domingo, 17 de janeiro de 2016

O braço esquerdo da barbárie

Alberto Gonçalves

Na minha ignorância, desconhecia que hordas de cristãos, ateus e animistas alemães costumavam violar dezenas de concidadãs por recreação. E que recusar a selvajaria à solta em certas sociedades é “racismo”

A fim de justificar o voto em Marisa Matias (do Bloco de Esquerda), a jornalista do Público, Alexandra Lucas Coelho começa por louvar o empenho da eurodeputada nas “relações com Síria, Líbano, Egipto e Jordânia” nos “direitos dos refugiados” e no combate à “violência contra os territórios palestinianos ocupados”. De seguida, destaca a “coragem pessoal” necessária para se ser candidatar à presidência da República “num país machista como Portugal”. Nem por um instante Alexandra Lucas Coelho repara no ligeiro absurdo que é resistir ao “machismo” caseiro e deixar-se fascinar por outras culturas em que o mero “machismo” seria um alívio para as mulheres. Por isso é que o feminismo anda pelas ruas da amargura.

Em compensação, na passagem de ano foi outra coisa a andar pelas ruas de diversas cidades europeias. As primeiras notícias falavam em bandos de indivíduos que assaltaram, agrediram e violaram as senhoras que lhes apareceram pela frente.

As segundas notícias, escassas e tímidas, notavam que os indivíduos eram, na quase totalidade, de origem árabe e, nalguns casos, asilados recentemente.

As terceiras notícias transmitiam os conselhos da presidente da câmara de Colónia, onde os agressores chegaram a mil e as agredidasa cento e tal: ou as fêmeas guardam um “braço de distância” de possiveis atrevidotes ou não se venham queixar.

As últimas notícias davam conta da posição(sem trocadilhos) de diversos movimentos feministas, os quais naturalmente tomaram o partido dos violadores sob o pretexto de que estes, na medida em que pertencem a uma “minoria”, já são discriminados o suficiente.

O estatuto minoritário desses infelizes é apenas questão de tempo e demografia. Quanto à discriminação, não percebi. Por sorte, uma feminista alemã explicou: as pessoas centram-se nos (insignificantes) delitos cometidos por muçulmanos porque são racistas e esquecem-se que os ocidentais também abusam das mulheres.

Na minha ignorância, desconhecia que hordas de cristãos, ateus e animistas alemães costumavam violar dezenas de concidadãs por recreação. E que recusar a selvajaria à solta em certas sociedades é “racismo”. E que ocultar crimes é a melhor forma de alcançar a harmonia.

De qualquer maneira, o importante é que o feminismo militante se apressou a organizar manifestações. Contra tarados? Era o que faltava: contra a “islamofobia”, o grande perigo desta história. Pelos vistos, é possível que alguns europeus não apreciem o estupro das respectivas esposas e desatem a adoptar atitudes fascistóides. Ou no mínimo a suspeitar que quem embrulha a cônjugue em farrapos tende a interpretar mal a liberdade da cônjugue alheia. Há biltres capazes de tudo. E tudo depende de nós.

Por mim, logo que termine de admirar a “coragem pessoal” da dona Marisa, que se arrisca a sofrer piropos e horrores similares às mãos (salvo seja) do marialva lusitano, tenciono sair por aí a berrar apelos à concórdia universal e ao extermínio do homem branco, razão de todas as tragédias.

E a mulher branca não pense que escapa: daqui a apedrejarmos as galdérias que atraem e transformam as vítimas da “islamofobia” é um passo. Ou um braço.
Título e Texto: Alberto Gonçalves, Sábado, nº 611, de 14 a 20 de janeiro de 2016
Digitação: JP

Detesto injustiças. Fico tranquilo em constatar que a minha desconfiança tornada certeza de que as redações portuguesas são de esquerda: comunistas, bloquistas e socialistas.

Essa senhora, a Alexandra, ‘correspondente’ no Brasil, a ´cataloguei’ em tempos idos como bloquista. Acertei, em cheio!

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