sexta-feira, 27 de março de 2026

[Aparecido rasga o verbo] Trinta coisas que nunca verei

Aparecido Raimundo de Souza

‘Acredito que nunca verei um “dinoceronte” treinando um balé dantesco antes de sentar à sua bunda balofa na cadeira do “plenariordinário” da Suprema Corte’.
Carina Bratt de ’Bicho solto’

1. O BRASIL, perdão, o brazzzzzzil tentando achar os trilhos da evolução definitiva e se tornar uma Nação Independente e magnânima.

2. O fim dos bandidos e das facções criminosas.

3. A justiça de verdade sem aquela porra de venda lhe cobrindo a cara, perdão, a fuça.

4. A corrupção voadora sendo estuprada nos gabinetes flamejantes e engalanados da Câmara dos deputados e do “Senado Fedemal”.

5. Um peixe andando de bicicleta pela Avenida Brasil  usando uma camisa do Flamengo com a cara estampada do pato Donald Trompa  munido de um binóculo espionando a Amazônia.

6. Políticos desonestos tomando porradas e sendo surrados pela plebe sofredora pelas ruas, praças e avenidas famosas das mais diversas capitais desse país entregue às moscas e aos ratos de esgoto.

7. Ministros do STF agindo com lisura e construindo verdadeiramente não um apodrecido “Estrado Demoniatrático de Direito”, mas um honroso soberbo e decente Estado Democrático de Direito.

8. O papagaio da Ana Maria Braga, do “Mais você”, recitando versos de Mário Quintana, acompanhado por uma vaca executando a “Quinta Sinfonia” de Beethoven ao violino.

9. A Alegria brilhando nos olhos de todas as pessoas que sofrem vitimadas por alguma doença incurável.

10. A pobreza de uma vez para sempre erradicada.

11. O falido e inoperante INSS deixando definitivamente de ser uma latrina cheia de merda onde se abrigam “I”mpostores, “N”oiados, “S”alteadores e “S”alafrários em respeito às imensas e infindáveis famílias de idosos que todos os meses tomam nos retos de seus respectivos cus no momento em que comparecem nessas instituições financeiras conhecidas como ”bancos” para receberem seus mirrados e inexpressivos benefícios. 

12. Debaixo da Terceira Ponte, um peixe pedalando uma bicicleta com esforço, enquanto espiava, boquiaberto, um avião passando sobre ele fazendo abdominais para manter a forma e pousar no Santos Dumont sem amedrontar os passageiros.

13. O fim do PT ou “Partido dos Trambiqueiros” e seus principais dirigentes presos nas garras da Papuda.

14. A cessação da ganância galopante dos poderosos que se acham os donos do mundo e por conta posam de santinhos do pau oco.

15. A tal porra da “Minha Casa Minha Vida” cumprindo à RISCA o seu papel social e deixando de ser a fantasmagórica maldição imperecível da “MINHA CASA, Minha DÍVIDA”.

16. O fim das grandes favelas, algumas maiores que muitas cidades importantes desse país abastado, perdão abestalhado sem freio e sem destino.

17. Um filho da mãe colocando um ponto final na chateação infamante dessas empresas de telefonia, que praticam desconsensualmente a arte maligna de foder o dia inteiro os ouvidos de nossos celulares, e, de lambuja, os nossos tímpanos oferecendo serviços que nem o capeta batendo uma punheta teria coragem de adquirir.

18. No mesmo gancho, nunca verei o fim definitivo do tal “brinco de orelha”, grosso modo, do celular. Essa desgraça que hoje é a doença do momento e amanhã se transformará numa enfermidade incurável. Por conta, meus filhos e netos se tornarão robôs imbecilizados e retardados mentais, ou seja, num porvir bem curto os que ainda estiverem respirando, conviverão com as gerações de moças e rapazes, completamente cegos dos ouvidos e surdos da alma, além de se tornarem também alienados em grau máximo, sem falar de uma grande massa de cabeças enterradas nas ruínas de um ontem igualmente sem retorno.

19. A satisfação de ver definitivamente o tal do ENEM, o famoso “Exame Nacional do Ensino de Merda” enterrado num cemitério nos confins da puta que o pariu, ou mesmo ali em Parada de Lucas.

20. A retirada de uma vez para sempre da fome galopante e aniquiladora das mesas do povo brasileiro.

21. A volta dos desenhos nota mil dos meus tempos de menino de calças curtas. (A Pantera cor de Rosa, Pernalonga, O Gato Felix, Ton&Jerri, Maguila, O Gorila, Os Flintstones, He-Man, o Papa-Léguas e outras pérolas que encantavam os meus olhos e alegravam o meu coração sem a desgraça maldita dos aparelhos celulares e seus milhões de jogos estranhos e viciantes.

22. O fim da guerra na face da Terra.

23. O renascimento da Paz mundial em toda a sua graça e esplendor.

24. O retorno das músicas e os cantores românticos com suas vozes maviosas bem ainda as letras e as poesias feitas com esmero e maestria, que transmitiam, sobretudo, uma satisfação renovadora toda vez que sentávamos nas varandas de nossas casas ao lado de nossos pais e avós para ouvi-las.

25. A volta generosa e abundante, farta e insubstituível da infância perdida dos meus filhos e netos.

26. A Paz Universal se estendendo e se entrelaçando nos corações das pessoas.

27. Um pinguim vestido de Polícia Federal vendendo sorvete no calçadão da famosa Praia de Copacabana.

28. Meu cachorro Totó sentado no sofá da sala assistindo as putarias do Big Brother Brasil.

29. O Leão do Imposto de Renda levando um tiro no meio da cara e deixando de morder os fodidos e decadentes, mesmo tom, os acabadiços que vivem unicamente dos suores de seus rostos.

30. O macaco do Tarzan tocando bateria numa banda de rock.

Título e Texto: Aparecido Raimundo de Souza, de Linhares, no Espírito Santo, 27-3-2026

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