A GOL anunciou uma nova fase internacional com o RIOgaleão no centro da estratégia. A companhia confirmou voos diretos a partir do Rio de Janeiro para Nova Iorque, Lisboa, Paris e Orlando, além de lançar uma nova classe premium e reforçar o papel do aeroporto como hub de longo curso
Quintino Gomes Freire
O Rio de Janeiro foi
colocado pela GOL no centro de sua nova estratégia
internacional. Em anúncio feito nesta quinta-feira (12), a companhia confirmou
que o Aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, Zona
Norte carioca, será seu hub para voos intercontinentais e apresentou quatro
rotas diretas a partir da Cidade Maravilhosa: Nova York e Orlando,
nos Estados Unidos; Lisboa, em Portugal;
e Paris, na França. A mudança marca a entrada da
empresa em uma nova fase, agora com operação de longo curso feita com aeronaves
de dois corredores.
A aposta no Galeão dá
ao Rio um papel bem diferente do que vinha tendo na malha
recente da companhia. Em vez de funcionar apenas como base importante no
mercado doméstico, o aeroporto passa a ser tratado como porta de saída para a
expansão internacional da empresa, conectando a cidade a destinos estratégicos
dos Estados Unidos e da Europa.
A primeira dessas rotas já tem
data para começar. O voo entre Rio de Janeiro e Nova Iorque,
com destino ao aeroporto JFK, está previsto para estrear em 8
de julho, com três frequências semanais de ida e volta. A
ligação foi apresentada pela companhia como a primeira grande rota
intercontinental da nova fase e reforça o peso do Galeão como
eixo da operação.
Além de Nova York,
a companhia confirmou a abertura de voos para Lisboa, Paris e Orlando,
todos saindo do RIOgaleão.
No caso de Lisboa, a operação começa em 16 de setembro, com quatro frequências semanais.
Para Paris, a
empresa informou que ainda vai divulgar data e número de voos. Já Orlando também
entra na nova malha internacional com partidas diretas do Rio,
ampliando a presença da companhia no mercado da Flórida.
A nova malha será operada com
os novos Airbus A330-900, aeronaves de longo curso que começam a
entrar na frota da companhia entre 2026 e 2027.
A GOL informou que receberá cinco aviões desse
modelo, com capacidade para cerca de 300 assentos e alcance
para rotas de até 15 horas. É uma mudança estrutural para uma
empresa que, até aqui, operava exclusivamente com aeronaves Boeing 737.
O movimento também foi
apresentado como estratégico para o turismo e os negócios no Rio de
Janeiro. Ao transformar o Galeão em hub internacional, a
empresa tenta reposicionar a cidade como principal porta de entrada e saída da
sua operação de longo curso, complementando o papel de outros hubs como Guarulhos, Brasília, Congonhas e Salvador.
A companhia também aproveitou
o anúncio para lançar a nova classe Business INSIGNIA by GOL,
criada para os voos de longa distância. Entre os diferenciais prometidos estão
assento que vira cama, acesso a lounges, check-in e embarque prioritários, kit
de amenidades, entretenimento individual e menu assinado pelo chef Felipe
Bronze. A proposta é disputar um passageiro de maior valor agregado
justamente nas rotas internacionais que passarão pelo Rio.
Outro anúncio feito junto com
a expansão foi a criação da categoria Magno, novo nível mais alto
do programa Smiles. A empresa informou que o status ficará acima da
categoria Diamante e terá benefícios como atendimento
dedicado, acesso ampliado a salas VIP e possibilidade de upgrade para a nova
classe executiva em voos selecionados.
Para o Rio, o
anúncio tem um peso que vai além das novas rotas. Ele reforça o esforço de
recolocar o Galeão no mapa das grandes conexões internacionais
e de usar a cidade como vitrine para a retomada de voos de longo curso. Em um
aeroporto que passou anos tentando recuperar protagonismo, a escolha da GOL devolve
ao terminal uma ambição que ele conheceu bem no passado: a de ser, de novo, uma
das grandes portas do Brasil para o exterior.
Título e Texto: Quintino Gomes Freire, Diário do Rio, 13-3-2026

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