sábado, 2 de julho de 2016

Quero um déficit pra chamar de meu

Rodolfo Amstalden
Temer tenta emplacar seu parlamentarismo de facto, com déficits bilionários, tolerados pela Fazenda de notáveis.

De minha parte, preferia fazendeiros intransigentes, desconhecidos – e fazedores de superávit.

Como parlamentares não pagam dívidas, nós é que vamos pagar o mandato de Temer até 2018, como de praxe.

Por isso é que as melhores novidades econômicas continuam vindo dos cadernos policiais.

A ridícula aplicação da Lei Rouanet rodava tranquila há tempos, bem embaixo dos narizes da nação, e nada.

Toda Inkjet I tem Inkjet II.

Quadrilhas falsificando origem de dinheiro, escrituras de apartamentos e sítios e termos de posse – alguma novidade?

Dilma prometeu e deixou vinte mil obras inacabadas, ao alcance do seu nariz.

Não é segredo, você anda na rua, vê.

De novo, nada acontecia.

Por meia dúzia de acontecimentos, eu não me importaria em pagar R$ 150 bi de déficit em 2017.

Eu me endividaria para ter um STF que não solta bandidos, uma lei séria para estatais, 100% de estrangeiros nas aéreas, teto de gastos, idade mínima para aposentar.

Topo fácil.

Toparia quitar carnês para sempre, com juros de 14,25% ao ano e correção monetária de 7%.

No momento, porém, estou apenas mergulhado em dívidas, sem retorno pelos meus investimentos.

Narigudo que sou, isso cheira mal. 
Título e Texto: Rodolfo Amstalden, 30-6-2016

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