segunda-feira, 19 de março de 2018

As águas vão continuar rolando

Haroldo Barboza


As constantes enchentes que tumultuam o Rio, São Paulo e outras grandes cidades, trazem à TONA (junto com as sujeiras dos governos), uma questão que INUNDA os noticiários nos últimos sessenta anos. O pior do fato é observarmos que grande parte das verbas destinadas à solução do problema, DESAGUAM nas contas bancárias dos corruptos. E por isto as obras planejadas adequadamente são terminadas incorretamente, ocasionando dramas vinte ou trinta anos depois que o “inaugurador” posou para a foto ao lado da reluzente placa dourada relatando seu “feito”.                   
                                                                               
Até o mais desinformado ignorante, sabe que existem vários recursos técnicos para resolver (ou reduzir em 90 % as causas) tais problemas. Também sabe que existe dinheiro em caixa. Tanto existe que a cada seis meses ocorrem desvios de altas verbas dos cofres públicos. Estes escândalos receberam apelidos carinhosos, tais como: SIVAM, PASTA ROSA, FERROVIA DO AÇO, GUARDA-CHUVA, CANAL DA MATERNIDADE, DELFIM, ORÇAMENTO, MENSALÃO, SANGUE-SUGA, PANETONE e outros tantos que consumiriam pelo menos dez folhas deste texto e a paciência dos leitores.

Em nossa cidade, foram efetuadas obras para abrir caminhos para os tubos de tv a cabo com o dinheiro público. Tais transtornos, sem planejamento nem critério, foram apelidados de Rio-cidade. Depois deste pandemônio, as áreas conhecidas continuaram a transbordar após chuvas de quinze minutos, além de outros logradouros que antes não sofriam com este problema. E o IPTU aumentou depois disto, provavelmente pela “valorização” que nossos imóveis sofreram (já eram pérolas cercadas por favelas em todo o contorno) com o advento destes “lagos” podres às nossas portas!  Pior do que o famoso filme Tubarão (que já deve estar na nona versão), o tal Rio-cidade pretendeu chegar à nona etapa visando “licitações transparentes”.  
                                                                                
Também sabemos que existe dinheiro a receber dos grandes devedores da União, tais como: usineiros, banqueiros, empreiteiras, indústrias pesadas e outras entidades que apoiam e patrocinam as campanhas eleitorais de vários corruptos conhecidos que se tornaram vitalícios nos cargos públicos, inclusive lançando filhos, esposas, irmãos, amantes e assemelhados.

E com toda sua ignorância (muito por falta de oportunidade de estudo), um simplório elemento do povo, sente que este problema (assim como os das áreas de educação, saúde, esporte, segurança, etc.) pode ser resolvido se houver interesse dos governantes.       

E por que os governantes não os resolvem em curto espaço de tempo?  Simplesmente para que na próxima campanha eleitoral, ele mesmo (e os candidatos do seu partido) tenha oportunidade de elaborar um discurso de esperança à população carente e inoperante.

Quando este e outros milhões de inocentes úteis perceberem que somente habitam o cadastro de eleitores para manter seus brutos algozes desfrutando de mordomias à custa do seu suor, começaremos a trilhar o verdadeiro caminho de nossa independência. E então, teremos ânimo e motivo para comemorar quinhentos anos de qualquer evento.

Se para ajudar os irmãos do Haiti existem verbas, por que os desabrigados pelas chuvas de quinze dias no RJ e SP não recebem uma parcela também? Fácil explicar: dinheiro sendo “doado” a fundo perdido não será mais reclamado.                                             
       

Referendo de sucesso será o que permitir expurgo no Congresso.

O futuro da nação escorre pelo ralo da CORRUPÇÃO.

Título e Texto: Haroldo P. Barboza – Matemático e Poeta
Autor do livro: BRINQUE E CRESÇA FELIZ!
18-3-2018

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