Em mais um discurso de improviso, presidente demonstra que dará muito trabalho para marqueteiros na campanha
Andreza Matais
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| Foto: Hugo Barreto//Metrópoles |
Para Lula, basta tirar o Pix, o celular e os cachorros para resolver o problema do endividamento do brasileiro.
Sem filtro, o presidente
demonstra que vai dar muito trabalho para seus marqueteiros nas eleições
presidenciais.
Ganha o eleitor, que pode
decidir o seu voto com base no que pensa o candidato. Se eleito, serão 16 anos
no poder.
Quem tem ou já teve dívidas
sabe o quanto isso afeta toda uma família. O quanto é difícil deitar a cabeça
no travesseiro sem saber como sair do buraco cavado pelos juros altos.
Os discursos de improviso
revelam que Lula perdeu a capacidade de sentir na pele o problema do eleitor,
sua principal qualidade. É sintomático.
A maioria dos brasileiros não se endivida porque compra de forma compulsiva, como colocou, mas porque o orçamento não cobre mais despesas básicas, incluindo nessa conta celular e pacote de dados.
Itens essenciais para quem vive no mundo real.
E oferecer empréstimo para
cobrir empréstimo não deixa de ser empréstimo.
Ao dizer que as pessoas fazem compras impulsivas e depois colocam a culpa no governo, Lula só reforça o estereótipo de que todo brasileiro é desonesto e se endivida porque quer.
Quem tenta empreender, para ficar num exemplo, está sufocado por impostos.
Lula passou os últimos três
anos e meio encastelado. Longe das ruas, dos ministros e do Congresso.
As pesquisas mostram que o
eleitor não gostou da dispersão.
O petista é hoje um homem
milionário, com patrimônio declarado de R$ 7,4 milhões. Seu filho mais velho, o
Lulinha, movimentou R$ 19,5 milhões entre 2023 e 2025 e escolheu viver em Madri, na Espanha, como revelou a
coluna, não no Brasil.
Para efeito de comparação,
Geraldo Alckmin, quatro vezes governador de São Paulo, informou patrimônio de
R$ 1 milhão nas eleições de 2022.
Há 23 anos, desde que ganhou
seu primeiro mandato, Lula não sabe mais o que é abrir uma porta. Tem serviçais
para isso, muitos dos quais maltrata publicamente, como já
flagrado por câmeras.
Se parasse para ouvi-los,
descobriria que o Pix, o celular e o animal de estimação não são o problema das
famílias brasileiras. Muito pelo contrário.
O que pensa o presidente:
Pix
Lula acha que o fato de as
pessoas não usarem mais dinheiro de papel as faz gastar mais pela sensação de
não ver o dinheiro saindo da carteira.
Celular
O presidente acha que as redes
sociais estimulam o consumo impulsivo.
Cachorros
Lula cita gastos com os
animais ao afirmar que eles agora só comem ração e não o resto da comida como
se fazia antigamente.
Título e Texto: Andreza Matais, Metrópoles, 27-3-2026, 6h52

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