BestOfFutebol
A polémica da TV do Verissimo…
A novela dos balneários…
E depois há aquelas que,
quanto mais se tenta explicar… menos sentido fazem. O caso do alegado cheiro a
amoníaco no jogo de andebol entre FC Porto e Sporting CP é uma dessas.
Não porque seja impossível que
tenha existido algo anormal.
Mas porque, para um cenário
que foi rapidamente pintado como grave, quase escandaloso… há demasiadas coisas
que simplesmente não batem certo.
E quando a narrativa cresce
mais depressa do que os factos, eu gosto sempre de parar, as vezes alguns dias,
analisar as reações dos intervenientes, respirar fundo… e questionar o que não
foi abordado.
➡️ As perguntas que continuam sem
resposta
Para um caso que foi
apresentado como grave, há uma coisa que devia ser simples: factos.
E é precisamente aí que
começam os problemas. Se estamos perante algo com a gravidade que foi sugerida,
e sim, amoníaco é gravíssimo, então há perguntas básicas que têm de ter
respostas claras.
E neste momento… não têm.
Onde estão os sinais de um
cenário de emergência no próprio momento?
Se havia um agente
potencialmente nocivo no ar, porque é que não vimos procedimentos compatíveis
com esse risco? Ao que pude apurar junto da Autoridade Nacional de Emergência e
Proteção Civil, o mínimo numa situação dessas seria evacuar o local de imediato.
E não estamos a falar de um
grupo qualquer sem noção do que fazer. Havia ali profissionais de saúde, gente
que, à partida, sabe exatamente como reagir perante um cenário desses…
E porque é que apenas alguns
elementos foram afetados… enquanto outros, no mesmo espaço, não apresentaram
qualquer tipo de reação relevante? E porque é que, se era assim tão grave, nem
sequer adotaram medidas básicas de precaução, como o uso de máscaras?
Onde estão os dados objetivos?
Hospital, relatórios clínicos,
confirmações técnicas, medições, algo que tire isto do campo da perceção e o
coloque no campo dos factos?
E há detalhes que, por mais
que se tente, não batem certo.
Num cenário apresentado como
potencialmente perigoso, onde o cheiro seria assim tão forte, como descrito
pelos elementos do Sporting, porque é que os bombeiros foram assistir sem
equipamento adequado?
Onde estavam as máscaras?
Onde estavam as precauções
mínimas?
Não estavam!
As principais preocupações do
Sporting foi os ângulos das câmaras. Vai ao nosso site: Bestoffutebol(pontocom)
e ve as fotos que colocamos.
E depois há a parte mais
difícil de explicar: se a situação era assim tão séria, como o Sporting afirma,
porque é que os supostos afetados regressaram no autocarro do Sporting com a
restante equipa?
As imagens deles a saírem no
autocarro ou no carro de apoio com a restante equipa existem. São claras e
serão entregues ao MP. Desde quando é que um cenário clínico grave termina com
uma viagem coletiva… como se nada fosse?
E passado já tanto tempo, fiz
questão de esperar para poder ter uma opinião mais fundamentada, o que temos
até agora é exatamente o contrário: muita gravidade nas palavras… e muito pouca
solidez nos elementos que a sustentam.
Para um clube como o Sporting,
que tantas vezes se coloca no pedestal da verdade e da moralidade, e liderado
por um presidente com formação em medicina, não deveriam os elementos factuais,
como relatórios médicos comprovativos, ter mais peso do que narrativas e
fotografias que pouco ou nada esclarecem?
E se esses elementos não
existem… não será isso, por si só, estranho?
Mas se achas que isto já
levanta dúvidas suficientes… então prepara-te para o que vem a seguir…
➡️ E se ninguém estiver a mentir?
E se, no meio de tudo isto,
estivermos a fazer a pergunta errada? Porque há uma hipótese que quase ninguém
parece disposto a considerar:
E se nem o Porto nem o
Sporting estiver a mentir?
E se há, de facto, pessoas que
acreditam ter sentido um cheiro estranho? E se houve desconforto real… para
quem o sentiu?
E se, ao mesmo tempo, aquilo
que foi sentido estiver muito longe de corresponder à gravidade com que foi
apresentado… e não passar de algo bem mais simples?
Como um espaço que foi limpo
com mais produto do que o habitual.
Um cheiro mais intenso.
Uma reação mais forte em duas
pessoas mais sensíveis.
E nada mais do que isso.
Parece desconfortável pensar
assim. Mas talvez seja precisamente por isso que poucos o fazem. Porque esta
hipótese não dá jeito a ninguém.
Não cria culpados claros.
Não alimenta guerras fáceis.
E obriga a separar três coisas
que raramente se separam no futebol português: o que se sente… o que se prova e
a narrativa que se quer passar para prejudicar o outro espectro.
A realidade é simples. Nem
tudo o que é sentido corresponde à realidade objetiva
➡️ As teorias nascem quando não
há explicações plausíveis.
Quando não há uma explicação
clara, o vazio não fica vazio.
Ele é ocupado.
E quanto mais tempo passa sem
respostas objetivas, mais o debate se afasta da realidade… e entra no
território das hipóteses e das teorias.
Umas mais plausíveis.
Outras mais desconfortáveis.
Mas inevitáveis!
Porque quando um caso é
apresentado com esta gravidade, acompanhado de fotografias e vídeos
cuidadosamente produzidos, com ângulos milimetricamente escolhidos, e continua
sem elementos concretos que o sustentem, abre-se espaço para tudo.
Até para aquilo que ninguém
quer dizer em voz alta.
Sim… até para doping…
E aqui convém parar um
segundo.
Não para acusar.
Mas para pensar.
Existem substâncias proibidas
no desporto que têm efeitos secundários conhecidos ao nível sensorial:
Alterações de perceção.
Maior sensibilidade a
estímulos.
Incluindo cheiros.
Isto não é opinião.
É ciência básica.
E de repente, aquilo que
parecia impossível começa a levantar uma questão incómoda: E se o que foi
sentido não tiver sido provocado por um ambiente anormal… mas por uma reação
anormal de algo que quem o sentiu tomou?
E por falar em substâncias e
Sporting… convém não esquecer que, em Janeiro deste ano, o clube já
protagonizou a chamada Operação Harry Potter, na qual um ex-fisioterapeuta do
hóquei em patins (Pedro Roque) foi detido por tráfico e administração de anabolizantes.
Ironia do destino: enquanto o
Sporting acusa o Porto de ter posto amoníaco no balneário, o próprio clube
ainda tem o cheiro a esteroides fresquinho noutras modalidades…
E antes que alguém venha com o
previsível “então e o treinador?”, convém não confundir quantidade com prova.
Num caso construído com este
nível de detalhe, acrescentar mais um interveniente com sintomas não transforma
perceções em factos. Pode, isso sim, servir para dar mais força à narrativa… e
ajudar a afastar o foco de perguntas mais incómodas sobre o jogador.
Reparem bem no que isto
significa.
Não estamos a dizer que alguém
fez algo ilegal.
Nem que há qualquer prova
disso.
Mas quando se constrói uma
narrativa tão pesada e grave, sem apresentar base sólida, não se pode controlar
até onde essa narrativa vai, já que o mesmo vazio que hoje serve para acusar…
amanhã pode servir para levantar dúvidas em todas as direções.
➡️ Conclusão da Novela
No fim disto tudo, a questão
já não é apenas o que aconteceu naquele balneário.
É o que se quis fazer parecer
que aconteceu.
No momento em que se troca
prova por perceção, quando se fala em situações graves sem que os elementos
objetivos acompanhem essa gravidade, como por exemplo, falar-se em
hospitalização, quando na realidade as provas que existem apenas mostram
assistência medica, qualquer coisa pode ser transformada em escândalo.
Hoje é um cheiro.
Amanhã… pode ser outra coisa
qualquer.
E quando se abre essa porta,
há uma coisa que se perde, e essa sim devia preocupar todos que dizem defender
a indústria: credibilidade!!
Por isso, espero que o
Ministério Público investigue este caso até ao fim.
Porque numa situação destas,
em que se aponta para a existência de uma substância tóxica grave alegadamente
associada ao FC Porto como o amoníaco, não pode haver espaço para conclusões
vagas ou inconclusivas por parte do MP.
Quem acusa com esta gravidade
tem de provar.
Porque quem acompanha isto
tudo de fora merece, no mínimo, uma resposta clara.
Abraços
BOF/Ricardo Amorim,
Facebook, 2-4-2026, 12h39
➡️ Aqui escrevo com convicção e
não para agradar. Quem confundir pensamento sustentado com soberba revela mais
sobre si do que sobre mim. Quem não gostar pode seguir caminho, ou voltar, para
testar a coerência.
#VillasBoas #FCPorto #AMONIACO #varandas #Sporting #andebol
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