e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Segundo os organizadores, os atos foram convocados em mais de 200 municípios.

Rio de Janeiro
A manifestação pró-ministro Sergio Moro e em apoio às medidas econômicas do governo federal, convocada por vários movimentos da sociedade civil, levou milhares de pessoas à praia de Copacabana, zona sul da capital fluminense. Bandeiras gigantes nas cores verde e amarelo cobriram várias ruas de Copacabana a partir das 10h.

Os manifestantes se estenderam do Posto 5, na altura da Rua Sá Ferreira, até a Rua Barão de Ipanema, portando bandeiras do Brasil, faixas e cartazes onde se liam frases como "Nova Previdência Já", "Para a Frente Brasil", "Apoiamos as instituições íntegras" e "Se parar a Lava Jato, o Brasil Morre".

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Sete carros de som animavam as pessoas com convidados especiais e palavras de ordem.

Policiais militares acompanhavam de perto a manifestação para garantir a segurança dos participantes do evento.

Brasília
Na capital federal, os manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios. Com faixas, cartazes e discursos de apoio à Operação Lava Jato e ao ministro Sergio Moro, eles pediam o fortalecimento das ações de combate à corrupção e a aprovação do pacote anticrime – projeto que o governo federal enviou ao Congresso Nacional com proposta de mudanças em várias leis, visando a combater o crime organizado, a corrupção e os crimes violentos.

Uma avaliação honesta dos 6 meses de Bolsonaro

Stephen Kanitz

Para consultor, saldo é positivo
Leia a lista de 70 argumentos

Foto: Sérgio Lima/Poder 360

1. Bolsonaro resgata a democracia brasileira, reintroduzindo a salutar alternância do poder. Depois de 24 anos de um controle supremo que degenerou em corrupção.

2.  Bolsonaro recebe um país em enorme recessão, com 20% de desemprego efetivo, déficit de 7% do PIB pelos excessos de gastos de seus antecessores, e uma dívida indo para 100% do PIB do país.

3. Foi o primeiro presidente a ser eleito sem caixa 2, sem enormes gastos de propaganda, sem compra de votos. Bolsonaro mostra que é possível se eleger sem corrupção, uma lição para os demais partidos furiosos.

4. Elege a maior bancada libertária e liberal, cujo objetivo é resgatar o poder do brasileiro de decidir usurpada pelo domínio incontrolado do Estado desde 1500.

5. Foi o primeiro presidente a não negociar seus ministros com o Legislativo, que assim nunca obedeciam ao presidente, mas sim aos interesses do partido.

6.  Reduziu os Ministérios para um número administrativamente viável, 22.

7. Colocou vários militares como ministros, selecionados ao longo de 30 anos internamente por competência, e que têm muito mais conhecimento administrativo do que os políticos de partidos escolhidos até então.

8.  Primeiro a efetivamente cumprir a promessa de combate a corrupção, indicando Sérgio Moro para ministro da Justiça, o primeiro ministro no Brasil com experiência comprovada no combate à nossa corrupção endêmica há 500 anos.

9. Primeiro presidente a escolher a maioria de seus ministros formando uma equipe administrativa. Um ex-presidente atribuiu o fracasso do seu segundo mandato ao seguinte: “Eu só tinha como Ministros Malan, Lafer, Paulo e Serra, e esse não me obedecia”.

10. Estabelece decreto regulamentando os critérios, o perfil profissional e os procedimentos gerais para a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas na administração federal direta, incluindo autarquias e fundações. A medida atinge mais de 24.000 cargos (DAS).

11.  Escolhe Paulo Guedes, o primeiro ministro da Economia a trabalhar no mundo real e não na acadêmica.

12. Escolhe um ministro da Educação disposto a resgatar o ensino de ciências e das exatas, consideradas desumanas até então.

Bloco também parte e esboroa

Telmo Azevedo Fernandes

A suposta superioridade moral e ética dos dirigentes do Bloco de Esquerda foi desmistificada de forma evidente no episódio da venda do prédio de Ricardo Robles ou das contratações do ex-vereador de Lisboa. O mesmo se passou com as notícias sobre a atividade e as contradições entre discurso e prática que o caso encerra. Ou ainda por via das notícias de deputados bloquistas que deram moradas de residência diferentes da efetiva obtendo por essa via benefício financeiro.

Catarina Martins, Dirigente do Bloco de Esquerda
A sua proximidade ao poder e o facto de ao longo dos últimos anos o BE ter vindo a servir de suporte ao governo tornou notório o carácter burguês do partido e a sua lógica de procura de conquista de posições de privilégio, comando e distribuição de sinecuras.

Internamente, os episódios de contestação à liderança da agremiação têm colocado também a nu o carácter distópico e neofascista da sua própria orgânica.

Lembro o ruidoso abandono do BE de um grupo de 26 militantes, entre os quais dois irmãos de Francisco Louçã e fundadores do partido. Referiram na altura que pouco restava do projeto original do Bloco de Esquerda. Mais curiosas foram as notas que estes dissidentes quiseram publicitar sobre os processos internos de “estaticismo de decisões”, “progressiva ausência de pensamento crítico”, “hostilização da divergência” e “profundo sectarismo”. Ainda mais grave se revelaram as críticas deixadas à “perseguição e expulsão de militantes” e “manipulação de eleições internas”. Sintetizaram afirmando que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.

Muito recentemente veem-se novos exemplos do modo de atuar descrito acima através da guerra aberta que se instalou no BE. Voltaram as denúncias de “pressão inaceitável” da Direção de Catarina Martins sobre as estruturas locais e a postura pidesca e intimidatória de Pedro Filipe Soares em Santarém, onde as bases rejeitaram de forma clara os nomes indicados por Lisboa para as listas de candidatos a deputados.

Até no círculo do Porto por onde a própria Catarina Martins será cabeça de lista a contestação interna é bem audível e já não disfarçável.

Serve o acima exposto de alerta sobre a metodologia e carácter do código de conduta que seria transposto para a sociedade caso assim fosse concedida a oportunidade ao Bloco de nos governar de forma mais abrangente do que aquilo que já nos consegue impor através da sua influência na geringonça.

Os militantes do BE já o estão a sentir na pele. É que o feitiço se vira contra o feiticeiro sempre que for útil e logo que seja necessário à oligarquia de esquerda.
Título, Imagem e Texto: Telmo Azevedo Fernandes, Blasfémias, 30-6-2019

[Pensando alto] A questão trabalhista e a febre usada pelo governo para dizimar empresário

Pedro Frederico Caldas

Governos existem para proteger as pessoas das outras pessoas. Passa dos limites quando protege as pessoas delas mesmas.
Ronald Reagan
               
Governo usa realmente febre para dizimar empresário? Vamos deixar isso para o final. Primeiro as primeiras coisas. Nada de pressa, tudo a seu tempo.
               
Estou cheio de dados sobre a problemática trabalhista brasileira. Mandaram-me alguns impressionantes. O brasil, a cada ano, tem três milhões de novas ações trabalhistas e o incremento é de vinte por cento ao ano. Os Estados Unidos, com cerca de 328 milhões de habitantes, somente 75 mil, a França, terra de sindicalismo político, 70 mil, o Japão, míseras 2.500. Parece que somos donos das reclamações do mundo! Além disso, essa desgraceira toda resultou em os trabalhadores terem recebido, em um ano, míseros $8 bilhões, pela atuação da justiça do trabalho, que custou aos contribuintes, trabalhadores inclusos, $17bilhões! Via imposto, com certeza mais de oito desses dezessete bilhões de reais saíram dos bolsos dos “protegidos” trabalhadores.
               
Esse quadro acima é ou não é deletério? Isso é ou não é um contrassenso? Nem vou discutir essa asneira porque parece haver um consenso no País quanto à insustentabilidade da coisa. O certo é: as normas trabalhistas e a justiça do trabalho fazem parte, fortemente, do grande gargalo que impede a evolução do Brasil, ou, em última análise, a evolução de todos e principalmente da classe operária, justamente quem o sistema diz buscar proteger.
               
É sempre mais fácil fazer a crítica do que apontar a solução. Sou um crítico, todos nós somos críticos. Ao sentirmos algo errado, fazemos a crítica. É da natureza humana. Não é raro sequer sabermos por que algo está errado. As nossas limitações às vezes não nos permitem saber o que provoca o erro, mas sempre intuímos que algo está errado quando nos deparamos com... algo errado. Vale dizer, ninguém precisa ser médico para sentir a doença, para perceber o mal-estar ou a dor, nem astrônomo para saber se é dia ou noite.
               
Tenho dedicado boa parte dos meus estudos e meditações aos problemas brasileiros e também, de uma década para cá, dos Estados Unidos. Gosto de conhecer o que gosto.
               
Dado um problema brasileiro, sei as suas causas, ou acredito saber. Se alguém me confronta com outra realidade ou com outras causas por mim não percebidas, agradeço a confrontação, com toda a sinceridade, pois não me move ganhar a discussão, mas ter o diagnóstico certo para não perder a real percepção da realidade das coisas. Pior do que não saber é pensar que sabe e não saber. A primeira hipótese retrata a ignorância de determinada coisa ou tema, o que não significa nenhum desdoiro, a segunda revela a tolice, esta, evitável. Acho que todos concordamos que é melhor ignorar do que ser tolo.

Charada (918)

O que começa
na Terra
e termina
em Júpiter?