Do nada
CHAMAS se erguem, corpos dançam no relâmpago, noite em combustão.
Natureza
Trovão na montanha, o choque de duas pedras, eco sem descanso.
Avassalador
Olhar que devora, vento rasga o silêncio, pele em tempestade.
Conturbado
Noite sem sossego, ventos rasgam pensamentos, silêncio quebrado.
No final, o bobo sou eu
Risos que escapam, na roda, todos dançam. O bobo sou eu.
Lentidão
Mar em fúria ruge, espumas devoram a praia, e o céu perde o sossego.
Que loucura!
Final das contas, meu adeus ficou no bilhete
Vazio
Vida oca soa como tambor sem batida, eco sem ninguém.
Miragem às avessas
Olhos sem luz, oásis vira deserto, verdade se esconde.
Fim da estrada
Morri sem saber, segredo ficou na bruma, silêncio eterno.
Será verdade?
Solidão sem causa
Sinto o vento frio em casa abandonada, eco sem razão.
Atônito
Mudo eu fiquei, na boca o vento calou. Meu olhar disse demais.
Coca cola sem gás
Copo sem gelo, bolhas sobem apressadas, como verão sem frescor.
Por favor, alguém me tire daqui...
Socorro, me salvem, ondas engolem meu fôlego, céu não responde.
Inexplicável
Sopro invisível, silêncio que move o mundo, luz sem fronteiras.
Credo!
Voz se ergue, relâmpago corta o céu, alma se assusta.
Do lado contrário
Te esperei na esquina, sem destino. O tempo me esqueceu.
Finalmente...
Então o sol abriu caminhos, te achei no acaso...
Sem sentido
Grito abafado, paredes guardam segredos, eco se cala.
Meu pedido
Mamãe, cadê você? Brisa leva minha voz, silêncio responde.
Reflexo esquisito
Eu não me achei, espelho vazio me olha, virei sombra sem dono.
Espaço vazio
Porão de ausência, teias guardam o nada, tempo empoeirado.
Temporariedade
Fugaz, como estrela, algo risca o céu por um instante, memória de luz.
Breu
Escuro sereno, colo da noite me envolve, descanso profundo.
Ela partiu de vez
Meu amor se foi, vento leva o que restou, silêncio em mim.
Como cachorro sem voz
Tiraram a minha coleira. Fiquei sem dono, olhos choram em silêncio, fiel me quedo sem latidos.
Eu e ela
Nós dois juntos, vento suave nos envolve, tempo suspenso.
Com uma mão na frente, a outra também
Parti sem alarde, porta fechada no vento, eco de ausência.
Grito de Socorro
Meus filhos, onde vocês estão? Vento leva minha pergunta, as dores não.
Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, do Sítio Shangri-Lá, ES/MG, 7-4-2026
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