terça-feira, 4 de agosto de 2026

Boas notícias: Em apenas um ano, meio milhão de famílias cancelaram a licença de TV que financia a BBC

Paulo Hasse Paixão

Um novo relatório revelou que a British Broadcasting Corporation (BBC) está sob crescente pressão financeira devido à queda nas subscrições da licença de TV, à medida que o público britânico procura cada vez mais outras fontes de notícias e entretenimento

De acordo com o relatório anual da corporação, a venda de licenças de TV, que financiam a BBC e são obrigatórias para qualquer pessoa que veja televisão no Reino Unido, mesmo que não seja conteúdo da estação pública, diminuiu na ordem das 540.000. O relatório mostrou também que 23,3 milhões de licenças estavam activas no final do ano fiscal de 2025/2026, enquanto o número de famílias na Grã-Bretanha sem licença subiu para 3,7 milhões, um aumento líquido de 62.000 famílias.

Berangere Michel, a directora financeira da BBC, disse a este propósito:

“A grande razão para este declínio é que as pessoas não estão a consumir conteúdo licenciado. Esta é uma tendência que não vejo inverter-se. Na verdade, vejo-a a acelerar, e essa é uma das razões pelas quais gostaríamos de uma reforma no financiamento.”

Num mundo normal, a direcção da BBC deveria enquadrar e processar este números como uma rejeição do seu mercado aos produtos que emite e rever essa filosofia de produção e programação. Mas no Reino Unido contemporâneo as coisas não funcionam normalmente e o objectivo “reformista” de Michel é claro: não importa se os cidadãos britânicos apreciam ou não, consomem ou não, a propaganda regimental. Terá que se encontrar uma forma de que a paguem na mesma.

O relatório observou ainda que o aumento dos custos de produção, as pressões inflacionistas e um mercado de media em rápida transformação pressionaram ainda mais a organização. As suas conclusões sugerem um declínio da confiança e do interesse pela BBC. A corporação já anunciou planos para cortar 500 milhões de libras em custos até 2028/2029, com 160 milhões de libras em poupanças previstas nas suas divisões de notícias e conteúdos.

É provável que o relatório pressione o governo britânico a procurar uma reforma no financiamento. A Secretária da Cultura, Media e Desporto do Reino Unido, Lisa Nandy, já propôs alargar a Licença de TV para incluir os utilizadores que optam por serviços de streaming pagos, como o Netflix, Disney+ e Prime Video, em vez de conteúdos da BBC, obrigando-os a financiar a estação. No mês passado, o Contra noticiou que o governo britânico estava a elaborar uma proposta para fazer com que as empresas de redes sociais atribuam visibilidade preferencial aos conteúdos da BBC.

O diretor-geral da estação pública britÂnica, Matt Brittin, reagiu ao relatório com característico alarmismo:

“Este é um momento de verdadeiro perigo, não só para a BBC, mas para a radiodifusão de serviço público e para o Reino Unido como um todo.”

Não. Este é só um momento em que os britânicos estão finalmente a mostrar a fatiga que advém do corporativismo leninista e dos esforços constantes de lavagem ao cérebro dirigidos às audiências. Este é só o momento em que a BBC está a pagar o preço da sua infâmia, se bem que o estabelecimento irá por certo encontrar maneira de salvar a estação, espoliando o contribuinte.

Cada família paga anualmente à BBC cerca de 200 euros para ser insultada, humilhada, estupidificada e enganada pela emissora pública que um dia, no paleolítico inferior dos media, foi uma referência de qualidade em informação e entretenimento da civilização ocidental. 

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 4-8-2026

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.

Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-