sábado, 4 de abril de 2026

🪬 Há histórias que se explicam sozinhas:


BestOfFutebol

A polémica da TV do Verissimo…

A novela dos balneários…

E depois há aquelas que, quanto mais se tenta explicar… menos sentido fazem. O caso do alegado cheiro a amoníaco no jogo de andebol entre FC Porto e Sporting CP é uma dessas.

Não porque seja impossível que tenha existido algo anormal.

Mas porque, para um cenário que foi rapidamente pintado como grave, quase escandaloso… há demasiadas coisas que simplesmente não batem certo.

E quando a narrativa cresce mais depressa do que os factos, eu gosto sempre de parar, as vezes alguns dias, analisar as reações dos intervenientes, respirar fundo… e questionar o que não foi abordado.

➡️ As perguntas que continuam sem resposta

Para um caso que foi apresentado como grave, há uma coisa que devia ser simples: factos.

E é precisamente aí que começam os problemas. Se estamos perante algo com a gravidade que foi sugerida, e sim, amoníaco é gravíssimo, então há perguntas básicas que têm de ter respostas claras.

E neste momento… não têm.

Onde estão os sinais de um cenário de emergência no próprio momento?

Se havia um agente potencialmente nocivo no ar, porque é que não vimos procedimentos compatíveis com esse risco? Ao que pude apurar junto da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o mínimo numa situação dessas seria evacuar o local de imediato.

E não estamos a falar de um grupo qualquer sem noção do que fazer. Havia ali profissionais de saúde, gente que, à partida, sabe exatamente como reagir perante um cenário desses…

E porque é que apenas alguns elementos foram afetados… enquanto outros, no mesmo espaço, não apresentaram qualquer tipo de reação relevante? E porque é que, se era assim tão grave, nem sequer adotaram medidas básicas de precaução, como o uso de máscaras?

Onde estão os dados objetivos?

Hospital, relatórios clínicos, confirmações técnicas, medições, algo que tire isto do campo da perceção e o coloque no campo dos factos?

E há detalhes que, por mais que se tente, não batem certo.

Num cenário apresentado como potencialmente perigoso, onde o cheiro seria assim tão forte, como descrito pelos elementos do Sporting, porque é que os bombeiros foram assistir sem equipamento adequado?

Onde estavam as máscaras?

Onde estavam as precauções mínimas?

Não estavam!

As principais preocupações do Sporting foi os ângulos das câmaras. Vai ao nosso site: Bestoffutebol(pontocom) e ve as fotos que colocamos.

E depois há a parte mais difícil de explicar: se a situação era assim tão séria, como o Sporting afirma, porque é que os supostos afetados regressaram no autocarro do Sporting com a restante equipa?

As imagens deles a saírem no autocarro ou no carro de apoio com a restante equipa existem. São claras e serão entregues ao MP. Desde quando é que um cenário clínico grave termina com uma viagem coletiva… como se nada fosse?

E passado já tanto tempo, fiz questão de esperar para poder ter uma opinião mais fundamentada, o que temos até agora é exatamente o contrário: muita gravidade nas palavras… e muito pouca solidez nos elementos que a sustentam.

Para um clube como o Sporting, que tantas vezes se coloca no pedestal da verdade e da moralidade, e liderado por um presidente com formação em medicina, não deveriam os elementos factuais, como relatórios médicos comprovativos, ter mais peso do que narrativas e fotografias que pouco ou nada esclarecem?

E se esses elementos não existem… não será isso, por si só, estranho?

Mas se achas que isto já levanta dúvidas suficientes… então prepara-te para o que vem a seguir…

➡️ E se ninguém estiver a mentir?

E se, no meio de tudo isto, estivermos a fazer a pergunta errada? Porque há uma hipótese que quase ninguém parece disposto a considerar:

E se nem o Porto nem o Sporting estiver a mentir?

E se há, de facto, pessoas que acreditam ter sentido um cheiro estranho? E se houve desconforto real… para quem o sentiu?

E se, ao mesmo tempo, aquilo que foi sentido estiver muito longe de corresponder à gravidade com que foi apresentado… e não passar de algo bem mais simples?

Como um espaço que foi limpo com mais produto do que o habitual.

Um cheiro mais intenso.

Uma reação mais forte em duas pessoas mais sensíveis.

E nada mais do que isso.

Parece desconfortável pensar assim. Mas talvez seja precisamente por isso que poucos o fazem. Porque esta hipótese não dá jeito a ninguém.

Não cria culpados claros.

Não alimenta guerras fáceis.

E obriga a separar três coisas que raramente se separam no futebol português: o que se sente… o que se prova e a narrativa que se quer passar para prejudicar o outro espectro.

A realidade é simples. Nem tudo o que é sentido corresponde à realidade objetiva

➡️ As teorias nascem quando não há explicações plausíveis.

Quando não há uma explicação clara, o vazio não fica vazio.

Ele é ocupado.

E quanto mais tempo passa sem respostas objetivas, mais o debate se afasta da realidade… e entra no território das hipóteses e das teorias.

Umas mais plausíveis.

Outras mais desconfortáveis.

Mas inevitáveis!

Porque quando um caso é apresentado com esta gravidade, acompanhado de fotografias e vídeos cuidadosamente produzidos, com ângulos milimetricamente escolhidos, e continua sem elementos concretos que o sustentem, abre-se espaço para tudo.

Até para aquilo que ninguém quer dizer em voz alta.

Sim… até para doping…

E aqui convém parar um segundo.

Não para acusar.

Mas para pensar.

Existem substâncias proibidas no desporto que têm efeitos secundários conhecidos ao nível sensorial:

Alterações de perceção.

Maior sensibilidade a estímulos.

Incluindo cheiros.

Isto não é opinião.

É ciência básica.

E de repente, aquilo que parecia impossível começa a levantar uma questão incómoda: E se o que foi sentido não tiver sido provocado por um ambiente anormal… mas por uma reação anormal de algo que quem o sentiu tomou?

E por falar em substâncias e Sporting… convém não esquecer que, em Janeiro deste ano, o clube já protagonizou a chamada Operação Harry Potter, na qual um ex-fisioterapeuta do hóquei em patins (Pedro Roque) foi detido por tráfico e administração de anabolizantes.

Ironia do destino: enquanto o Sporting acusa o Porto de ter posto amoníaco no balneário, o próprio clube ainda tem o cheiro a esteroides fresquinho noutras modalidades…

E antes que alguém venha com o previsível “então e o treinador?”, convém não confundir quantidade com prova.

Num caso construído com este nível de detalhe, acrescentar mais um interveniente com sintomas não transforma perceções em factos. Pode, isso sim, servir para dar mais força à narrativa… e ajudar a afastar o foco de perguntas mais incómodas sobre o jogador.

Reparem bem no que isto significa.

Não estamos a dizer que alguém fez algo ilegal.

Nem que há qualquer prova disso.

Mas quando se constrói uma narrativa tão pesada e grave, sem apresentar base sólida, não se pode controlar até onde essa narrativa vai, já que o mesmo vazio que hoje serve para acusar… amanhã pode servir para levantar dúvidas em todas as direções.

➡️ Conclusão da Novela

No fim disto tudo, a questão já não é apenas o que aconteceu naquele balneário.

É o que se quis fazer parecer que aconteceu.

No momento em que se troca prova por perceção, quando se fala em situações graves sem que os elementos objetivos acompanhem essa gravidade, como por exemplo, falar-se em hospitalização, quando na realidade as provas que existem apenas mostram assistência medica, qualquer coisa pode ser transformada em escândalo.

Hoje é um cheiro.

Amanhã… pode ser outra coisa qualquer.

E quando se abre essa porta, há uma coisa que se perde, e essa sim devia preocupar todos que dizem defender a indústria: credibilidade!!

Por isso, espero que o Ministério Público investigue este caso até ao fim.

Porque numa situação destas, em que se aponta para a existência de uma substância tóxica grave alegadamente associada ao FC Porto como o amoníaco, não pode haver espaço para conclusões vagas ou inconclusivas por parte do MP.

Quem acusa com esta gravidade tem de provar.

Porque quem acompanha isto tudo de fora merece, no mínimo, uma resposta clara.

Abraços

BOF/Ricardo Amorim, Facebook, 2-4-2026, 12h39

➡️ Aqui escrevo com convicção e não para agradar. Quem confundir pensamento sustentado com soberba revela mais sobre si do que sobre mim. Quem não gostar pode seguir caminho, ou voltar, para testar a coerência.

#VillasBoas  #FCPorto  #AMONIACO  #varandas  #Sporting  #andebol 

Relacionado:
“O FC Porto vai ser implacável com o Sporting, com a calúnia e com os atentados ao seu bom nome”

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Não publicamos comentários de anônimos/desconhecidos.

Por favor, se optar por "Anônimo", escreva o seu nome no final do comentário.

Não use CAIXA ALTA, (Não grite!), isto é, não escreva tudo em maiúsculas, escreva normalmente. Obrigado pela sua participação!
Volte sempre!
Abraços./-