quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Um Smorgasbord de Antissemitismo Sueco

Nima Gholam Ali Pour  
§  A Suécia é um país onde o uso do termo "imigração em massa" normalmente é criticado simplesmente por soar racista. Somente o antissemitismo não é criticado. Na Suécia todas as outras formas de racismo, até mesmo aquelas que alguns dizem poderiam ser consideradas racistas, são criticadas, e de maneira implacável.

§  Em 2015 a TV4, um dos veículos de mídia mais importantes da Suécia, descreveu o antissemitismo simplesmente como uma "diferença de opinião".

§  "O que é história para nós não é a história de outros. ... Quando temos outros estudantes que estudaram em outros livros de história, não há razão para discutirmos fatos contra fatos". — A administração de uma escola para adultos, ao repreender um professor que disse que o Holocausto realmente aconteceu.

§  "Os judeus estão fazendo uma campanha contra mim". — Ministra das Relações Exteriores da Suécia Margot Wallström.

§  Há menos de 20.000 judeus na Suécia, mais de 20.000 sírios receberam o status de asilados somente em 2014. É por este motivo que pouquíssimos políticos, ávidos para conquistar os votos dos imigrantes, falam sobre o antissemitismo árabe.

Janeiro de 2009: uma turba de árabes em Malmö arremessa garrafas, ovos e bombas de fumaça contra uma demonstração pacífica de judeus. A polícia ordena aos judeus, que tinham permissão para a realização do comício, que se dirigissem para uma viela.
Uma manifestação contra o racismo estava marcada para o dia 9 de novembro na cidade de Umeå, Suécia, para lembrar a Noite dos Cristais (a noite de 1938 em que 400 judeus foram assassinados na Alemanha e 30.000 judeus do sexo masculino foram enviados a campos de concentração). Só que havia um pequeno detalhe: os judeus da Umeå não foram convidados para a manifestação. A razão disto, de acordo com Jan Hägglund, um dos organizadores do evento, é que a manifestação poderia causar "mal estar ou provocar uma situação de insegurança para eles".

O caminho para este cenário surrealista, em que uma manifestação contra o racismo na Suécia para lembrar a Noite dos Cristais poderia ser entendida pelos judeus como uma ameaça, vem tomando forma há muito tempo. A manifestação tinha certa importância. As pessoas por trás dela não eram extremistas. Quatro dos oito partidos do parlamento sueco participaram da organização do evento.

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