quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Ministra do Governo do Reino Unido pede a remoção de "inquietantes e intimidantes" bandeiras britânicas

Paulo Hasse Paixão

A ministra do Partido Trabalhista que dirige o Reino Unido, e membro do Parlamento, Sarah Sackman, apelou à remoção de bandeiras britânicas de um bairro no norte de Londres, descrevendo-as como “inquietantes, intimidantes” e símbolos de “divisão” 


A deputada trabalhista por Finchley e Golders Green e Ministra de Estado para os Tribunais e Serviços Jurídicos, Sarah Sackman, apelou à remoção das bandeiras britânicas expostas em postes de iluminação pública em Barnet, no norte de Londres. Sackman descreveu as bandeiras como “inquietantes, intimidantes e não inclusivas”.

Sackman criticou as bandeiras num artigo de opinião para o The Barnet Post, um jornal local, argumentando que “já é tempo de serem retiradas”. A ministra descreveu ainda as bandeiras como símbolos de “divisão e intimidação” e insistiu que a identidade britânica se resume a ser “inclusiva e acolhedora, não exclusiva e hostil”:

“Vários [residentes] descreveram [as bandeiras] como perturbadoras, intimidantes e não inclusivas – algo que não podemos ignorar… Numa comunidade diversa e inclusiva como a nossa, ninguém se deve sentir indesejado.”

A senhora não esclareceu como é que a bandeira de um país pode parecer hostil aos cidadãos desse país. Também não explicou como é que a interdição da bandeira do Reino Unido contribui para a integração das multidões intermináveis de imigrantes que têm entrado no país nas últimas décadas.

Sackman é uma das muitas figuras políticas de esquerda da capital britânica que manifestaram apoio à remoção de bandeiras nacionais de locais públicos. Por exemplo, o presidente da Câmara de Tower Hamlets, Lutfur Rahman, nascido no Bangladesh, apelou à remoção das bandeiras inglesas no ano passado, apesar de ter permitido que as bandeiras palestinianas fossem hasteadas no município.

No mês passado, o Tribunal Superior aprovou uma injunção apresentada pelo Conselho de Oxfordshire, que impedia a exibição das bandeiras de Inglaterra e da Grã-Bretanha nas infraestruturas públicas. Em 2025, um protesto contra os hotéis de imigrantes em Essex culminou na detenção de Sarah White, candidata do Partido Reformista de Nigel Farage, por ter pendurado a Union Jack num edifício público, enquanto um município de Essex oferecia “apoio emocional” a funcionários “incomodados” pela essa mesma bandeira. Em março deste ano, um rascunho da política de coesão social do governo britânico que foi divulgado publicamente sugeria que as bandeiras britânica, inglesa e escocesa poderiam ser “instrumentos de ódio”.

Espantoso.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 19-8-2026

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