quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Líder do Partido Verde britânico partilha no Instagram ameaça de morte contra Nigel Farage

Paulo Hasse Paixão

Zack Polanski, líder do Partido Verde do Reino Unido, partilhou uma ameaça de morte contra Nigel Farage na sua conta do Instagram, onde tem mais de 700 mil seguidores, apenas algumas semanas após o brutal assassinato de Ann Widdecombe, porta-voz do Reform UK para a imigração e justiça, num aparente ataque terrorista com motivações políticas 


Polanski publicou uma imagem onde mostra um homem a usar uma t-shirt com o slogan “Estamos apenas a fazer planos para o Nigel”, acompanhada pela imagem de uma guilhotina. Corretamente interpretada como uma ameaça de morte contra Nigel Farage, líder do partido Reform UK, a publicação surge poucas semanas depois de Ann Widdecombe, de 78 anos, porta-voz do Reform UK para a imigração e justiça, ter sido espancada até à morte com um martelo em sua casa, num caso de homicídio que está a ser investigado como um acto de terrorismo.

A publicação gerou indignação, sobretudo à luz do recente assassinato de Widdecombe, e porque Farage tem sido alvo de centenas de ameaças de morte e múltiplos ataques físicos ao longo dos anos. Tanto mais que o Ministério do Interior do governo trabalhista reduziu substancialmente o destacamento de segurança do líder do Reform.

Polanski apagou a publicação, e o Partido Verde afirmou que “inequivocamente não apoia este tipo de mensagem perigosa”, apesar de a ter partilhado. No entanto, até ao momento da publicação, não foi emitido qualquer pedido de desculpas público. O Secretário de Estado Sombra para os Assuntos Internos, Zia Yusuf, comentou:

“Zack Polanski publicou para os seus 713 mil seguidores no Instagram a fotografia de um homem com uma t-shirt a pedir a decapitação de Nigel Farage. Fazê-lo apenas duas semanas após o assassinato da nossa amiga Ann é estarrecedor. Polanski está a incitar ao assassinato. Isto deve ser tratado como tal pela polícia”.

O próprio Farage comentou a publicação, afirmando:

“Se eu publicasse algo tão incitador, esperaria ser preso, e Polanski também deveria.”

Para que fique claro, a posição do ContraCultura é que ninguém deve ser preso por partilhar uma mensagem estampada numa t-shirt, por muito ofensiva que seja, e o facto do líder do Reform UK defender a repressão sobre a liberdade de expressão desta forma não deixa de ser preocupante. É, porém, inequívoco que se fosse Farage a publicar nas redes sociais uma mensagem visual ou verbal que sugerisse, mesmo que subliminarmente, a decapitação de Keir Starmer ou Andy Burnham ou do infeliz do Zack Polanski, cairia por certo o mundo em cima dele (incluindo o aparelho judicial do estabelecimento britânico).

O episódio serve também para elucidar lindamente as massas sobre o tipo de soluções finais que a extrema-esquerda europeia defende para lidar com os seus adversários políticos.

Título, Imagem e Texto: Paulo Hasse Paixão, ContraCultura, 27-8-2026 

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