sábado, 28 de setembro de 2013

Menino de 6 anos “obtém” autorização na Argentina, com interferência de Cristina Kirchner, para virar “menina”. É o “Bebê de Rosemary” do sindicalismo gay e dos politicamente corretos e fascistoides


Reinaldo Azevedo
 
Cheguei a achar que o adiantado da hora — passam das 6 da manhã — estava provocando alguma alucinação em mim e que não estava lendo o que estou lendo. Mas estou. Eu e todas as pessoas que eventualmente abordam a questão com sensatez distinguimos gays de gayzismo; homossexualidade de militância sindical. De um lado, estão indivíduos; de outro, prosélitos. Os primeiros, como toda gente, têm limites; os outros, como quaisquer fanáticos, não. Atenção! A Argentina, com a intervenção de Cristina Kirchner, acaba de admitir a existência, lá vai, da primeira “criança transgênero” do país. É isso mesmo: um garoto de seis (6!!!) anos chamado “Manuel” teve o nome oficialmente trocado por “Luana”. A família está sendo assessorada por psicólogos (há mais psicólogos e psicanalistas na Argentina, acho, do que fãs do Messi) e, claro!, por entidades de defesa dos direitos dos gays.
É isto mesmo: essa gente toda, agora com o apoio do governo, está a dizer que uma criança de seis anos já tem discernimento para decidir que não quer ser menino, como nasceu, mas menina. Segundo a mãe, quando ele tinha 18 meses, balbuciou: “”Eu, menina, eu princesa”. E ninguém vai internar essa despirocada! Com que então, com um ano e meio, seu bebê já se sentia uma… princesa!
Leiam trecho de reportagem de Lígia Mesquita, na Folha. Volto em seguida.

Lulu, aos seis anos, ainda surpreende os adultos que convivem com ela. Recentemente, falou com naturalidade para uma psicóloga: “Sei que não vai sair nenhum bebê da minha barriga e que eu não vou ter peito”. E agora ela também sabe que seu antigo nome, Manuel, ficará somente como uma lembrança do passado. E que, em breve, passará a ser Luana, o nome que escolheu há dois anos. Os pais da garotinha argentina conseguiram autorização do governo de Buenos Aires para que a filha trocasse sua identidade no DNI, o RG da Argentina. Ela será a primeira criança transgênero a obter esse feito no país.Mas não foi fácil. Em dezembro de 2012, o órgão estadual responsável pelos registros havia negado a solicitação. A mãe de Lulu, Gabriela (ela não revela o sobrenome), decidiu então escrever uma carta à presidente Cristina Kirchner contando a história. A Presidência recebeu a mensagem e encaminhou o caso para a Senaf (Secretaria Nacional da Criança, Adolescente e Família).

Na segunda-feira, o órgão enviou uma carta ao governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, e em dois dias autorizaram o novo registro. A família de Lulu mora na Grande Buenos Aires. “O DNI é como um espelho. Se uma pessoa não se identifica ali, isso não é bom. Foi uma luta importante que vencemos”, afirma à Folha um dos psicólogos da criança, Alfredo Grande. Para César Cigliutti, presidente da CHA (Comunidade Homossexual Argentina), a conquista de Luana é “emocionante”. “É algo histórico conseguir um novo registro sem que tenha sido necessário recorrer à Justiça”, diz. A entidade de direitos LGBT assessora a família de Lulu com o tratamento psicológico e prestou acompanhamento jurídico no processo da nova identidade. Segundo Cigliutti, o governo aceitou o uso da Lei de Identidade de Gênero para promover a mudança, já que a legislação não define nenhuma idade para o reconhecimento de um transgênero. A psicóloga Valéria Paván, que também atende Lulu há dois anos, afirma à Folha que não foi preciso apresentar nenhum laudo psicológico da paciente. “Justamente porque essa lei procura a despatologização dessa questão.”
(…)

Voltei
Eis aí. Há uma diferença gigantesca entre pessoas que lutam por direitos — e é legítimo que busquem ser felizes sendo o que são — e um movimento que quer se impor como uma cultura alternativa, ultrapassando todos os limites do bom senso e da razão. O que se vê no caso desse menino — E NÃO MENINA! — é um escândalo e uma violência, promovidos por uma família certamente desajustada e por militantes. Como pode atestar qualquer especialista — com a provável exceção desses que assessoram os pais de Manuel —, uma criança de seis anos não tem ainda condições de fazer essa escolha. Pior: o garoto tem um irmão gêmeo, o que certamente complica enormemente a equação.

Qualquer objeção ao sindicalismo gay é logo tachada pelos bocas de latrina de “homofobia”, que é a forma clássica que têm os autoritários de tentar silenciar qualquer crítica. É bom não esquecer que, por aqui, o Ministério da Educação havia incluído, naquele famigerado kit, um caça-palavras para crianças da quarta série em que se mandava procurar o nome da pessoa que não está satisfeita com a sua genitália…
Seis anos! Se esse garoto se dissesse, sei lá, o Pikachu, então ele seria um Pikachu? Caso se considerasse um gato, cachorro ou papagaio, deveria ser tratado como tal? Caso se sentisse o Homem Aranha ou a Cinderela, assim seria? Igualmente encantador é saber que, na Argentina de Cristina Kirchner, uma decisão dessa gravidade não precisa nem da autorização da Justiça. Pode ser tomada na esfera administrativa. César Cigliutti, presidente da CHA (Comunidade Homossexual Argentina), acha isso “emocionante”. E avança: “É algo histórico conseguir um novo registro sem que tenha sido necessário recorrer à Justiça”. Em protoditaduras, a Justiça costuma ser mesmo uma besteira. Cigliutti acha isso bacana.

Sei que a história é asquerosa, mas não assustem o Caetano Veloso com comentários muito duros. Indivíduos gays, reitero, não têm nada com isso, e é evidente que os sensatos, como os héteros igualmente sensatos, devem estar estarrecidos. Essa criança é vítima de uma família irresponsável, de militantes irresponsáveis, de psicólogos irresponsáveis e do governo de uma senhora não menos irresponsável.
É, pobrezinho!, o Bebê de Rosemary do sindicalismo gay e da era politicamente correta e fascistoide.
Título e Texto: Reinaldo Azevedo, 28-9-2013

Fernando Haddad devolveu o centro de São Paulo aos viciados e traficantes de crack. Querem saber como é um país com as drogas legalizadas? Visitem a cracolândia ampliada do PT!

Usuários de droga ocupam rua Helvétia, na região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo. Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/AE

Reinaldo Azevedo
No sábado passado, um amigo me convidou para dar uma volta de carro pelo centro de São Paulo no começo da noite: “Você precisa ver; não adianta contar”. Fui, vi e fiquei estarrecido. Tudo voltou ao que era antes, mas pior. Agora a Cracolândia se espraiou, ocupa uma área ainda maior: Praça da Sé, Pátio do Colégio, Rua Boa Vista. As tendas se espalham, com varais e tudo. A revitalização da praça está, em grande parte, perdida. Viciados e traficantes privatizam uma área imensa da cidade. Os moradores da região estão cercados. Não obstante, essa gente moderna que hoje toma conta da Prefeitura, boa de gogó, ágil para anunciar amanhãs sorridentes, excelente para fazer discurso sobre a integração de classes, é incapaz de manter um programa de combate ao crack. “E por que a Polícia Militar não atua?” Para ser acusada de truculenta? Para ter de enfrentar a tropa de choque de promotores, defensores públicos, ONGs e petistas?

Como não lembrar aqui da candidata Dilma Rousseff a anunciar na televisão o seu miraculoso programa de combate ao crack? Como não lembrar aqui de Haddad, a fazer a mesma promessa? Recordo-me também de suas maquetes futuristas no horário eleitoral… A cidade está devastada. Os zumbis voltaram a tomar conta das ruas. “A alternativa é tratamento médico”, grita alguém. Não! Há um conjunto de medidas, de que a assistência à saúde é apenas parte. O problema é que nada está sendo feito. A tomada do Centro pelos viciados, consolidada na gestão de Marta Suplicy, ganha agora um novo impulso. George Soros, que financia mundo afora — inclusive no Brasil — ONGs e entidades favoráveis à descriminação das drogas deveria vir ver de perto parte do seu experimento social. Seus amiguinhos do PT estão botando em prática essa utopia.

Como é mesmo o nome daquela Schopenhauer da descriminação das drogas, tratada por setores da imprensa brasileira como pensadora? Ah, lembrei: Ilona Szabó. Ela é a favor da descriminação das drogas. Na Cracolândia, ela é descriminada. Ela é contra a repressão policial. Na Cracolândia, não há mais. E ela é contra a internação — na Cracolândia, não se interna ninguém. Assim, concluo que essa região miserável, degradada e desgraçada é a “Cidade de Deus” (estou citando Santo Agostinho, e não um cineasta) desta grande pensadora.
Aos poucos, Haddad vai desmontando a estrutura que herdou de combate ao crack e de atendimento aos viciados. Leiam o que informa Afonso Bentes na Folha desta sexta. Volto depois:

Seymour Hersh: Obama Administration Narrative Of Bin Laden Death ‘One Big Lie’


Ben Bullard 
Pulitzer journalist Seymour Hersh, who first earned recognition for breaking the My Lai massacre scandal, doesn’t buy the Obama Administration’s narrative of how Osama bin Laden was taken down. In fact, he thinks American media is mostly garbage and coddles President Barack Obama instead of hitting the streets to suss out the truth behind sanctioned press releases.

Hersh told The Guardian American media – and The New York Times, in particular – spends most of its energies “carrying water for Obama than I ever thought they would.”
From the interview:
“Do you think Obama’s been judged by any rational standards? Has Guantanamo closed? Is a war over? Is anyone paying any attention to Iraq? Is he seriously talking about going into Syria? We are not doing so well in the 80 wars we are in right now, what the hell does he want to go into another one for. What’s going on [with journalists]?
… Why do newspapers constantly cite the two or three groups that monitor drone killings. Why don’t we do our own work?
Our job is to find out ourselves, our job is not just to say – here’s a debate’ our job is to go beyond the debate and find out who’s right and who’s wrong about issues. That doesn’t happen enough. It costs money, it costs time, it jeopardises, it raises risks.”

As for the bin Laden narrative?
“Nothing’s been done about that story, it’s one big lie, not one word of it is true,” he said. “The Pakistanis put out a report, don’t get me going on it. Let’s put it this way, it was done with considerable American input. It’s a bullsh*t report.”
Hersh said his solution to the lapdog media problem would involve firing 90 percent of America’s newspaper editors and replacing them with “editors that you can’t control;” people “who look you in the eye and say, ‘I don’t care what you say.’”
Then he’d shut down the major television news networks and “start all over, tabula rasa.”
Who wants to go first?
Ben Bullard, Personal Liberty Digest, September 27, 2013

Naquela mesa – Saudades

Acabei de ver este vídeo que me enviaram hoje.
Esta música e letra são um marco entre as músicas brasileiras.
Enquanto via e ouvia não foi possível não lembrar dos colegas e amigos variguianos que partiram para o vôo infinito antes de nós.
Acho que você sentirá o mesmo ao assistir.
Tem dias que realmente doi no peito a ausência daqueles que nos eram mais chegados.
Quem sabe, um dia nos encontraremos todos para uma confraternização.
Abraço, 
Título e Texto: José Jordão, ex-comissário de voo Varig, aposentado Aerus, 28-9-2013

Agredidos pela perplexidade

“A traição de Judas”. Pintura de Giotto (1302-1305) na Capela Scrovegni (Pádua – Itália). Na cena, Judas Iscariotes negocia com os sacerdotes do templo a entrega de Jesus por 30 moedas — que o traidor segura na mão esquerda, enquanto a fumaça de Satanás (como um vulto negro) o inspira a entregar nosso Divino Redentor.
Gregorio Vivanco Lopes 

Encontros sociais às vezes são cansativos, às vezes são esclarecedores.
Tive de ir a um jantar promovido por amigos, ao qual compareceram pessoas das mais diversas tendências ideológicas e temperamentais.
Tudo começou num salão, onde se tomavam aperitivos vários, acompanhados de azeitonas recheadas e salgadinhos, em diversas mesas redondas, em torno das quais se aglutinavam pequenos grupos de ocasião, que entabulavam conversas de todo tipo.
Aproximei-me de um desses grupos, composto por umas 7 ou 8 pessoas, e logo notei que o álcool, mesmo moderado, além de alegrar os corações, solta as línguas... Um indivíduo de estatura média, cabeça raspada, rosto avermelhado e olhos um tanto esbugalhados, comentava:

— “Estou começando a gostar da Igreja. Com o novo Papa, vejo que minhas posições a favor do aborto, do casamento homossexual, do socialismo, dos matrimônios sucessivos e dos vários tipos de pílula são agora compreendidas. Sempre fui ateu e combati a Igreja, mas agora ela está mudando. Penso em deixar de criticá-la”. 

— “Ela não está propriamente mudando”, disse eufórico um indivíduo roliço, de orelhas grandes, que eu já vira várias vezes sair de prédios eclesiásticos, e que desconfio ser diácono ou pelo menos ministro da Eucaristia. Em todo o caso, certamente um “progressista”. “Ela está se adaptando aos dias de hoje e isso é bom, está seguindo o Concílio Vaticano II”, afirmou.

Luís Adams recebe Graziella, Escritório e Interventor...


Ainda não (3)


Ainda não será nesta semana (30 de setembro a 04 de outubro) que o “nosso” processo será julgado.
O ministro Barbosa continua avistando-o…


Relacionados:

O Prêmio “Lebon”!

Jonathas Filho
O Prêmio Nobel foi instituído por Alfred Nobel (1833-1896), químico sueco, inventor da dinamite. O Prêmio é entregue às pessoas que prestaram destacados serviços à Humanidade e propiciaram contribuições à sociedade de modo inquestionável. Isto é feito todos anos desde 1901, no dia 10 de Dezembro.

O Prêmio “Lebon” é exatamente o contrário, tanto na escrita como no caráter alusivo à “premiação”.
Esse prêmio não é entregue e sim retirado sub-repticiamente e enviado para paraísos fiscais para depois serem utilizados ao bel-prazer dos “ganhadores”.

Instituído em priscas eras é bem mais antigo que o outro acima mencionado. São sempre os mesmos participantes e mais outros que aprenderam as técnicas surrupiativas com extrema destreza e estréiam aos milhares todos os anos. Sabe-se que cada um deles tem um currículo que causaria inveja aos seus predecessores. Atuam com desfaçatez e tergiversam em qualquer situação que surja uma pergunta sobre o “prêmio conseguido”. Rubor facial de vergonha à parte, todos eles prestaram desserviços, causando enormes prejuízos à sociedade, particularmente em valores pecuniários. Para esse ano o número de canditados parece que dobrou e os valores foram exponenciados.
Há aplicação de golpes no mercado de capitais que atinge todas as capitais. Malversação de verbas... virou verbo. O superfaturamento é o que lhes dá faturamento.

Os prêmios este ano terão a seguinte ordem na entrega, que será festejada num opulento Resort nas Ilhas Caiman e que ocorrerá meses após os “malfeitos”:

Maior desfalque;
Melhor Licitação Fraudulenta;
Melhor Informação Sigilosa;
Melhor Trambique;
Maior Improbidade;
Melhor Mala;
Maior Cueca;
Melhor Desvio;
Maior Locupletação e
Melhor Sonegação.
Um destaque especial e Menção Horrorosa para Apropriação Indébita e Acordo Inconcluso.

Minuto do dia – 62

SEJA fiel no cumprimento de todos os seus deveres.
Execute com capricho e amor todas as tarefas que recebe, embora pareçam insignificantes.
Qualquer coisa que esteja fazendo, por menor que seja, é um passo à frente em seu progresso.
Realize suas tarefas todas, como se delas  dependesse – como de fato depende – todo o seu futuro.

ÁUSTRIA: Tudo na mesma

A 29 de setembro os austríacos elegem um novo Parlamento. No final de uma campanha morna, o resultado pode ser, como muitas vezes, uma enorme coligação. A menos que os partidos nacionalistas criem alguma surpresa.
Thomas Glavinic

Ilustração: Kazanevsky
A 29 de setembro a Áustria elegerá o seu Parlamento. Quem quiser perceber a política austríaca tem de saber duas coisas essenciais.
A primeira é que um quarto dos austríacos vive em Viena. Viena domina o resto do país como nenhuma outra cidade na Europa, com exceção de Londres.
Na Alemanha os berlinenses podem virar-se para Hamburgo ou Munique, que são cidades dignas de interesse, enquanto as capitais regionais austríacas Graz, Linz, Salzburgo têm de 100 a 250 mil habitantes, algumas até menos. A título comparativo: Viena tem 23 bairros e no chamado “Favoriten” (os favoritos), moram quase 180 mil vienenses.

A segunda coisa a reter é que Viena se resume à cidade intramuros, pelo menos politicamente falando. Nos três quilómetros quadrados do 1º bairro da cidade estão concentrados a maioria dos ministérios, o Hofburg  (residência da presidência) e o Parlamento. Funcionários, deputados e ministros almoçam juntos, ou com jornalistas, e todos se tratam por tu, qualquer que seja o partido. Quem esteja de fora tem de estar a par desta particularidade austríaca, desta intimidade, deste clima: conhecemos as pessoas de quem não gostamos, algumas “de vista”, mas conhecemo-las. Até porque aqui toda a gente se conhece. Estes três quilómetros quadrados são a Áustria política.

Não admira, portanto, que os partidos dificilmente se distingam uns dos outros até mesmo no que respeita à maioria das questões de fundo. Isto não obsta a que as figuras de primeiro plano sejam claramente identificáveis.
Desde 2007, um membro do SPÖ (Partido Social-Democrata) está à frente da chancelaria federal. Werner Faymann é um dos personagens mais nebulosos que alguma vez liderou o SPÖ. Algures entre o banqueiro e o diretor de escola, julga-se perto do povo e aparenta transparência permanente. É um enigma que ninguém parece disposto a resolver.

Oposição divertida
O seu atual adversário é Michael Spindelegger, do ÖVP (Partido Popular Austríaco, conservador) com quem Werner Faymann esteve associado numa grande coligação nos últimos cinco anos. Consegue ser ainda menos impressionante. Como todos os líderes do ÖVP, é um católico puro e duro, muito dominador, que sai de casa às sete da manhã para só voltar às 22h30. Um funcionário do poder, mas um homem a não subestimar. Parece estar à altura da luta latente no seio do ÖVP entre os Länder [regiões] e o Estado Federal, garantindo a equidade entre ambos, procedendo a nomeações estratégicas e multiplicando as concertações com os conservadores mais influentes, como o arcebispo de Viena, cardeal Christoph Schönborn.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O país do baixo astral (II)

José Manuel

Mais um escândalo esta semana vem se somar aos diários, que nos deixam cada vez mais para baixo.
Desta vez, a CGU ou Controladoria Geral da União está solicitando que sejam  devolvidos aos cofres da União a irrisória quantia 1,8 bilhões desviados por irregularidades.
Então, Doutor, o senhor que não nos deu a antecipação de tutela, com a alegação de grave dano  à União com possibilidade de  risco irreversível, o que acha desta notícia?
Muito enfáticas as suas palavras em defesa da Nação. Mas o que fizemos nós, do AERUS, simples trabalhadores, pagadores de impostos e do seu salário pago regiamente por nós?

A Controladoria-Geral da União (CGU), órgão responsável por fiscalizar o governo federal, recomendou nesta quarta-feira que sejam devolvidos aos cofres públicos 1,8 bilhões de reais, desviados por irregularidades. O valor é o mais alto da série histórica, calculada desde 2002. Nesses nove anos, a CGU recomendou a devolução de 7,7 bilhões de reais. (Veja.com)

Será que vamos acreditar mesmo, que essa quantia fabulosa desviada por irregularidades flagrantes, vai ser devolvida?  Shows anteriores nos fazem acreditar que não.
O que será que poderia ser feito com um valor como 1,8 bilhões  se fosse corretamente empregado?
E com 7,7 bilhões desviados desde 2002?
Qualquer criança responderia que um monte de problemas com hospitais, escolas, universidades e previdência social estariam parcialmente resolvidos. Sem contar, é claro, que evitaríamos a vergonhosa importação de  médicos.

Para chegar ao valor de 1,8 bilhão de reais, a CGU teve como base 744 processos de tomadas de contas especiais, instrumento para ressarcir a administração pública de prejuízos que lhe foram causados. O processo só é instaurado depois de esgotadas as demais medidas administrativas para reparação do dano. Os processos são instaurados nos próprios órgãos onde ocorreu o prejuízo e, antes de serem encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), são analisados pela CGU. (Veja.com)

São 7 274 (sete mil  duzentos e setenta e quatro) processos instaurados em nove anos ou 808 por ano, ou ainda 2,21 por dia!
Onde estamos e onde  vamos chegar?
O uso da máquina pública é cada dia mais criminoso e é preciso urgentemente dar um basta.
Vamos acabar vivendo em um país ilegal, marginal
Isto é um absurdo, ainda mais se pensarmos nos déficits de emprego, mão de obra especializada, aumento crescente de analfabetismo, saneamento básico precário, sistema prisional esfacelado, aumento da criminalidade a níveis espantosos, trabalho escravo, indústria e comércio rolando ladeira abaixo, etc, etc.

A estupidez internacional do Brasil

Francisco Vianna
Finalmente, após quase três décadas, os americanos, ingleses, franceses, e aliados do mundo livre e capitalista assumem publicamente que os últimos governos brasileiros foram e têm sido hostis aos países mais desenvolvidos do planeta e estiveram a buscar uma aproximação e identificação ideológica com seus atuais inimigos.

Dilma Rousseff discursando com desenvoltura na ONU, num desempenho fora de suas características e que denotou grande ensaio.
A imprensa americana e ocidental, de um modo geral, vaticina que o governo de Dilma Rousseff vai se aproximar mais da China e da Rússia, bem como de todos os demais países que têm se mostrado contra os EUA e o chamado ‘mundo livre’, o que poderá acarretar crescentes e constantes sanções ‘extraoficiais’ por parte dos nossos “antigos aliados”, a começar pela manutenção e intensificação da monitoração eletrônica de tudo que diz respeito a ações de Brasília e das estatais brasileiras, principalmente a Petrobras, atividade que os petralhas chamam de “espionagem”.

O Brasil, assim, passa a ser visto por seus “novos amigos” como “inocente útil” a serviço dos inimigos da América, democracia tal como conhecemos, e do capitalismo privado, cujas ações antagônicas de governos de esquerda coordenados pelo Foro de São Paulo estão a acarretar um formidável retrocesso econômico em muitos desses países da América latina, como o próprio Brasil, a Argentina, a Venezuela, sem citar outras economias muito mais insignificantes, como o Equador, a Bolívia, o Uruguai e as demais repúblicas bananeiras da América Central. 

O ensaiadíssimo discurso da Presidente Dilma Rousseff, que lhe fora preparado por um marqueteiro, lido por ela de forma veemente – de forma diferente da claudicação costumeira de suas falas – na abertura da Assembleia Geral da ONU, acabou de dirimir qualquer dúvida com relação à postura antiamericana, antidemocrática e antieconomia de mercado dos três últimos governos do Brasil.

Dilma, num discurso que outrora causaria apreensão, hoje é motivo de riso e chacota por parte do mundo inteiro...
Dizem que “o Brasil é um aliado que os EUA não podem se dar ao luxo de perder”, mas, ao que parece, isso não depende e está fora do controle americano. A distância ideológica e diplomática entre o Brasil e seus “supostos aliados” – dos quais depende em última análise até para a defesa do seu território e de sua soberania no caso de uma agressão externa – representa um formidável tiro no próprio pé e o conjunto de atitudes tomadas pelos três últimos governos brasileiros – visivelmente agravado pelo governo atual – pode e deve ser considerado como uma lenta, progressiva e fatal “traição à pátria”.

Carlos Abreu Amorim e Luís Filipe Menezes

Espero que ganhe
Rui A.

O Carlos Abreu Amorim, a Câmara de Gaia. O Carlos é, apesar de tudo, novo nesta política, veio de fora – e por cima – dos aparelhos partidários, tem qualidade intelectual, é um universitário que não precisa do poder público, nem dos favores que por ele se fazem e com ele se recebem, para viver confortavelmente, é duro, polémico e conflituoso, do que se necessita cada vez mais num país de espinhaças gelatinosas, saberá representar bem a sua cidade e o norte do país, aos quais dará certamente a dimensão política nacional que a região perdeu no longo e pardacento consulado de Rui Rio, e contribuirá para uma certa renovação da direita partidária. Para além do mais, o Carlos Abreu Amorim é um homem de sólida formação liberal. E, apesar disso não ser muito útil na política, costumando até ser um peso na consciência para quem governa, é legítimo acreditar que, uma vez eleito, o Carlos tome decisões que beneficiem os seus eleitores, em vez de preferir sabujar as cortes lisboetas. Cortes que, de resto, em nome da proverbial prudência que tanto estimam, estiveram quase sempre afastadas da sua candidatura e da sua campanha, o que valorizará mais ainda um bom resultado que esperamos que ele venha a ter, apesar das sondagens que por aí andam. Por tudo isto, daqui envio ao Carlos Abreu Amorim, desta casa que também é sua e donde ele se tem desnecessariamente distanciado, um forte abraço e votos para que ele seja, no domingo, o próximo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 27-9-2013

Por cima do tabuleiro
Rui A.

O facto, a meu ver, mais relevante desta campanha eleitoral autárquica, e que julgo estar a escapar à maioria dos observadores, é a animosidade extrema com que a opinião publicada e algumas “autoridades” do regime têm tratado a candidatura de Luís Filipe Menezes. A coisa está por todos os lados e arriscaria dizer que não é amadora, mas verdadeiramente profissional. Vejam-se, por exemplo, os comentários neste artigo do DN, que, por sinal, se encontram em muitos outros locais da net. Em cima disto, uma tão inesperada, quanto surpreendente sondagem da Católica, coloca, na véspera do fim da campanha, já sem tempo de resposta, a cinzenta candidatura de Rui Moreira em primeiro lugar nas preferências dos eleitores. Pode acontecer? Pode, mas, francamente, não acredito. Seja como for, parece-me que alguém se anda por aqui a mexer, e não apenas por animosidade especial para com o antigo presidente da câmara de Gaia, ou por um particular encanto com o «carisma» de Moreira. Também me parece seguro que a coisa não virá do CDS do Porto, que apoia Moreira, mas cuja falta de meios e de profissionalismo político são bem conhecidos. Então, a quem poderia interessar que, simultaneamente, Menezes perdesse esta eleição e o PSD de Passos a câmara do Porto? Há jogos que só se entendem se olharmos um pouco por cima do tabuleiro, e se prestarmos atenção não a quem fala mais e de mais, mas a quem ostenta um ruidoso silêncio.

ADENDA: A coisa atingiu já um nível de profissionalismo tal (e uma certa baixeza, reconheça-se), que já se desenterra e planta em vários sítios da net esta entrevista de Pinto da Costa, de Agosto de 2010, como se ela fosse de agora. O singelo título é: “Pinto da Costa: Rui Moreira dava um fantástico presidente da câmara do Porto”. E depois digam que andamos a sonhar com ladrões…
Título e Texto: Rui A., Blasfémias, 27-9-2013

Relembrando os grandes números

LR

Onde estão as gorduras do Estado? Em todas as rubricas da despesa pública. Como poucos conhecem a estrutura desta e ninguém quer ser atingido por cortes, é fácil e é barato diabolizar uns quantos “vilões”, os únicos e exclusivos culpados pela crise, e apontar alguns items em que eles delapidam quase todo o nosso dinheiro. As viaturas em que todos gostaríamos de andar estão sempre à cabeça. Mas também as viagens, o cartão de crédito, o número de deputados e respectivo salário e agora também as PPP e as rendas excessivas, às quais todos bateram palmas nos tempos gloriosos dos “investimentos estratégicos” no betão e nas energias renováveis. Corte-se nestas odiosas rubricas e evitaríamos o sofrimento do povo, o corte nas pensões e nos salários da função pública, só possíveis de equacionar por quem não denota a mínima réstea de sensibilidade social.

Pois bem, tudo aquilo soma à despesa total, tudo deve ser sujeito a cortes – e tem sido – mas reduzam-se todas aquelas rubricas a zero e nem 10% do défice se cobriria. Os grandes números são incontornáveis e estão concentrados nas prestações sociais e nos salários que, por si só, representam 70% do total da despesa pública, peso que tem vindo paulatinamente a crescer. Junte-se-lhe 9% de juros, cuja factura crescerá fatalmente, pelo duplo efeito do volume e da taxa (que nunca foi tão baixa e só pode subir), quase 10% de consumos intermédios, dos quais mais de 3/4 são despesas do SNS que Paulo Macedo já tem comprimido fortemente, e sobram cerca de 11% para fazer cortes. Mas destes, 4,5% são despesas de capital, que incluem as famigeradas rendas das PPP e que também só poderão subir. Mesmo que o governo seja implacável e faça a melhor negociação possível no corte das margens dos concessionários, o volume global de rendas subirá inexoravelmente, pela própria lógica das PPP (inaugura-se agora, paga-se depois) à medida que entrarem a pagamento os contratos mais recentes.

Um embaixador americano explica porque seu governo espiona Dilma

Carlos Alberto Montaner é um jornalista e escritor cubano, autor do clássico e imperdível Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano, em parceria com o peruano Alvaro Vargas Llosa e o colombiano Plinio Apuleyo Mendonza. Em sua coluna no Miami Herald, ele conta que um antigo embaixador americano lhe confidenciou porque o governo Dilma é espionado pelo governo americano.
Sua resposta não poderia ser mais franca e direta:
Do ponto de vista de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e história, o Brasil é um país amigo que ficou do nosso lado durante a II Guerra Mundial e na Coréia, mas seu atual governo não é. 

O embaixador pediu para não ter seu nome revelado, pois isso iria gerar um grande problema para ele. Mas autorizou que o jornalista, de quem é amigo, transcrevesse a conversa, sem citar a fonte. O embaixador conhece mais o nosso governo do que nossa imprensa, pelo visto. Diz ele (tradução livre):
Tudo que você tem a fazer é ler os registros do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro. Os amigos de Luis Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: a Venezuela chavista, pela primeira vez com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; Cuba de Raúl Castro, Irã, a Bolívia de Evo Morales, Líbia nos tempos de Kadafi; Síria de Bashar Assad.

Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as linhas políticas da Rússia e da China, em oposição à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. Sua família ideológica mais parecida é a dos BRICS, com quem ele tenta conciliar sua política externa.

A grande nação sul-americana não tem nem manifesta a menor vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, o ex-presidente Lula da Silva, muitas vezes leva os investidores a ilha para fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido pelos brasileiros no desenvolvimento do super-porto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em US $ 1 bilhão.
A influência cubana no Brasil é secreta, mas muito intensa. José Dirceu, ex-chefe de gabinete e o ministro mais influente de Lula da Silva, tinha sido um agente dos serviços de inteligência cubanos. No exílio em Cuba, ele teve o rosto cirurgicamente alterado. Ele voltou para o Brasil com uma nova identidade e funcionou nessa condição até que a democracia foi restaurada. De mãos dadas com Lula, ele colocou o Brasil entre os principais colaboradores com a ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque ele era corrupto, mas nunca recuou um centímetro de suas preferências ideológicas e de sua cumplicidade com Havana.

A Pérsia aqui tão perto

Rui A.
 
A esquerda portuguesa costuma ser muito zelosa da laicidade do estado e da autonomia deste e dos seus poderes em relação aos fundamentalismos clericais que em certos países os aprisionam. É o caso do Irão, onde um grupo de padres – os Ayatollahs – dirige o estado e condiciona toda a sua estrutura política e decisória em nome de Deus, e de princípios e de um livro – o Corão – considerados sagrados e imutáveis.
Curiosamente, essa mesma esquerda que anda sempre a pregar contra os Ayattolahs do Irão, não manifesta esses mesmos sentimentos sobre o que se está a passar em Portugal, onde não estamos muito longe da velha Pérsia.
Na verdade, também aqui um grupo de Ayatollahs fundamentalistas superintende a governação do estado, limitando, ou mesmo vetando, a par e passo, as decisões de poderes laicos legitimamente eleitos pelo povo, em nome de princípios considerados sagrados e imutáveis, constantes de um velho livro que só forças sobre-humanas conseguiriam modificar.
E, bem vistas as coisas, nem mesmo os Ayatollahs de cá são muito diferentes dos de lá…
Título, Imagens e Texto: Rui A., Blasfémias, 26-9-2013

É... o Outono chegou mesmo... a carrocinha das castanhas voltou!


Massamá/Queluz, Av. 25 de abril, 27 de setembro de 2013, fotos: JP

A simplicidade da educação

João Bosco Leal

A letra da música “Irmãos da Lua”, de Renato Teixeira, diz: “Somos todos irmãos da lua / Moramos na mesma rua / Bebemos no mesmo copo / A mesma bebida crua / O caminho já não é novo / Por ele é que passa o povo / Farinha do mesmo saco / Galinha do mesmo ovo /…/ E o simples resolve tudo / Mas tudo na vida às vezes / Consiste em não se ter nada”.
É maravilhoso ver como um tema já debatido por séculos pode ser resumido pelo autor, de forma tão clara e objetiva. Quantas soluções simples poderiam ser tomadas, em nosso país e no mundo, que certamente minimizariam a miséria, a fome e todos os tipos de desigualdade entre as pessoas.

Desde a invenção da escrita, a partir de quando foi possível documentar a história da humanidade, não se conhece um só dia em que todos os que habitam nosso planeta estivessem em paz. As guerras tribais por caças, alimentos, domínio de territórios ou por recursos naturais ocorreram diariamente, durante todos os séculos, em algum município, estado, país ou continente e, em duas oportunidades, envolveram praticamente todos eles.

Atualmente, além desses motivos, as guerras ocorrem principalmente por interesses políticos e econômicos, como pelo domínio dos campos de petróleo e mais recentemente por bacias hídricas. O mesmo jogo de poder que busca o domínio de determinadas regiões, deixa de lado outras, sem riquezas naturais importantes, fazendo com que milhões de pessoas no mundo sofram com a falta de alimentos, atendimentos mínimos de saúde ou sem moradia.
São também privadas dos mais modernos meios de comunicação – não dirigidos por esses interesses -, livres como a internet e suas redes sociais, o que as fazem continuar naquela situação sem sequer saber o verdadeiro motivo, ou que existem outras possibilidades.

Conecte-se!

Jonathas Filho

O grande “barato” da Internet e suas redes sociais é a possibilidade de estar “junto” de amigos, cuja amizade poderia se diluir no decurso dos anos, devido à falta de frequência.
Muitos amigos, gente “kirida” que eu valorizo, não são adeptos do mágico mundo da Internet e de suas inúmeras possibilidades de comunicação.
É comum na vida agitada de hoje, deixar “escapar” amizades. Muitos, centrados numa vida atribulada, lutando para manter o equilíbrio, principalmente depois de perdas significativas como nos acontece agora, não percebem os benefícios que uma “conversa de teclado” pode causar.
Mas tudo é uma questão de escolha. A vida é feita de escolhas.   
Eu prefiro estar aqui, vivendo as emoções desse presente, pois no final, já que a fila do tempo anda tão depressa, tudo se resumirá em amor e relacionamentos.
Reúna-se, retorne às amizades. Dê água à sua sede de comunicação. Transite nesse universo, a pé ou montado no seu cavalo alado e tecle… e auspiciosamente goze e relaxe!
Aquele que abdicar disso, não experimentará essa alegria diária, do contato virtual maravilhoso, fraterno e amoroso dos amigos.
Título e Texto: Jonathas Filho, 27-9-2013

Corrupião

O corrupião (Icterus jamacaii), também conhecido como sofrê ou concriz, é uma espécie da família Icteridae.
Pode ser encontrada nos seguintes países ou regiões: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Venezuela e Antilhas. Seu canto é muito melodioso e possui a notável capacidade de imitar cantos de outras aves, além de sons musicais.
Colaboração: Janda Mendez