domingo, 20 de setembro de 2020

FC Porto deu início à defesa do título com uma vitória (3-1) sobre o SC Braga

A Liga NOS nem começou de feição para o FC Porto. Os Dragões estiveram a perder na própria casa com o carrasco da temporada passada, mas tiveram estofo e mostraram a fibra de que são feitos os campeões. Frente a um Sporting de Braga com o mesmo esquema que tinha sido antídoto ao emblema da Invicta, por três vezes, na época 2019/20, o coletivo portista até iniciou a nova campanha a perder. No entanto, quando tudo parecia encaminhado para que chegassem ao intervalo em desvantagem, os azuis e brancos deram a volta em minutos consecutivos e conseguiram reaver o controlo da partida na etapa complementar.

Foto: Manuel Fernando Araújo/EPA

O jogo teve ação desde o primeiro minuto. O trio de ataque portista, composto por Otávio, Corona e Marega entrou de olhos postos na baliza Norte e, nos primeiros dez minutos, foi dando trabalho a Matheus. Depois de o VAR Tiago Martins anular o primeiro aos Dragões, por posição adiantada de Tecatito no início da jogada, o Braga respondeu com um golo que deixou a equipa de Sérgio Conceição ainda mais ciente da dificuldade do adversário. Após a reposição de bola a meio campo, os arsenalistas voltaram a marcar. Contudo, o 0-2 viria a ser invalidado por fora de jogo. Foi preciso chegarem os descontos para os campeões nacionais inaugurarem o seu lado do marcador do Estádio do Dragão. Na sequência de um cruzamento teleguiado saído da canhota de Alex Telles, Sérgio Oliveira voou sobre os três centrais bracarenses e igualou a contenda com uma cabeçada exemplar. No último suspiro do primeiro tempo, Marega sofre falta de Raul Silva dentro da área. João Pinheiro assinalou, de imediato, grande penalidade e o especialista azul e branco, Alex Telles, não vacilou da marca dos onze metros. O apito para o descanso surgiu logo a seguir, com os portistas já na frente, por 2-1.

A abrir a segunda parte, Ricardo Horta dispôs de uma oportunidade de ouro para repor a igualdade, no entanto, frente a frente com Marchesín, o avançado português atirou bem por cima. Cinco minutos depois, Pepe esteve a centímetros do golo e a sua frustração foi bem audível. Num canto cobrado na direita do ataque portista, o experiente central superiorizou-se a todos os adversários e o remate de cabeça tirou tinta ao poste. À entrada para o último quarto do encontro, um livre estudado pela turma de Carlos Carvalhal aproveitou a desatenção na defesa da casa. Ricardo Horta recebeu a bola sozinho à entrada da área e o disparo assustou os detentores dos dois maiores troféus do futebol português. Nos derradeiros vinte minutos, Sérgio Conceição lançou Zaidu, Loum e Taremi. Ao segundo toque na bola, o iraniano sofreu falta para penálti. Encarregue de voltar a cobrar o castigo máximo, Alex Telles enganou Matheus, fez o 3-1 que garantiu os três primeiros pontos da temporada azul e branca e tornou-se o defesa mais goleador (26 remates certeiros) em quase 127 anos de história do FC Porto. Segue-se uma exigente deslocação ao Bessa, para enfrentar o Boavista, às 21 horas do próximo sábado, dia 26 de setembro. 

Título e Texto: FC Porto Notícias, 19-9-2020, 23h10

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